

A saúde emocional e o bem-estar físico caminham lado a lado e, em muitas pessoas, quadros de ansiedade e depressão caminham junto com a agonia nas pernas. Compreender que a sua mente e os seus nervos compartilham os mesmos mensageiros químicos ajuda a entender por que ansiedade, depressão e pernas inquietas se influenciam mutuamente e é um passo importante para um tratamento integrado.
Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP explica sobre a complexa relação entre ansiedade, depressão e a agonia nas pernas, além de como tratar essas condições de forma integrada.
Assista ao vídeo completo e compreenda como a ansiedade e os medicamentos influenciam as pernas inquietas:
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Segundo a Johns Hopkins University, a conexão entre essas condições não é apenas uma coincidência de sintomas; existe uma base biológica compartilhada no seu sistema nervoso. A dopamina, o mesmo neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e motivação (frequentemente alterado na depressão), é um dos principais reguladores dos movimentos das pernas.
Quando há uma desregulação nesse sistema, o cérebro envia sinais de inquietude motora, criando aquele ciclo vicioso onde a agonia nas pernas aumenta a ansiedade, e a ansiedade, por sua vez, intensifica a agonia.
Além disso, o estresse crônico mantém o corpo em um estado de alerta constante, elevando os níveis de cortisol. Esse hormônio do estresse altera a regulação dos sistemas de estresse e dopamina, o que pode facilitar crises mais frequentes.
Na prática clínica, observamos que o tratamento isolado de apenas uma dessas frentes raramente traz o alívio completo, sendo necessário um olhar que abranja tanto a química cerebral quanto o estado emocional do paciente.
Artigo publicado no Psychiatry and Clinical Psychopharmacology destaca que um dos pontos mais sensíveis nesta relação é o efeito colateral de certos tratamentos para a saúde mental. Muitos pacientes iniciam o tratamento para depressão ou ansiedade e percebem um surgimento ou piora da agonia nas pernas.
Medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (como Fluoxetina e Escitalopram) podem, paradoxalmente, interferir na regulação dopaminérgica e agravar sintomas de SPI em algumas pessoas.
Para que você tenha o melhor resultado no seu tratamento, é fundamental considerar:

Desde a gravação original, as pesquisas em Neurociência sugerem que a neuroinflamação pode ser um elo comum entre a depressão e a síndrome das pernas inquietas. Conforme informações da American Academy of Sleep Medicine hoje, o tratamento foca muito mais no uso de substâncias que acalmam essa inflamação, como a suplementação de Magnésio, se houver deficiência documentada, e o controle rigoroso da Ferritina, que é essencial para a síntese de dopamina.
Outra mudança importante foi a validação de técnicas de "Higiene Mental Noturna" integradas ao tratamento medicamentoso. Atualmente, sabemos que a meditação mindfulness e o controle da exposição à luz azul são fundamentais para que o paciente com ansiedade consiga "desligar" o comando motor das pernas antes de dormir.
A relação entre ansiedade, depressão e a Síndrome das Pernas Inquietas revela que o nosso corpo funciona de forma integrada e que a saúde mental é inseparável da saúde neurológica. Reconhecer que os seus sintomas emocionais podem estar influenciando, ou sendo influenciados, pela agonia nas pernas é o ponto de partida para um tratamento que realmente funciona.
Ao ajustar a química cerebral com o auxílio de um especialista, você permite que tanto a sua mente quanto o seu corpo encontrem o repouso necessário. É fundamental buscar o acompanhamento médico especializado para realizar esse ajuste fino, especialmente se você já faz uso de medicações psiquiátricas.
Com o diagnóstico correto e uma abordagem que cuide de todas as esferas da sua saúde, a possibilidade de viver sem o peso da ansiedade e sem a agonia das pernas é uma realidade acessível. Priorize o seu equilíbrio e não permita que o desconforto dite o ritmo da sua vida; a Neurologia moderna tem os recursos necessários para que você recupere o seu bem-estar integral.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pacientes com problemas do sono e outras condições neurológicas.
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