Sensação de “Agonia nas Pernas” – Conheça a Síndrome das Pernas Inquietas

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Sensação de “Agonia nas Pernas” – Conheça a Síndrome das Pernas Inquietas

By | 2020-05-25T22:37:00+00:00 quarta-feira 26 de junho 2019|Distúrbios do Sono|
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“Gastura e Agonia nas Pernas”

A “Sensação de Agonia nas Pernas que surge principalmente ao deitar é frequentemente causada pela Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). A Síndrome das Pernas Inquietas é uma condição neurológica comum e chega a atingir 5% da população geral.

Os pacientes experimentam uma sensação desagradável nas pernas que surge principalmente a noite ao deitar e atrapalha o sono. Na Síndrome de Pernas Inquietas os pacientes têm dificuldade de relatar o que estão sentindo e costumam se referir ao sintoma como uma “sensação de agonia nas pernas” ou “gastura nas pernas“.

Esse conjunto de sintomas de difícil caracterização inclui:

  • Formigamento
  • Queimação
  • “Agonia”
  • “Angústia”
  • “Gastura”
  • “Pinicação”
  • Dor

Os sintomas provocam uma vontade intensa, muitas vezes irresistível, de “mover ou sacudir as pernas”. Essa sensação ocorre ao se deitar na hora de dormir ou ao sentar-se por períodos prolongados de tempo.

Este artigo oferece mais informações sobre a Síndrome das Pernas Inquietas, para ajudar as pessoas que atualmente sofrem ou acham que podem ter a condição.

Síndrome das Pernas Inquietas – Sensação de Agonia nas Pernas

Os pacientes que sofrem da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) costumam relatar que a “agonia nas pernas surge ao deitar“. Para aliviar a “angústia nas pernas” costumam sacudi-las na cama o que atrapalha o próprio sono e o sono do parceiro.

Para alguns pacientes a sensação só alivia ao levantar e caminhar pela casa, enquanto outros tentam compressas e massagens sem muito sucesso.

Em grande parte dos casos, a Síndrome das Pernas Inquietas pode causar insônia. Sem dormir adequadamente, os sintomas pioram, o que impacta muito a qualidade de vida dos indivíduos.

Como a sensação de agonia é frequentemente difícil de descrever, muitas pessoas esquecem ou sentem-se constrangidas de levar o assunto ao médico.

Assista o vídeo abaixo onde deixamos uma explicação resumida da “sensação de agonia nas pernas” causada pela Síndrome das Pernas Inquietas:

O que Causa a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)?

Segundo Harvard University, a Síndrome das Pernas Inquietas apresenta múltiplas causas. Existe a possibilidade de esta ser uma síndrome genética, com os pais passando a condição para seus filhos.

Pesquisa da American Neurological Association com Ressonância Magnética Funcional (técnica especial de protocolos de pesquisa) aponta que a causa dos sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas passa por uma deficiência relativa de ferro nas células do sistema nervoso e em anormalidades da neurotransmissão de dopamina.

Além disso, uma variedade de problemas médicos, bem como medicamentos, podem contribuir para o seu desenvolvimento.

As condições médicas que podem favorecer a síndrome incluem:

  • Deficiência de ferro
  • Anemia
  • Doença renal e hemodiálise
  • Diabetes
  • Artrite reumatoide
  • Doença de Parkinson
  • Gravidez após 20 semanas de gestação

Pacientes que tomam antidepressivos, anti-histamínicos sedativos ou medicamentos anti-náusea também podem desenvolver SPI e nesse caso a síndrome é secundária ao uso de medicamentos.

Quando a Sensação de Agonia nas Pernas é a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)?

A sensação de agonia nas pernas causada pela Síndrome das Pernas Inquietas é um diagnóstico feito preferencialmente pelo neurologista ou especialista em sono.

De acordo com NHS, o diagnóstico de Síndrome das Pernas Inquietas é baseado em parâmetros clínicos. Não há um exame complementar que seja específico para SPI.

Para confirmar o diagnóstico de SPI, o paciente deve apresentar necessidade de mover as pernas associado a:

  • Sensações desconfortáveis nas pernas (dormência, formigamento, coceira, queimação, cãibras ou dor);
  • Sintomas ​​começam ou pioram quando sentado ou deitado;
  • Desconforto parcialmente aliviado por alongamento, caminhada ou exercício;
  • Sintomas pioram ou ocorrem apenas à noite (sonolência ou início do sono).

Geralmente diagnosticamos o distúrbio, descartando outras doenças e ouvindo as descrições dos sintomas pelo paciente. O médico sempre investigará se esses sintomas não são resultado de lesão dos nervos periféricos ou outro problema médico ou comportamental.

Diagnóstico diferencial

É importante conhecer o histórico de saúde da sua família. Em 50% dos pacientes, presume-se que o distúrbio seja genético. A chance de desenvolver SPI aumenta de três a seis vezes quando um parente imediato tem o transtorno.

A realização de um exame físico e neurológico completo também é necessária para verificar se há danos nos nervos ou problemas nos vasos sanguíneos.  Além disso, exames de sangue podem ajudar a descartar os distúrbios médicos associados à SPI.

Uma condição que frequentemente é confundida com a Síndrome das Pernas Inquietas é a polineuropatia periférica. A polineuropatia é causada por uma lesão dos nervos das pernas e pode acometer até 25% das pessoas com diabetes.

No entanto, os sintomas de formigamento, dor e dormência dos casos de polineuropatia tendem a ser contínuos e não costumam aliviar com o caminhar como na SPI. A diferenciação dessas duas condições é feita por meio do exame de eletroneuromiografia (Saiba mais em: https://drdiegodecastro.com/exame-de-eletroneuromiografia/).

síndrome-das-pernas-inquietas

Qual o Tratamento para Pernas Inquietas (SPI)?

A SPI é tratada de diferentes maneiras, dependendo da intensidade dos sintomas. Em alguns casos, é um distúrbio temporário que resolve quando outras condições são tratadas. Mas, em casos de SPI devido a distúrbios médicos persistentes, é necessário tratamento específico.

Segundo a Mayo Clinic, como a deficiência de ferro é uma causa reversível da síndrome das pernas inquietas, uma primeira abordagem é a suplementação de ferro. Medir as reservas de ferro no corpo ajuda a determinar quem pode se beneficiar desta terapia.

Quando os sintomas da SPI são frequentes ou graves, outros medicamentos são prescritos para tratar o distúrbio:

  • Os tratamentos com maior eficácia são aqueles que substituem a dopamina. Esses remédios também são usados para tratar a doença de Parkinson e controlam o desejo de se mover e os sintomas sensoriais nas pernas.
  • Medicamentos utilizados nas dores crônicas e que tem efeito anti-convulsivante também são usados ​​para tratar os sintomas de SPI, pois diminuem ou bloqueiam os sinais de dor dos nervos nas pernas.
  • Os benzodiazepínicos às vezes são prescritos para SPI, mas geralmente são reservados para casos mais graves, devido ao seu potencial de dependência e efeitos colaterais, incluindo sonolência diurna.
  • Opioides, comumente usados ​​para tratar a dor, são usados ​​muito raramente para aliviar sensações dolorosas e desconfortáveis ​​nas pernas em casos muito graves, quando outros agentes não são eficazes. Estas são substâncias controladas que exigem um tipo especial de prescrição. Exemplos incluem codeína, oxicodona e morfina.

Converse com seu médico sobre que tipo de tratamento é melhor para você.

Como Controlar os Sintomas de Pernas Inquietas?

Entre as medidas que ajudam a reduzir os sintomas de desconforto nas pernas estão:

  • Evitar bebidas com cafeína e energético
  • Não consumir álcool
  • Evitar produtos de tabaco
  • Praticar bons hábitos de saúde e sono
  • Reduzir o estresse tanto quanto possível
  • Substituir medicamentos que podem piorar sintomas
  • Garantir uma ingestão adequada de ferro na dieta

Dependendo da gravidade dos sintomas de SPI, o exercício pode ajudar a reduzir o desconforto. Em casos tão graves, que o exercício ou alongamento das pernas se torna doloroso, é melhor consultar o médico sobre métodos alternativos para controlar os sintomas.

Mesmo que os sintomas de SPI pareçam algo natural ou inútil tratar, há diversos estudos que demonstram fortes prejuízos à qualidade do seu sono e impacto na qualidade de vida.

A Restless Legs Syndrome Foundation e a National Sleep Foundation são fundações americanas que oferecem apoio e informação de qualidade e confiança para pacientes com a Síndrome das Pernas Inquietas. Você pode acessá-las pelos links: https://www.rls.org/ e https://www.sleepfoundation.org/sleep-disorders/restless-legs-syndrome-rls.

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pacientes com problemas do sono e outras condições neurológicas.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

2 Comentários

  1. Avatar
    Vanessa Pessoa de Araújo 21 de maio de 2020 at 15:43 - Reply

    Eu tenho esses sintomas e horrível

  2. Avatar
    Eliana Oliveira 24 de maio de 2020 at 01:50 - Reply

    Olá me chamo Eliana Oliveira tenho 49 anos tem esses cintomas não consigo dormir as vezes durma uma hora um pouco mais me sinto muito mal pois vivo irritada não consigo dormir todas noite com meu marido pois bato as pernas a noite toda e ele não dorme também sinto dor formigamento não si mais o que fazer os médicos dão remédio e mandamos pra casa será que vou envelhecer e morrer assim

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