Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou “Derrame Cerebral” – Causas, Diagnóstico e Tratamento

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Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou “Derrame Cerebral” – Causas, Diagnóstico e Tratamento

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o termo utilizado para definir a morte das células de uma determinada região cerebral decorrente da interrupção do abastecimento de sangue. As causas de um AVC são basicamente a obstrução (fechamento) de uma artéria cerebral ou sua ruptura. Independente do mecanismo e do tipo de AVC, o resultado final é a morte de células neuronais.

O “derrame cerebral”, como é conhecido popularmente o AVC, pode causar incapacidade duradoura ou mesmo a morte. Contudo, medidas preventivas e o tratamento precoce, quando em sua ocorrência, podem reduzir o dano cerebral.

Veja neste artigo, mais informações sobre o AVC, como reconhecê-lo precocemente, seus tipos, fatores de risco, causas, diagnóstico, tratamento assim como formas de prevenção.

Compreenda melhor o Acidente Vascular Cerebral

O acidente vascular cerebral é a principal causa de óbito no Brasil. O AVC também é a principal causa de lesão neurológica incapacitante em homens e mulheres com mais de 50 anos de idade.

Acidentes vasculares cerebrais são mais comuns entre idosos, pois os fatores de risco para sua ocorrência aumentam com a idade. Pouco mais de 50% de todos os casos ocorrem em homens.

Tipos de AVC

Existem dois tipos principais de acidente vascular cerebral: o AVC isquêmico, que é causado pela obstrução de uma artéria cerebral, e o AVC hemorrágico, causado por rompimento de um vaso sanguíneo cerebral com consequente sangramento na área circundante.

AVC Isquêmico

O AVC isquêmico é a forma mais comum de AVC no mundo, correspondendo cerca de 80% de todos os AVCs. O termo “isquemia” significa interrupção do fluxo sanguíneo. Isso significa a morte de células cerebrais causada pela perda de fluxo sanguíneo por obstrução de uma artéria cerebral. A artéria tem seu fluxo interrompido pela presença de placas de gordura e de colesterol ou pela obstrução abrupta por um pequeno coágulo proveniente do coração ou das artérias do pescoço.

É importante saber que as doenças cardíacas, como arritmias ou insuficiência cardíaca, produzem pequenos coágulos no coração que podem se desprender e alcançar a circulação cerebral. As doenças cardíacas correspondem a 30% das causas de AVC; por esse motivo cuidar bem do coração é uma medida importante para prevenir a ocorrência de um AVC isquêmico.

AVC Hemorrágico

O AVC hemorrágico ocorre por rompimento de uma artéria cerebral. Há extravasamento de sangue o que causa morte de células cerebrais.

O AVC hemorrágico é uma condição grave e está associada a hipertensão (“pressão alta”), distúrbios de coagulação sanguínea e deformidades nos vasos sanguíneos.

Entenda melhor os tipos e mecanismos do AVC assistindo ao vídeo abaixo:

Como reconhecer os primeiros sinais de um Acidente Vascular Cerebral?

Reconhecer os primeiros sinais de um AVC é uma medida fundamental. Isso porque as células cerebrais conseguem ficar sem fluxo sanguíneo até 3-4 horas e meia! O processo de real morte cerebral só se estabelece após esse período. Ao reconhecer essas alterações precocemente e acionar o SAMU de maneira imediata existe a possibilidade de tratamento para reverter a obstrução do fluxo sanguíneo.

Um AVC geralmente se inicia de maneira repentina, abrupta. É possível determinar a hora aproximada em que o paciente estava bem e de repente apresentou a dificuldade para falar, sorrir ou realizar algum movimento. Portanto qualquer um deve tentar observar os seguintes sinais:

  • O paciente é capaz de Sorrir? Observe se a boca está torta ou se o paciente está impossibilitado de realizar tal movimento
  • O paciente é capaz de Abraçar? Observe se ele é capaz de elevar os braços e as mãos para abraçar.
  • O paciente é capaz de Falar naturalmente? Observe se ele é capaz de cantar sem dificuldade

Em caso de qualquer alteração em sorrir, abraçar ou cantar acione o serviço de emergência (SAMU) imediatamente pelo telefone 192. Tempo perdido é cérebro perdido.

sinais-de-alerta-avc

Diagnóstico e Tratamento do AVC

No serviço hospitalar o médico visa identificar a presença da alteração neurológica. Além do quadro clínico, exames de imagem, como a tomografia de crânio, são utilizados para identificar o tamanho e o tipo de AVC. Algumas vezes esses exames precisam ser repetidos pois eles podem inicialmente ser normais.

Em caso de um rápido atendimento, algumas vezes é possível utilizar medicações para tentar restabelecer o fluxo arterial. Essa medicação tem a capacidade de dissolver o trombo dentro da artéria e é denominada “trombolítico“. A medicação pode ser utilizada com até 4h e meia do inicio dos sintomas, na maioria dos casos. Não são todos os serviços que dispõe da medicação. Nas suspeitas de AVC, candidatos ao uso de trombolítico, O SAMU é capaz de levar o paciente direto ao hospital que tem disponibilidade da medicação. A trombólise é realizada apenas nos pacientes com AVC isquêmico.

Graças a pesquisas recentes, também foi desenvolvida uma técnica de cateterismo dos vasos cerebrais em que o trombo pode ser retirado mecanicamente. Essa forma de tratamento está na fase inicial de implantação no Brasil e está presente apenas em alguns serviços especializados em AVC.  Nesses centros existe a possibilidade de, além do medicamento, utilizar terapia endovascular para o tratamento. Na terapia endovascular uma prótese (stent) é colocada na artéria obstruída para abri-la. Essas formas de tratamento, no entanto, são decididas para cada caso a depender do tipo de AVC, do tempo em que ele ocorreu e da disponibilidade de cada serviço.

 

Quais são os fatores que contribuem para ocorrência do Acidente Vascular Cerebral?

É importante reconhecer esses fatores de risco, pois muitos deles podem ser modificáveis com mudanças no estilo de vida. Veja a seguir os fatores de risco para o AVC isquêmico:

  • Idade acima de 40 anos;
  • Doença cardíaca (insuficiência cardíaca, arritmias, prótese valvar);
  • Hipertensão arterial;
  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Níveis elevados de colesterol;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Parto recente;
  • Ter sofrido um ataque isquêmico transitório;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Formação excessiva de coágulos sanguíneos;
  • Histórico familiar de acidente vascular cerebral.

Veja agora os fatores de risco para o AVC hemorrágico:

  • Hipertensão arterial;
  • Tabagismo;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Uso de medicamentos anticoagulantes.

Por que um paciente com AVC precisa ficar internado?

A morte de células cerebrais é uma condição grave e irreversível. A internação serve para realizar a investigação e determinar com isso um tratamento que evite a ocorrência de um novo evento. Durante a internação os exames são voltados para avaliar a saúde do coração, das artérias da cabeça e do pescoço, presença de arritmias, anormalidades do colesterol e da glicose e determinar a extensão e a gravidade do AVC. Nessa fase precoce também são realizadas as primeiras medidas de reabilitação, como uso de sondas para alimentação, exercícios com fonoaudiólogos para melhorar a fala e fisioterapia. Essas medidas são diferentes para cada caso a depender da gravidade do evento.

Importância da Reabilitação no AVC e da Equipe Multiprofissional

A reabilitação é um caminho longo que restaura a capacidade de um indivíduo que sofreu AVC.

O cérebro é um órgão fantástico. A morte de um grupo de células acarreta um processo neurológico denominado remodelamento sináptico. As regiões que são vizinhas a área afetada tentam estabelecer novas conexões cerebrais a fim de substituir e suprir sua ausência. Esse é um processo lento que ocorre ao longo de 3 a 6 meses após o AVC, mas é o que garante a melhora clínica dos indivíduos.

A reabilitação após um AVC conta com:

Outros profissionais e outras formas de terapia também colaboram com todo processo. A reabilitação serve para acelerar a formação de novas conexões cerebrais e isso permite uma grande melhora clínica nos indivíduos. Após o AVC é muito importante ser persistente e disciplinado na realização das terapias pois são elas que garantem a melhor recuperação para o paciente.

Prevenção do AVC

Dizemos que a maioria das causas para um AVC podem ser evitadas. Na realidade, a prevenção deste evento cerebrovascular é preferível ao tratamento de suas consequências.

A estratégia mais importante de prevenção do primeiro acidente vascular cerebral é identificar e tratar os principais fatores de risco. Quando uma pessoa apresenta o primeiro acidente vascular cerebral, medidas preventivas de um novo evento devem ser estabelecidas, já que o nível de gravidade das sequelas é sempre maior na reincidência do evento.

Saiba mais sobre medidas de reabilitação neurológica no AVC em nossos próximos posts!

Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista

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