

Para muitos pacientes, o tratamento convencional com medicamentos traz desafios, como sonolência, ganho de peso ou desconforto com a ideia de se “sedar” com remédios. Atualmente, a Neurologia dispõe de uma alternativa que atua diretamente na forma como o cérebro processa a dor: a Neuromodulação na Fibromialgia.
Em vez de utilizar apenas substâncias químicas, técnicas como a Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) empregam estímulos magnéticos para modular a atividade cerebral associada à dor.
Neste artigo, Dr. Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica como as técnicas de Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) estão ajudando no tratamento da fibromialgia sem os riscos dos remédios pesados.
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Segundo artigo publicado no Frontiers in Pain Research, a fibromialgia é, essencialmente, um erro de "leitura" do sistema nervoso: o cérebro interpreta estímulos comuns como se fossem dor intensa. A neuromodulação atua como uma forma de modular o sistema, ajudando a reorganizar a atividade cerebral relacionada à dor:
Diferente de simples analgésicos de uso pontual, a neuromodulação atua diretamente em circuitos cerebrais relacionados à sensibilização central da dor.
Assim, é possível modificar a forma como o cérebro processa estímulos dolorosos, ao contrário de muitos medicamentos para fibromialgia que também modulam essa mesma sensibilização, mas de maneira sistêmica.
Artigo publicado na Neuromodulation: Technology at the Neural Interface aponta os seguintes benefícios:
No entanto, é preciso avaliação neurológica prévia, pois há riscos raros, como convulsão, e contraindicações específicas.
Conforme artigo publicado no BMC Medicine, hoje, em centros de referência, o uso de mapeamentos cerebrais permite identificar áreas do córtex com atividade alterada e ajustar a área e a frequência de estimulação de forma mais individualizada. Essa personalização ainda não é prática universal e depende de infraestrutura e de especialistas experientes. Mas isso já pode demonstrar o rumo que estamos tomando para um tratamento mais assertivo.

Para pacientes com fibromialgia refratária, a neuromodulação representa uma alternativa adicional que pode reduzir a dependência de medicações e auxiliar na modulação da dor, muitas vezes em conjunto com ajustes farmacológicos e programas de reabilitação.
Ao utilizar a tecnologia para estimular a capacidade de cura do próprio cérebro, abrimos uma porta para um alívio duradouro e uma qualidade de vida que antes parecia inalcançável.
É importante considerar que embora os efeitos possam ser significativos, muitos casos ainda exigem acompanhamento contínuo e, em alguns pacientes, sessões de manutenção para manter os benefícios.
Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP especialista em eletroneuromiografia e doenças neuromusculares.
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