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Importância da Atividade Física no Tratamento da Dor Crônica

Dr. Diego de Castro dos Santos19/06/2019
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Pesquisas da Cochrane Library apontam que a atividade física compõe uma parte fundamental do tratamento da dor crônica. No entanto, quando sentimos qualquer forma de dor, evitamos a atividade física com medo de sua piora. Assim, se inicia um ciclo perigoso e muito maléfico: O paciente não faz a atividade física com medo da dor e se torna cada vez mais sedentário. O sedentarismo por sua vez aumenta a dor.

Mas afinal, é possível praticar atividades físicas no tratamento da dor crônica?

Exercícios e atividades físicas em geral, por mais difíceis que possam parecer, sempre fazem parte do seu plano de tratamento para dores crônicas. Há muitos benefícios para a prática de exercício. Veja neste artigo alguns específicos para quem sofre de dor crônica.

Conceito de Atividade Física e Exercício Físico

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a atividade física é definida como "qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que promova gasto de energia, incluindo atividades realizadas durante o trabalho, brincadeiras, realização de tarefas domésticas, viagens e engajamento em atividades recreativas" (OMS, 2015).

A OMS também afirma que "o exercício é uma subcategoria de atividade física que é planejada, estruturada, repetitiva e visa melhorar ou manter um ou mais componentes da aptidão física" (OMS, 2015).

A atividade física para a saúde pode assumir muitas formas diferentes:

  • Exercício estruturado (aulas na academia ou programa realizado em casa);
  • Pequenas atividades por dia (atividades da vida diária)
  • Variar em intensidade, duração e tipo: aeróbicos (como caminhar) ou mais focados em aumentar a flexibilidade, a força ou o equilíbrio.

Em especial na dor crônica a atividade física deve ser realizada como forma de exercício regular e orientado por um profissional.

Benefícios da Atividade Física no Tratamento da Dor Crônica

A atividade física regular é uma abordagem fundamental para o manejo da dor crônica e é tão importante quanto o uso de medicações. A atividade física também pode desempenhar um papel importante na prevenção da dor persistente.

Praticar atividade física de forma regular afeta beneficamente vários fatores para dor crônica:

  • Diminui a obesidade
  • Afeta os processos modulatórios da dor central.
  • Aumentam a resistência da musculatura.
  • Aliviam a rigidez articular
  • Afeta o metabolismo do músculo, osso, articulação, tendões e disco intervertebral

Segundo pesquisa publicada na Revista Pain uma única sessão de exercício aumenta a produção de opioides endógenos (substâncias produzidas pelo próprio organismo semelhantes a morfina), levando à antinocicepção  (inibição da dor) transitória em animais e humanos. Já o exercício repetido produz uma antinocicepção de longa duração.

O exercício aeróbico também está fortemente ligado à perda de peso, o que, por sua vez, tem implicações para o manejo da dor crônica, já que a pressão sobre as articulações é reduzida. Exercícios resistidos ou outras formas de treinamento de força melhoram a musculatura.

O treinamento de resistência através do exercício repetitivo de amplitude total ao redor da coluna lombar (na dor lombar crônica) melhora o metabolismo nos discos lombares e ajudar em sua reparação. O treinamento para melhorar o equilíbrio e a flexibilidade também traz benefícios, pois reduz o risco de quedas e o potencial de mais dor ou lesão.

Exercícios Físicos na Dor Crônica

Como Começar a Praticar Atividades Físicas no Tratamento da Dor Crônica

É importante começar devagar ao iniciar um programa de exercícios e ir aumentando a intensidade aos poucos, para evitar o desenvolvimento de uma dor mais forte.

Caminhar é a forma mais comum de exercícios aeróbicos recomendados para pessoas com dor crônica. Entretanto, caso você apresente qualquer limitação física você pode começar com:

  • Exercícios aquáticos
  • Bicicleta estacionária
  • Yoga
  • Tai chi
  • Pilates

Além disso, progredir para exercícios com aumento da força e resistência muscular ajuda na prevenção de muitos tipos de dor, incluindo dor no pescoço, ombro e costas. Portanto, os pacientes são encorajados a fazer treinamento de resistência para fortalecer todos os grupos musculares.

Se você tem dor crônica, pode ser melhor se exercitar no meio da manhã ou no início da tarde - ou quando qualquer medicação para a dor estiver em sua eficácia máxima. Evite se exercitar quando os músculos estiverem tensos ou em um momento de fadiga.

Enquanto você dorme, a temperatura do seu corpo cai, deixando-o rígido e sem flexibilidade pela manhã. Pode não ser interessante realizar o treino logo de manhã. No entanto, todos nós somos diferentes. Por isso ouça o seu corpo e fale com o seu profissional de educação física para obter mais conselhos.

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP especialista em eletroneuromiografia e doenças neuromusculares. Além deste artigo sobre atividade física no tratamento da dor crônica disponibiliza conteúdo sobre saúde e sistema nervoso.

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Dr Diego de Castro dos Santos
Dr Diego de Castro Neurologista
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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