Toxina Botulínica e seu Uso nas Doenças Neurológicas

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Toxina Botulínica e seu Uso nas Doenças Neurológicas

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A toxina botulínica (Botox) é uma medicação muito usada no tratamento de doenças neurológicas. Embora seu uso seja amplamente reconhecido na dermatologia para rejuvenescimento, é na neurologia que esta medicação tem um papel fundamental no tratamento de doenças e indispensável para reabilitação.  A aplicação de toxina botulínica é utilizada no tratamento das doenças neurológicas, desde o início dos anos 90,  após se mostrar benéfica e efetiva, ao promover o relaxamento de músculos que se contraem de modo excessivo ou involuntário.

Neste artigo, entenda o que é a toxina botulínica, seu uso e doenças em que sua aplicação é usada como tratamento neurológico.

O que é a Toxina Botulínica?

A Toxina Botulínica é uma neurotoxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum. Existem 7 sorotipos da bactéria, que podem ser classificados de A a G. Artigos da década de 1940 já avaliavam a ação das neurotoxinas produzidas por Clostridium, inclusive seu uso chegou a ser cogitado como possível arma de guerra.

Na década de 1980-1990 a neurotoxina tipo A foi testada como medicação, mostrando um grande benefício em doenças. Na mesma década, a toxina botulínica passou a ser desenvolvida industrialmente. Para tanto, a neurotoxina produzida por Clostridium é purificada para não causar danos graves como a paralisação total dos músculos.

Atualmente, apenas os sorotipos A e B são usados para fins terapêuticos, sendo que o tipo A é o mais comum e vendido comercialmente com o nome de Botox, Dysport e Xeomin.

Como a Toxina Botulínica Funciona em Doença Neurológicas?

A Toxina Botulínica funciona bloqueando a transmissão de impulsos nervosos para o músculo. Ela é aplicada em lugares específicos do corpo onde há contração muscular involuntária ou excessivamente anormal. A administração é intramuscular, por meio de injeções. A quantidade de aplicações, assim como os músculos escolhidos e as doses utilizadas são definidas de acordo com o tipo e gravidade da doença.

Após a aplicação, a Toxina Botulínica faz uma rápida e irreversível ligação com as terminações nervosas atuando na junção neuromuscular, inibindo a liberação de neurotransmissores de acetilcolina.

Os efeitos da toxina botulínica não são permanentes. Cada marca existente no mercado (Botox, Dysport, Xeomin, entre outras) tem sua peculiaridade, mas em linhas gerais os efeitos da toxina têm duração aproximada de 12 semanas. Após esse período o efeito da toxina botulínica diminui muito, sendo necessário reaplicar a medicação.

É importante saber que o efeito da toxina é melhor quanto mais preciso for sua a administração. É necessário aplicar a toxina em cada músculo acometido. Em algumas vezes, um mesmo músculo precisa receber a medicação em mais de um ponto. Por ser uma injeção, é importante que os pacientes saibam que não existe um número fixo de “agulhadas”. O número de injeções e a dose por músculo varia para cada paciente e é determinado durante a consulta clínica.

Em Quais Doenças Neurológicas Pode ser Recomendado o Tratamento com a Toxina Botulínica?

O uso da toxina botulínica na neurologia pode ser destinado ao relaxamento muscular, controle da rigidez e espasticidade, diminuição de tremores e movimentos anormais, assim como no controle de secreções. Pode ser utilizada em doenças como:

Quando a Toxina Botulínica Pode ser Usada nas Doenças Neurológicas?

A toxina botulínica pode ser usada em movimentos involuntários e condições de contração muscular excessiva, além de síndromes dolorosas (enxaqueca) em pacientes que não apresentem contra-indicações.

A aplicação da toxina requer um diagnóstico médico e a técnica adequada. Para tanto o procedimento é realizado por dermatologistas, cirurgiões plásticos, oftalmologistas, uroginecologistas ou neurologistas, dependendo da região ou área a ser tratada.

Segundo a FDA nos Estados Unidos, a toxina botulínica está contraindicada e as aplicações não devem ser feitas em:

  • Pessoas que possuam doenças musculares como miastenia gravis e miopatias;
  • História anterior de alergia ou reação adversa a toxina botulínica;
  • Pacientes que façam uso de medicações, como os anticolinérgicos;
  • Pessoas que usem remédios que interfiram na transmissão neuromuscular;
  • Mulheres grávidas ou amamentando.

Os efeitos colaterais devido à aplicação da Toxina Botulínica são brandos e podem ser: dor (causada pela aplicação), edemas, equimose no local da aplicação, fraqueza transitória na musculatura que recebeu a medicação.

Toxina Botulínica em São Paulo

Toxina Botulínica

 

Preço da Aplicação de toxina botulínica (botox) para tratamento de doenças neurológicas

O preço da aplicação de toxina botulínica para tratamento de doenças neurológicas varia de acordo com a quantidade de toxina utilizada, tipo de doença e complexidade do caso. Muitos pacientes costumam se perguntar quanto custa a aplicação de botox. A aplicação de botox em dermatologia é muito mais acessível porque a quantidade de medicação aplicada sobre o rosto é muito pequena. Na aplicação para doenças neurológicas é comum utilizarmos quase 10 a 20 vezes mais toxina do que para tratamento de rugas, o que obviamente impacta no preço.

É importante que você saiba, que os planos de saúde são obrigados a fornecer a toxina e sua aplicação para doenças como: Sequelas de AVC e outras causas de espasticidade, Paralisia Cerebral Infantil, Distonias entre outras. Para isso você precisará de um laudo médico contendo o CID e a quantidade e músculos que serão aplicados. Você pode contactar seu plano para saber sobre o procedimento de reembolso médico, e assim escolher o profissional que realizará sua aplicação.

No SUS, a aplicação de botox para doenças neurológicas também está disponível e é garantida pela lei. Procure o serviço especializado em reabilitação da sua cidade ou estado para obter mais informações.

Neste vídeo, entenda os determinantes do preço do botox para tratamento das doenças neurológicas:

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e realiza a aplicação de Botox em Vitória para pacientes vítimas de AVC, distonia e outras doenças.  Se você deseja saber mais sobre este método de tratamento ou marcar uma consulta de avaliação para saber se seu caso pode ou não ser tratado pela toxina, veja abaixo nossas informações de contato:

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

R. Sampaio Viana, 253 – cj123 – Paraíso, São Paulo – SP, 04004-000

Telefone: (11) 2368-3067

Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia

Avenida Americo Buaiz, 501 – Victória Office Tower – Torre Leste – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911, próximo ao Shopping Vitória.

Telefone: (27) 99707-3433

Artigo Publicado em 10 de agosto de 2018 e Atualizado em 25 de junho de 2019


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