Sensação de “Agonia nas Pernas” – Conheça a Síndrome das Pernas Inquietas

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Sensação de “Agonia nas Pernas” – Conheça a Síndrome das Pernas Inquietas

By | 2019-12-08T00:29:44+00:00 quarta-feira 26 de junho 2019|Agonia nas Pernas, Distúrbios do Sono, Neurologia, Pernas Inquietas|
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A “Sensação de Agonia nas Pernas que surge principalmente ao deitar é frequentemente causada pela Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). A Síndrome das Pernas Inquietas é uma condição neurológica comum e chega a atingir 5% da população geral. Os pacientes experimentam uma sensação desagradável nas pernas que surge principalmente a noite ao deitar e atrapalha o sono. Na Síndrome de Pernas Inquietas os pacientes têm dificuldade de relatar o que estão sentindo e costumam se referir ao sintoma como uma “sensação de agonia nas pernas” ou “gastura nas pernas“.

Esse conjunto de sintomas de difícil caracterização inclui formigamento, queimação, agonia e dor que provocam uma vontade intensa, muitas vezes irresistível, de “mover ou sacudir as pernas”. Essa sensação é provocada principalmente ao se deitar na hora de dormir ou ao sentar-se por períodos prolongados de tempo, como ao dirigir um veículo ou em um teatro.

Este artigo oferece mais informações sobre a síndrome das pernas inquietas, para ajudar as pessoas que atualmente sofrem ou acham que podem ter a condição.

Síndrome das Pernas Inquietas – Sensação de Agonia nas Pernas

Os pacientes que sofrem da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) costumam relatar que a “agonia nas pernas surge ao deitar“. Para aliviar a “angústia nas pernas” costumam sacudi-las na cama o que atrapalha o próprio sono e o sono do parceiro. Para alguns pacientes a sensação só alivia ao levantar e caminhar pela casa, enquanto outros tentam muitas vezes compressas e massagens sem muito sucesso.

Em grande parte dos casos, a Síndrome das Pernas Inquietas pode causar insônia. Sem dormir adequadamente, os sintomas costumam piorar, o que impacta muito a qualidade de vida dos indivíduos.

Como a sensação de agonia é frequentemente difícil de descrever, e pelo menos inicialmente, podem ocorrer apenas uma ou duas vezes por mês, muitas pessoas esquecem ou sentem-se constrangidas de levar o assunto ao médico.

Pessoas de qualquer idade podem ter Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). No entanto, a síndrome geralmente atinge adultos mais velhos e mais as mulheres do que os homens. Pessoas mais jovens, incluindo crianças também podem apresentar a síndrome e podem ser consideradas como tendo “dores de crescimento” ou associadas à atividade física.

O que Causa a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)?

A Síndrome das Pernas Inquietas apresenta múltiplas causas. Existe a possibilidade de esta ser uma síndrome genética, com os pais passando a condição para seus filhos. Além disso, uma variedade de problemas médicos, bem como medicamentos, podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Os problemas médicos que podem favorecer a síndrome incluem deficiência de ferro, anemia, doença renal, diabetes, artrite reumatoide e Doença de Parkinson. As mulheres grávidas frequentemente observam sintomas de SPI após 20 semanas de gestação, e os pacientes em diálise são especialmente suscetíveis.

Muitos estudos com Ressonância Magnética Funcional, uma técnica especial de ressonância utilizada em protocolos de pesquisa, parece apontar que o mecanismo para surgimento dos sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas passa por uma deficiência relativa de ferro nas células do sistema nervoso e em anormalidades da neurotransmissão de dopamina. No entanto, os mecanismos exatos ainda não são completamente esclarecidos.

Pacientes que tomam antidepressivos, anti-histamínicos sedativos ou medicamentos anti-náusea também podem desenvolver SPI e nesse caso a síndrome é secundária ao uso de medicamentos.

Quando a Sensação de Agonia nas Pernas é a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)?

A sensação de agonia nas pernas causada pela Síndrome das Pernas Inquietas é um diagnóstico feito pelo neurologista ou especialista em sono. É importante entender que o diagnóstico de Síndrome das Pernas Inquietas é baseado em parâmetros clínicos. Não há um exame complementar que seja específico para SPI. Geralmente diagnosticamos o distúrbio, descartando outras doenças e ouvindo as descrições dos sintomas pelo paciente. Para confirmar o diagnóstico de SPI, o paciente deve apresentar os seguintes sintomas:

  • Um desejo de mover as pernas, geralmente acompanhado de sensações desconfortáveis, como dormência, formigamento, coceira, queimação, cãibras ou dor;
  • O desejo de se mexer ou sensações desconfortáveis ​​começam ou pioram durante períodos de descanso ou inatividade, como quando sentado assistindo à televisão ou viajando de carro ou de avião;
  • O desejo de se mover ou sensações desconfortáveis ​​são parcialmente ou totalmente aliviados por atividades como alongamento, caminhada ou exercício;
  • O desejo de se mexer ou sensações desconfortáveis ​​são piores ou ocorrem apenas à noite;
  • O desejo de se mexer ou sensações desconfortáveis ​​não ocorrem devido a outro problema médico ou comportamental.

Assista o vídeo abaixo onde deixamos uma explicação resumida da “sensação de agonia nas pernas” causada pela Síndrome das Pernas Inquietas:

 

É importante conhecer o histórico de saúde da sua família, para saber se outros membros da família também apresentam SPI. Em 50% dos pacientes, presume-se que o distúrbio seja genético. A chance de desenvolver SPI aumenta de três a seis vezes quando um parente imediato tem o transtorno.

A realização de um exame físico e neurológico completo é também necessária para verificar se há danos nos nervos ou problemas nos vasos sanguíneos. Exames de sangue podem ajudar a descartar os distúrbios médicos associados à SPI.

Uma condição que frequentemente pode ser confundida com a Síndrome das Pernas Inquietas é a polineuropatia periférica. Essa condição também muito comum é marcada por uma lesão dos nervos das pernas. Essa lesão pode acometer até 25% das pessoas com diabetes. Conheça melhor a polineuropatia diabética, lendo o artigo: Neuropatia Diabética – Saiba Mais.

No entanto, os sintomas de formigamento, dor e dormência dos casos de polineuropatia tendem a ser contínuos e não costumam aliviar com o caminhar como na SPI. A diferenciação dessas duas condições é feita por meio do exame de eletroneuromiografia (Saiba mais em: https://drdiegodecastro.com/exame-de-eletroneuromiografia/)

Qual o Tratamento para Pernas Inquietas (SPI)?

A SPI é tratada de diferentes maneiras, dependendo da intensidade dos sintomas. Em alguns casos, é um distúrbio temporário que resolve quando outras condições são tratadas. Mas, em casos de SPI devido a distúrbios médicos persistentes, é necessário tratamento específico.

Como a deficiência de ferro é uma causa reversível da síndrome das pernas inquietas, uma primeira abordagem é a suplementação de ferro. Um simples exame de sangue pode medir as reservas de ferro no corpo e ajudar a determinar quem pode se beneficiar desta terapia.

Quando os sintomas da SPI são frequentes ou graves, outros medicamentos são prescritos para tratar o distúrbio:

  • Os tratamentos com maior eficácia são aqueles que substituem a dopamina, um neurotransmissor no cérebro, conhecido por estar em níveis insuficientes em pessoas com SPI. Também usado para tratar a doença de Parkinson, esses medicamentos controlam o desejo de se mover e os sintomas sensoriais nas pernas, além de reduzir os movimentos involuntários das pernas durante o sono.
  • Medicamentos utilizados nas dores crônicas e que tem efeito anti-convulsivante também são usados ​​para tratar os sintomas de SPI, pois diminuem ou bloqueiam os sinais de dor dos nervos nas pernas.
  • Os benzodiazepínicos às vezes são prescritos para SPI, mas geralmente são reservados para casos mais graves, devido ao seu potencial de dependência e efeitos colaterais, incluindo sonolência diurna.
  • Opioides, comumente usados ​​para tratar a dor, são usados ​​muito raramente para aliviar sensações dolorosas e desconfortáveis ​​nas pernas em casos muito graves, quando outros agentes não são eficazes. Estas são substâncias controladas que exigem um tipo especial de prescrição. Exemplos incluem codeína, oxicodona e morfina.

Converse com seu médico sobre que tipo de tratamento é melhor para você.

É Possível Controlar ou Diminuir os Sintomas de Pernas Inquietas?

Entre as medidas que ajudam a reduzir os sintomas de desconforto, estão: evitar bebidas com cafeína, álcool e produtos de tabaco, praticar bons hábitos de saúde e sono e reduzir o estresse tanto quanto possível.

Dependendo da gravidade dos sintomas de SPI, o exercício pode ajudar a reduzir o desconforto. Em casos tão graves, que o exercício ou alongamento das pernas se torna doloroso, é melhor consultar o médico sobre métodos alternativos para controlar os sintomas.

Mesmo que os sintomas de SPI pareçam algo natural ou inútil tratar, há diversos estudos que demonstram fortes prejuízos à qualidade do seu sono e impacto na qualidade de vida.

A Restless Legs Syndrome Foundation e a National Sleep Foundation são fundações americanas que oferecem apoio e informação de qualidade e confiança para pacientes com a Síndrome das Pernas Inquietas. Você pode acessá-las pelos links: https://www.rls.org/ e https://www.sleepfoundation.org/sleep-disorders/restless-legs-syndrome-rls.

Conhece alguém com esses sintomas? Ou que esteja enfrentado outros problemas com o sono, compartilhe este artigo!

Estamos disponíveis para uma avaliação neurológica nos seguintes endereços:

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

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Tratamento de Pernas Inquietas e outros Problemas do Sono em Vitória Espírito Santo ES

No Espírito Santo, também oferecemos um tratamento especializado às pessoas com Síndrome das Pernas Inquietas e outros distúrbios do sono, no Serviço de Especialidades Neurológicas, em Vitória, na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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