

Muitas vezes, a chave para uma noite tranquila não está apenas no remédio que você toma, mas naquilo que você deixa de fazer. Segundo a American Academy of Sleep Medicine, a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é extremamente sensível ao ambiente e aos hábitos diários. O que parece ser um hábito inofensivo durante o dia pode ser o combustível para uma crise à noite. Identificar e remover esses gatilhos da agonia nas pernas é uma parte vital do tratamento.
Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP detalha os principais gatilhos que podem piorar seus sintomas e como evitá-los.
Assista ao vídeo completo onde você verá a explicação prática sobre este tema:
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O NHS explica que a agonia nas pernas é o resultado de um sistema nervoso que já está sensibilizado e recebe um estímulo errado. Com a nossa rotina cada vez mais estimulante, esses gatilhos tornaram-se ainda mais presentes. Se você sente que seus sintomas estão "atacados", verifique se algum destes fatores está presente na sua rotina:
Não é apenas o café. O consumo de energéticos, pré-treinos, refrigerantes de cola e até o chocolate amargo no final da tarde podem estimular o sistema nervoso central e agravar, em muitas pessoas, a inquietação e a dificuldade de adormecer.
Este é um dos gatilhos mais perigosos. Muitos pacientes usam anti-histamínicos comuns para tentar pegar no sono. No entanto, essas substâncias podem interferir em vias cerebrais ligadas ao movimento e ao sono, piorando significativamente os sintomas em muitas pessoas.
O álcool pode dar uma falsa sensação de relaxamento inicial, mas ele fragmenta o sono e interfere no equilíbrio das vias cerebrais envolvidas com dopamina, o que pode agravar a inquietação. Já a nicotina é um estimulante direto que agita os nervos periféricos, servindo de gatilho imediato para a inquietude.
Para muitas pessoas, banhos muito quentes ou ambiente abafado à noite parecem piorar a sensação de queimação e comichão nas pernas, mesmo sem um mecanismo totalmente esclarecido.
Ansiedade não causa SPI, mas ela "abre as portas" para o sintoma. O estresse crônico e o aumento de cortisol desorganizam o sono e aumentam a sensibilidade do sistema nervoso, deixando as crises mais intensas e difíceis de controlar.
Alimentos ricos em açúcar e ultraprocessados tendem a piorar o controle metabólico e a qualidade do sono, e muitas pessoas relatam piora da sensibilidade nas pernas quando consomem esses alimentos à noite.
Passar o dia inteiro sentado ou imóvel (como em viagens longas ou trabalho de escritório sem pausas) cria uma "represa" de necessidade motora que explode na hora em que você finalmente se deita para descansar.
A atividade física é ótima, mas se for intensa demais e realizada muito perto do horário de sono, ela deixa o corpo em estado de hipervigilância, podendo agravar a Síndrome das Pernas Inquietas.
Mesmo que você evite todos os gatilhos externos, se o ferro estiver baixo, o cérebro não conseguirá estabilizar a dopamina. Este é o gatilho biológico mais importante a ser investigado.
A falta de hidratação adequada pode aumentar a excitabilidade muscular e a sensação de desconforto, facilitando crises de agonia e cãibras.
Desde a gravação original, consolidamos o entendimento de que a exposição a telas à noite é um gatilho indireto poderoso. A luz azul à noite suprime a melatonina e bagunça o relógio biológico, o que tende a piorar o sono e, indiretamente, a SPI.
Atualmente, recomenda-se minimizar telas 1–2 horas antes de dormir como parte da higiene do sono, especialmente em quem tem SPI.
Além disso, novos estudos mostram que a saúde da microbiota intestinal influencia a absorção de ferro e, por consequência, pode afetar indiretamente as vias dopaminérgicas; isso reforça o papel da dieta e da saúde intestinal no controle da SPI.

Controlar a agonia nas pernas é um exercício diário de observação. Ao aprender a identificar quais gatilhos estão despertando seus sintomas, você ganha o poder de prevenir as crises.
O tratamento da Síndrome das Pernas Inquietas é integrativo: combina a precisão dos medicamentos com a sabedoria de uma rotina livre de estímulos nocivos.
Não aceite a agonia noturna como algo inevitável. Com o apoio de um neurologista especializado, você pode mapear seus gatilhos individuais e desenhar uma estratégia de vida que priorize sua qualidade de vida.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pacientes com problemas do sono e outras condições neurológicas.
Temos uma série de artigos sobre Síndrome das Pernas Inquietas aqui no blog. Clique nos links para ler os artigos:
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