Causas e Sintomas do Lúpus Eritematoso Sistêmico

//Causas e Sintomas do Lúpus Eritematoso Sistêmico

Causas e Sintomas do Lúpus Eritematoso Sistêmico

By | 2020-02-05T11:01:10+00:00 quarta-feira 5 de fevereiro 2020|Lúpus Eritematoso Sistêmico|
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O lúpus eritematoso sistêmico, referido como LES ou lúpus, é uma doença inflamatória, autoimune, que causa alterações de funcionamento em diversas estruturas do organismo. A doença acomete a pele, as articulações, os rins, o sangue e pode envolver o sistema nervoso.

Segundo pesquisa publicada na Revista Rheumatology o lúpus atinge 9 mulheres para cada homem e é mais comum entre 15 e 30 anos.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP explica sobre o Lúpus, suas causas, sintomas e tratamento.

Saiba Mais sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico

Causas

Segundo a Lupus Foundation of America, o Lúpus é causado por uma combinação de fatores hormonais, ambientais e genéticos. Esses fatores juntos cursam com um distúrbio da imunidade (doença auto-imune).

  • No lúpus, as células de defesa do sistema imunológico atacam os tecidos do próprio organismo produzindo inflamações: Inflamação na pele, articulações (artrite e sinovite), fígado (hepatite), coração (pancardite), pulmão (serosite), rins (nefrite) e cérebro.
  • A inflamação do Lúpus é causada pela produção de anticorpos que erroneamente se ligam a estruturas saudáveis (auto-anticorpos).
  • Além dos auto-anticorpos, células de defesa atacam diretamente lesando estruturas saudáveis do organismo.

No lúpus, à medida que o ataque prossegue, todos as células e anticorpos ramos do sistema imunológico se juntam à luta. Isso leva a uma inflamação significativa e intensa. O primeiro evento que causa o lúpus é desconhecido.

Sabemos que vários fatores são necessários, incluindo: a composição genética, exposições ambientais e características específicas de órgãos. Pessoas com lúpus também podem ter um processo prejudicado para remover células velhas e danificadas do corpo, o que, por sua vez, fornece estímulos contínuos ao sistema imunológico e leva a uma resposta imune anormal.

Sintomas

Os sintomas do Lúpus variam de acordo com o órgão que está inflamado.

Pessoas com lúpus geralmente apresentam sintomas não específicos como:

  • Febre;
  • Fadiga e desânimo;
  • Perda de apetite e de peso;
  • Perda de cabelo;
  • Azia/dor de estômago;
  • Má circulação nos dedos das mãos e pés.

Sintomas do Lúpus

O American College of Rheumatology listou alguns sintomas que podem estar presentes:

  • Erupções cutâneas:
    • erupção cutânea em forma de borboleta nas bochechas – conhecida como erupção malar;
    • erupção cutânea vermelha com manchas redondas ou ovais levantadas – conhecida como erupção discoide;
    • erupção cutânea na pele exposta ao sol;
  • Feridas na boca: feridas na boca ou nariz que duram de alguns dias a mais de um mês;
  • Artrite: sensibilidade e inchaço com duração de algumas semanas em duas ou mais articulações;
  • Inflamação pulmonar ou cardíaca: inchaço do tecido que reveste os pulmões (conhecido como pleurisia ou pleurite) ou o coração (pericardite), que pode causar dor no peito ao respirar profundamente;
  • Problemas renais: sangue ou proteína na urina ou testes que sugerem má função renal;
  • Problemas neurológicos: convulsões, derrames ou psicose. Descrevemos um artigo inteiro sobre o Lúpus no sistema nervoso: https://drdiegodecastro.com/lupus-eritematoso-sistemico/

Diagnóstico

O diagnóstico do Lúpus se baseia primeiramente nos critérios clínicos do American College of Rheumatology e em exames complementares:

  • Sinais clínicos de inflamação (artrite, alterações de pele, serosite entre outras);
  • História de evento inflamatório anterior;
  • Resultados anormais das análises do sangue, como as abaixo, podem indicar a presença de lúpus:
    • Baixa contagem de células sanguíneas: anemia, baixos glóbulos brancos ou plaquetas baixas;
    • Resultado de anticorpos antinucleares positivos (FAN): anticorpos que podem fazer com que o corpo comece a atacar a si mesmo, presentes em quase todos os pacientes com lúpus;
    • Presença de auto-anticorpos: DNA anti-fita dupla (anti-dsDNA), anti-Smith (anti-Sm) ou anticorpo antifosfolípides;
  • Biópsia de Rim ou de Pele em casos selecionados.

Tratamento e Evolução

O Lúpus é uma doença crônica que não tem cura. Os objetivos do tratamento são:

  1. Suprimir o sistema imunológico hiperativo;
  2. Induzir remissão (silenciar a doença);
  3. Evitar danos permanentes aos órgãos.

O LES é uma doença que pode evoluir em surtos (fases de melhora seguido por fases de piora). Os surtos de lúpus variam de leve a grave. A maioria dos pacientes tem momentos em que a doença está ativa, seguidos por momentos em que a doença é mais silenciosa – conhecida como remissão.

Com o tratamento adequado é possível melhorar  a qualidade de vida desses pacientes diminuindo os riscos de surtos. Os tipos de medicamentos necessários dependerão dos sintomas. Em geral, para controle da doença as classes de medicamentos utilizadas são:

  • Corticoides (Prednisona, Prednisolona);
  • Imunossupressores e imunomoduladores (Azatioprina, Metotrexate, Micofenolato);
  • Pulsoterapia com Metilprednisolona, Ciclofosfamida (para manifestações graves da doença);
  • Anticorpos monoclonais (Rituximab, Tocilizumab, etc).

Como Viver com Lúpus

A maioria das pessoas com lúpus pode viver uma vida normal. O tratamento melhorou consideravelmente e as pessoas com a doença estão vivendo melhor. Algumas práticas podem ajudar a conviver melhor com a doença e manter sua qualidade de vida:

  • Um bom relacionamento médico-paciente e o apoio da família e dos amigos podem ajudá-lo a lidar com esta doença crônica e muitas vezes imprevisível;
  • Aprenda o máximo que puder sobre lúpus, seus medicamentos e que tipo de progresso esperar. Tome todos os medicamentos prescritos e visite seu reumatologista frequentemente para evitar problemas sérios. Isso permite que ele acompanhe sua doença e mude seu tratamento conforme necessário;
  • Pratique exercício. Isso ajuda a manter as articulações flexíveis e pode prevenir doenças cardíacas e AVC. Mas não exagere. Pratique exercícios leves a moderados com momentos de descanso;
  • Evite a exposição excessiva ao sol. A luz solar pode causar erupção cutânea em pacientes com lúpus e pode até provocar um surto grave da própria doença. Quando estiver ao ar livre em um dia ensolarado, use roupas de proteção (mangas compridas, um chapéu de aba grande) e muito protetor solar.

Se você é uma jovem mulher com lúpus e deseja ter um bebê, planeje cuidadosamente sua gravidez. Com a orientação do seu médico, programe sua gravidez para quando a atividade do lúpus estiver baixa. Durante a gravidez, converse com o seu médico sobre quais medicamentos você deve evitar, pois podem prejudicar seu bebê.

A comunidade médica preocupa-se há muito tempo com o fato de que o hormônio feminino estrogênio ou o tratamento com estrogênio possa causar ou piorar o lúpus e aumentar o risco de coágulos sanguíneos. Portanto, você deve evitar o estrogênio se seus exames de sangue mostrarem a presença de anticorpos antifosfolípides (o que significa que você já tem um alto risco de coágulos sanguíneos).

Embora o Lúpus sempre deve ser acompanhado pelos médicos reumatologistas, a avaliação neurológica é fundamental para ajudar a evitar possíveis complicações neurológicas e indicar tratamento associado nos casos de envolvimento do sistema nervoso.

Veja abaixo nossas informações de contato para agendamento de consultas:

Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP com experiência no tratamento das mais diversas condições neurológicas. No Serviço de Especialidades Neurológicas, com unidades em Vitória – ES e São Paulo, oferece um serviço de qualidade de assistência para melhorar a qualidade de vida de seus pacientes.

Trazemos em nossa história a busca constante pelo aprimoramento e a vocação para cuidar, trabalhando para que seu tratamento seja focado em suas particularidades, com verdadeira qualidade, visando auxiliar na remissão de seus sintomas.

Endereço: R. Itapeva, 518 – sala 901 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01332-904

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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