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Pramipexol, Gabapentina ou Pregabalina: Como Escolher o Remédio para SPI

Dr Diego de Castro
31/12/2025
Dr Diego de Castro Neurologia
Autor: 
Dr. Diego de Castro dos Santos

CRM-SP 160074 / CRM-ES 11.111
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153.
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Viver com a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é enfrentar um desafio que afeta as bases do bem-estar: o sono e o descanso. Quando as noites são dominadas pela agonia e pela necessidade de movimentação constante, a escolha do medicamento correto torna-se o divisor de águas entre a exaustão e a recuperação da sua vitalidade.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP explica sobre as diferenças entre Pramipexol, Gabapentina e Pregabalina, e como a medicina moderna define qual é a melhor opção para cada paciente.

A Mudança nas Diretrizes de Tratamento

Segundo a American Academy of Sleep Medicine, durante muitos anos, o Pramipexol foi considerado a escolha para quase todos os casos de pernas inquietas. No entanto, observamos que, embora esse medicamento trouxesse um alívio imediato e muito potente, ele escondia um risco a longo prazo que acabava piorando a condição do paciente após alguns meses de uso.

Esse fenômeno, que chamamos de Augmentation, fez com que as sociedades internacionais de medicina do sono revisassem suas recomendações. Atualmente, a tendência é priorizar medicamentos que ofereçam estabilidade ao sistema nervoso sem causar essa piora paradoxal.

Para compreender o processo de escolha, é importante observar que, antigamente, o foco do tratamento era quase exclusivamente aumentar os níveis de dopamina, o neurotransmissor em falta nas pessoas com SPI. Hoje, a Neurologia moderna prefere atuar na regulação da atividade elétrica dos nervos.

Em vez de apenas compensar a falta de uma substância, buscamos estabilizar a forma como as células nervosas transmitem os sinais de agitação. Essa mudança de perspectiva é o que define a preferência atual pelos ligantes alfa-2-delta, como a Gabapentina e a Pregabalina, que oferecem um controle mais equilibrado e duradouro sobre os sintomas.

O Papel dos Ligantes Alfa-2-Delta (Gabapentina e Pregabalina)

Informações do American College of Chest Physicians apontam que estes medicamentos não atuam diretamente na dopamina, mas sim na modulação dos canais de cálcio dos nervos. Eles "acalmam" a hiperexcitabilidade que causa a sensação de inquietação.

  • Pregabalina: É frequentemente escolhida por sua absorção mais previsível pelo organismo. Ela ajuda não apenas nos sintomas motores, mas também na arquitetura do sono, permitindo que o paciente atinja fases mais profundas de descanso. É uma excelente opção para quem apresenta muita ansiedade associada.
  • Gabapentina: Embora exija doses maiores e mais fracionadas em alguns casos, é um medicamento extremamente seguro e amplamente estudado. Ela é muito eficaz para pacientes que, além da agonia, sentem dores ou formigamentos que lembram a neuropatia.
  • Vantagem Principal: Ambas as substâncias apresentam um risco quase nulo de causarem Augmentation, o que as torna as favoritas para iniciar o tratamento.

Onde o Pramipexol se Encaixa Atualmente?

Afirmar que o Pramipexol caiu em desuso seria um erro. Ele continua sendo uma ferramenta valiosa no arsenal do neurologista, mas o seu uso tornou-se muito mais criterioso.

Este medicamento pertence à classe dos agonistas dopaminérgicos, ou seja, ele "imita" a dopamina no cérebro. O alívio que ele proporciona costuma ser muito rápido, muitas vezes sendo percebido logo na primeira dose, o que traz um conforto imediato para quem está em crise severa.

No entanto, pensando na segurança futura do paciente, reservamos o Pramipexol para casos específicos ou para uso em doses mínimas. O grande desafio dessa medicação é que o cérebro pode se tornar "resistente", exigindo doses cada vez maiores, e fazendo com que os sintomas comecem a aparecer mais cedo no dia, como à tarde ou até pela manhã.

Principais Medicamentos para SPI

Comparando a Eficácia: Qual o Melhor para Você?

Conforme artigo publicado no NeurologyLive, a resposta para "qual é o mais eficaz" depende inteiramente do seu perfil clínico. A Medicina personalizada é a base para o sucesso aqui. Veja alguns fatores que levamos em conta na hora de decidir entre as três opções:

  • Qualidade do Sono: Se o seu principal problema é a dificuldade em manter o sono durante a noite, a Pregabalina costuma ter um desempenho superior.
  • Intensidade da Agonia Noturna: Para sintomas que ocorrem de forma muito aguda e intensa logo ao deitar, o Pramipexol pode ser necessário inicialmente para "quebrar" o ciclo de sofrimento.
  • Função Renal e Idade: Pacientes idosos podem se beneficiar mais de doses ajustadas de Gabapentina devido ao perfil de efeitos colaterais.
  • Presença de Dor: Se a Síndrome das Pernas Inquietas vier acompanhada de queimação ou pontadas, os ligantes alfa-2-delta (Gabapentina e Pregabalina) são nitidamente mais eficazes.

A Importância do Acompanhamento Médico Especializado

É fundamental reiterar que a automedicação em casos de distúrbios do movimento é extremamente perigosa. O ajuste de dose da Pregabalina, por exemplo, deve ser feito de forma gradual para evitar tonturas ou sonolência excessiva durante o dia.

Da mesma forma, a retirada ou a troca do Pramipexol por outra substância exige uma estratégia técnica para evitar que o paciente sofra com uma piora abrupta dos sintomas durante a transição.

O objetivo do tratamento não é apenas "parar de mexer as pernas". O objetivo real é que você volte a ter uma vida normal, sem o medo de viajar de avião, ir ao cinema ou simplesmente deitar-se para dormir. Para isso, o diagnóstico correto da causa, que pode incluir a investigação da ferritina e de outras condições metabólicas, deve preceder a escolha do medicamento.

Em Resumo

Não existe um "melhor" entre Gabapentina, Pregabalina e Pramipexol, mas sim o medicamento mais adequado para suas condições de saúde. Enquanto a Pregabalina e a Gabapentina ganham espaço como tratamentos de primeira linha por serem mais seguros a longo prazo, o Pramipexol permanece como uma opção para casos selecionados, desde que monitorado com rigor.

A busca por ajuda especializada é o passo mais importante para que você pare de testar medicamentos e comece um plano de tratamento estruturado. A Neurologia moderna oferece recursos suficientes para que a agonia nas pernas deixe de ser o centro da sua rotina.

Priorize o seu sono e a sua saúde neurológica. Com o ajuste terapêutico correto, a retomada da sua qualidade de vida é um objetivo perfeitamente alcançável.

Referências

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pacientes com problemas do sono e outras condições neurológicas.

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Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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