Toxina Botulínica e seu Uso na Neurologia

/, Dor de Cabeça, Neurologia, Toxina Botulínica/Toxina Botulínica e seu Uso na Neurologia

Toxina Botulínica e seu Uso na Neurologia

Compartilhe

A toxina botulínica teve seu uso terapêutico iniciado no século XX. No início dos anos 90, foi integrada no ramo da neurologia, após se mostrar benéfica e efetiva, ao promover o relaxamento de músculos que se contraem de modo excessivo ou involuntário. Embora seu uso é amplamente reconhecido na dermatologia para rejuvenescimento, é na neurologia que esta medicação é fundamental como tratamento de doenças e indispensável para reabilitação.

O que é a Toxina Botulínica?

A Toxina Botulínica é uma neurotoxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum. Depois de estabelecido o crescimento da bactéria, ela se subdivide em 7 sorotipos que podem ser classificados de A a G.

Quando desenvolvidas industrialmente, elas são purificadas para não causar danos como a paralisação total dos músculos ou até levar à morte por insuficiência. Apenas os sorotipos A, B e F poderão ser usados para fins terapêuticos, sendo que o tipo A é o mais comum.

Como a Toxina Botulínica Funciona?

A Toxina Botulínica é aplicada em lugares específicos do corpo onde há contração muscular involuntária ou excessivamente anormal. A administração é intramuscular, por meio de injeções. A quantidade de aplicações, assim como os músculos escolhidos e as doses utilizadas são definidas de acordo com o tipo e gravidade da doença.

Após a aplicação, a Toxina Botulínica faz uma rápida e irreversível ligação com as terminações nervosas atuando na junção neuromuscular, inibindo a liberação de neurotransmissores de acetilcolina.

Em Quais Doenças Pode ser Recomendado o Tratamento com a Toxina Botulínica?

O uso da toxina botulínica na neurologia pode ser destinado ao relaxamento muscular, controle da rigidez e espasticidade, diminuição de tremores e movimentos anormais, assim como no controle de secreções. Pode ser utilizada em doenças como:

  • Distonias (em todas as suas formas de apresentação): distonia generalizada, distonia cervical, distonia dos músicos, cãibra do escrivão, blefaroespasmo, etc;
  • Espasmo Hemifacial;
  • Espasticidade causada por Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC);
  • Sequelas de lesões cerebrais;
  • Sequelas de lesões medulares;
  • Enxaqueca;
  • Doença de Parkinson;
  • Dores neuropáticas e dores crônicas;
  • Tiques;
  • Salivação excessiva (sialorréia);
  • Hiperidrose;
  • Distúrbios esfincterianos.

Quando a Toxina Botulínica Pode ser Usada?

A aplicação da toxina requer um diagnóstico médico dado por dermatologistas, cirurgiões plásticos, oftalmologistas, uroginecologistas ou neurologistas, dependendo da região ou área a ser tratada.

As aplicações não devem ser feitas em:

  • Pessoas que possuam doenças musculares como miastenia gravis e miopatias;
  • História anterior de alergia ou reação adversa a toxina botulínica;
  • Pacientes que façam uso de medicações, como os anticolinérgicos;
  • Pessoas que usem remédios que interfiram na transmissão neuromuscular;
  • Mulheres grávidas ou amamentando.

Os efeitos colaterais devido à aplicação da Toxina Botulínica são brandos e podem ser: dor (causada pela aplicação), edemas, equimose no local da aplicação, fraqueza transitória na musculatura que recebeu a medicação.

Se você deseja saber mais sobre este método de tratamento ou marcar uma consulta de avaliação para saber se seu caso pode ou não ser tratado pela toxina, entre em contato conosco.


Compartilhe

Dúvidas e ou Sugestões?

Informações de Contato

R. Sampaio Viana, 253 - cj123 Paraíso São Paulo - CEP: SP 04004-000

Phone: 11 2638-3067 / 98977-2982

Web: Dr Diego de Castro