

Sentir as mãos tremerem pode assustar qualquer pessoa. E a primeira coisa que muita gente pensa é: "será que é Parkinson?". A boa notícia é que existem diferentes tipos de tremor, e a maioria deles não tem relação com a Doença de Parkinson.
Neste artigo, Dr. Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica as principais diferenças entre o tremor de Parkinson, o tremor essencial e o tremor de estresse, para que você compreenda cada condição e saiba quando é necessário procurar ajuda especializada.
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Existem diversas causas para o movimento involuntário, desde o Tremor Essencial até reações ao estresse ou mesmo a doença de Parkinson. Compreender as características específicas do movimento, a frequência e os sintomas associados é o que permite ao médico realizar um diagnóstico de precisão e oferecer o tratamento adequado para devolver a tranquilidade ao paciente.
Todo ser humano tem um tremor fisiológico. Ele está sempre presente, só que é tão pequeno que você nem percebe no dia a dia. O problema aparece quando esse tremor se torna visível. E isso acontece quando o organismo libera adrenalina em excesso.
Na prática, é aquele tremor que aparece antes de uma apresentação importante, depois de um susto, quando você está com fome há horas ou passou uma noite mal dormida. Ele some sozinho assim que a situação de estresse passa. É o seu sistema nervoso respondendo a um estado de alerta.
Artigo publicado no Neurology and Preclinical Neurological Studies aponta que, além do estresse emocional e da ansiedade, outros fatores podem causar esse tipo de tremor:
Se o tremor some completamente quando esses fatores são eliminados, a chance de ser um tremor fisiológico exacerbado é grande. Mas atenção: isso não dispensa uma avaliação médica para descartar outras causas.
Segundo a Mayo Clinic, o tremor essencial é uma condição neurológica crônica, ou seja, não passa com o tempo, ao contrário do tremor de estresse. Ele é considerado um dos distúrbios do movimento mais comuns no mundo, sendo mais frequente em pessoas acima dos 65 anos, embora possa aparecer mais cedo em quem tem histórico familiar.
A principal característica do tremor essencial é que ele aparece durante o movimento: Enquanto você está segurando um copo d'água ou estendendo o braço, o tremor aparece, mas quando você repousa o braço sobre a mesa, ele some ou diminui bastante. O diagnóstico é clínico e, em geral, exige que o tremor esteja presente por mais de três anos, afetando os membros superiores.
Conforme informações da Parkinson's Europe, o tremor da Doença de Parkinson tem uma característica que o distingue de todos os outros: ele aparece em repouso. Aquele cenário clássico é o da pessoa sentada no sofá assistindo televisão, com as mãos no colo, completamente relaxadas, e o tremor aparece.
Além disso, o Parkinson raramente se apresenta só com tremor. Na maioria dos casos, ele vem acompanhado de outros sinais, como lentidão dos movimentos (bradicinesia), rigidez muscular e alterações na postura e no equilíbrio. Por isso, o diagnóstico é sempre feito por um neurologista, que avalia o conjunto completo dos sintomas.
O papel de um neurologista especialista em distúrbios do movimento é essencial para diferenciar casos complexos onde o tremor pode ter múltiplas origens. Atualmente, exames complementares e uma avaliação clínica minuciosa permitem descartar causas secundárias, como alterações na tireoide ou neuropatias tratadas na Hematologia.
O olhar qualificado do Neurologista garante que o paciente receba o tratamento correto, evitando o uso desnecessário de medicações quando a causa do tremor é, por exemplo, um efeito colateral de remédios para outras condições.

O tremor nas mãos é um sinal que o corpo envia e que merece uma investigação cuidadosa, mas não deve ser motivo de pânico imediato. Identificar as características do movimento e os sintomas associados é a chave para um diagnóstico correto e para o início de um tratamento que preserve a liberdade do paciente.
A Doença de Parkinson possui traços muito específicos que a distinguem de condições mais simples, e a clareza sobre esses pontos é o que permite ao paciente retomar o controle sobre sua saúde.Ao buscar ajuda especializada, você elimina a incerteza e garante que sua saúde neurológica esteja em mãos qualificadas para enfrentar qualquer desafio que o tremor possa representar.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP especialista Distúrbios do Movimento e Eletroneuromiografia.
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Conhece alguém com tremor? Indique esse artigo para mostrar os diversos tipos de tremores existentes e a importância da avaliação médica para o diagnóstico definitivo.
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