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O que Causa Agonia nas Pernas à Noite? As Causas Reais e Como Investigar

Dr Diego de Castro
14/01/2026
Dr Diego de Castro Neurologia
Autor: 
Dr. Diego de Castro dos Santos

CRM-SP 160074 / CRM-ES 11.111
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153.
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A sensação incontrolável de agonia nas pernas ao se deitar não é apenas um incômodo passageiro; é um sinal de que algo no seu sistema nervoso precisa de atenção. Muitas pessoas passam anos acreditando que sofrem apenas de "estresse" ou "má circulação", enquanto a causa permanece oculta, impedindo o descanso reparador.

Compreender a origem exata dessa agonia é o primeiro passo para que você recupere o controle sobre suas noites e, consequentemente, sobre a sua produtividade e humor durante o dia.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP explica sobre as principais causas para a sensação de agonia nas pernas à noite e os caminhos modernos para uma investigação precisa.

Assista ao vídeo completo onde você verá a explicação prática sobre este tema:

As Causas para a Agonia nas Pernas à Noite

Segundo a American Academy of Sleep Medicine, a sensação que muitos pacientes descrevem como uma "coceira interna", "aflição" ou "agonia" tem um nome médico: Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). As evidências apontam que a SPI está relacionada a uma disfunção da dopamina no cérebro, fortemente influenciada pela falta de ferro nas regiões que controlam o movimento, especialmente à noite, quando o sistema motor fica mais sensível.

Quando você está parado e os níveis de dopamina caem, o sistema motor entra em um estado de alerta excessivo. Ao movimentar as pernas, a liberação de dopamina é estimulada, o que explica o alívio imediato que você sente ao caminhar ou chutar.

Além dessa questão química central, existem fatores externos e condições de saúde que atuam como gatilhos ou agravantes:

  • Interferência de Medicamentos: O uso de determinados antidepressivos e ansiolíticos, como a Fluoxetina, o Escitalopram e a Mirtazapina pode, em algumas pessoas, precipitar ou piorar sintomas de SPI.
  • Consumo de Estimulantes: Substâncias como a cafeína (presente no café, refrigerantes de cola e chás pretos) e energéticos são gatilhos poderosos, especialmente se você os consome após as 16 horas.
  • Desregulação do Ciclo do Sono: Ter uma rotina de sono inconsistente ou sofrer interrupções frequentes durante a madrugada favorece o aparecimento das crises.
  • Condições Clínicas Associadas: Diabetes, má circulação venosa e neuropatia periférica podem mimetizar ou piorar os sintomas da SPI.

A Importância da Investigação Médica

Para que o diagnóstico seja correto, o NHS recomenda que o neurologista descarte outras doenças que "imitam" as pernas inquietas. Muitas vezes, o que parece ser apenas agonia pode ser uma falha na condução nervosa periférica ou um problema vascular.

Exames como o Ultrassom Doppler das pernas podem ser necessários para avaliar a circulação, enquanto a Eletroneuromiografia ajuda a verificar a saúde dos nervos. No entanto, é importante lembrar que a Síndrome das Pernas Inquietas em si é um diagnóstico clínico, feito com base no seu relato e no exame físico detalhado no consultório.

O que Mudou desde que Gravei esse Vídeo?

Desde a gravação do vídeo original, a Neurologia avançou em dois pontos no manejo da SPI.

  1. O primeiro é o papel da Ferritina. Hoje, sabemos que os níveis de ferritina precisam estar acima dos valores mínimos laboratoriais para favorecer o transporte de ferro para o cérebro.
  2. O segundo avanço são as novas diretrizes, que agora priorizam os medicamentos chamados de ligantes alfa-2-delta, pois eles reduzem o risco de que o sintoma piore com o tempo de tratamento.

Perguntas Frequentes que Recebo depois desse Vídeo

  • A agonia nas pernas pode ser falta de vitaminas?
    • Sim, especialmente a deficiência de ferro (ferritina baixa). Baixos níveis de vitamina B12 e magnésio podem contribuir para a hiperexcitabilidade dos nervos. Mas é importante considerar que são fatores associados/agravantes, não causas principais da SPI.
  • Por que o sintoma só aparece quando eu me deito?
    • Porque é o momento em que os níveis naturais de dopamina do corpo caem e o cérebro percebe a falta dessa substância para acalmar os movimentos involuntários.
  • Cãibras são a mesma coisa que agonia nas pernas?
    • Não. A cãibra é uma contração muscular dolorosa e visível. A agonia da SPI é uma sensação interna de inquietação que te obriga a se mexer, mas não necessariamente causa dor muscular aguda.
  • Varizes podem causar pernas inquietas?
    • A má circulação pode agravar o desconforto, mas a causa real da SPI é neurológica (cerebral). Tratar as varizes ajuda, mas pode não resolver o problema completamente se a parte neurológica for ignorada.
  • Remédios para dormir ajudam a aliviar a agonia?
    • Cuidado. Alguns remédios para dormir, como certos antialérgicos que dão sono, podem piorar drasticamente as pernas inquietas. O ideal é tratar a causa, não apenas sedar o corpo.
  • Exercício físico ajuda ou piora?
    • Exercícios leves e moderados ajudam muito. No entanto, atividades físicas exaustivas feitas tarde da noite podem deixar o sistema nervoso em alerta e desencadear uma crise.
  • Existe cura definitiva para a agonia nas pernas?
    • Em muitos casos, como na deficiência de ferro ou na gravidez, os sintomas desaparecem ao tratar a causa raiz. Em casos crônicos, o controle é tão eficaz que você pode viver sem sentir qualquer desconforto.
  • O estresse piora o quadro?
    • Com certeza. O estresse aumenta a liberação de cortisol, que interfere na regulação da dopamina e torna o sistema nervoso mais sensível aos estímulos de inquietude.
PERIGO DA AUTOMEDICAÇÃO

Em Resumo

A sensação de agonia nas pernas à noite é um sinal complexo que envolve desde a química cerebral até hábitos do cotidiano e níveis de nutrientes no sangue. Identificar se o gatilho é um medicamento que você toma, uma deficiência de ferro ou uma questão circulatória é o diferencial entre continuar sofrendo ou voltar a dormir profundamente.

O tratamento moderno oferece caminhos seguros e eficazes que vão muito além de apenas "aguentar o desconforto".

É fundamental que você busque o atendimento médico especializado para uma investigação completa. O neurologista poderá solicitar os exames corretos e ajustar sua medicação de forma personalizada.

Priorize o seu sono e não aceite a agonia noturna como algo normal. Com o acompanhamento adequado, a retomada da sua tranquilidade e disposição é perfeitamente possível.

Referências

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pacientes com problemas do sono e outras condições neurológicas.

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Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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