Como é o Tremor na Doença de Parkinson?

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Como é o Tremor na Doença de Parkinson?

By | 2020-02-14T22:06:46+00:00 quarta-feira 12 de fevereiro 2020|Doença de Parkinson, Tremores|
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O tremor na doença Parkinson é um sintoma que afeta cerca de 80% dos pacientes. O tremor é um movimento involuntário de “chacoalhar ou sacudir” um membro. É uma condição que pode ser estigmatizante e estar presente durante o repouso e ação.

O tremor no Parkinson na maioria dos casos envolve a mão e se associa a lentidão e rigidez. Na fase inicial, o tremor pode envolver apenas um dos pés, perna e a mandíbula, predominando sempre no repouso (“membro parado”).

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP explica sobre as características que definem o tremor da doença de Parkinson e o diferencia de outras condições que causam tremores.

Características do Tremor na Doença de Parkinson

Segundo a Parkinson’s UK, quando o neurologista identifica um tremor, algumas características favorecem a possibilidade de Doença de Parkinson, entre elas estão:

  • O tremor predomina no repouso (quando a mão está parada)
  • O tremor atinge mais um lado do que o outro
  • O tremor pode desaparecer quando a pessoa realiza um movimento
  • O tremor pode surgir quando a pessoa caminha distraidamente
  • O tremor é lento e rítmico (frequência de 4,5-6Hz)
  • Quando na mão, o tremor predomina no polegar e punho
  • Lentidão do movimento e algum grau de rigidez acompanham o tremor
  • O tremor na mão pode se associar a uma letra pequena (micrografia)

Além disso o tremor pode envolver pé, perna e eventualmente os dois lados do corpo. Também é comum ocorrer na mandíbula, queixo, boca ou língua.

Para a maioria das pessoas com Parkinson, o tremor é irritante. Também atrai a atenção, de modo que as pessoas tendem a manter a mão trêmula no bolso ou isolar-se fugindo do estigma e preconceito.

O que Torna o Tremor de Parkinson Diferente?

O tremor que ocorre na doença de Parkinson é diferente de quase todos os outros, porque é um “tremor de repouso“. Ele desaparece com o início do movimento.

Geralmente o tremor no Parkinson retorna quando o membro é mantido em uma posição, como segurar um talher. É por isso que pacientes com Parkinson costumam derramar coisas.

Tremor no Parkinson

O tremor da doença de Parkinson pode afetar qualquer parte do corpo, mas geralmente envolve:

  1. Polegar
  2. Outros dedos
  3. Mãos
  4. Mandíbula
  5. Pés

Como a maioria dos sintomas da doença de Parkinson, o tremor também é assimétrico (atinge mais de um lado do que o outro).

Tipos de Tremor no Parkinson

Tremores da Mandíbula

Segundo pesquisas da Movement Disorders Society, o tremor da mandíbula também é comum no Parkinson. Este tremor dá impressão que a “boca está trêmula“. Em alguns pacientes pode-se ouvir o barulho de “bater os dentes”.

O tremor da mandíbula desaparece com o movimento, por isso não está presente ao mastigar.

Para pessoas com dentaduras, isso pode impedir que as dentaduras fiquem no lugar, além de atrair atenção devido aos sons de “clique”. Mascar chiclete pode ajudar a interromper o tremor.

Tremores nos Pés

Um tremor nos pés pelo Parkinson é mais evidente quando os pés estão pendurados, após assumir uma postura quando a pessoa está deitada.

Costuma desaparecer quando a pessoa está em pé e não interfere na caminhada. O tremor geralmente envolve os pés, mas as coxas também podem estar envolvidas nas formas mais graves.

Muitas, se não a maioria das pessoas, podem ter um tremor nas pernas se descansarem a perna em posições específicas, como apoiar o calcanhar no chão. Este não é um tremor da doença de Parkinson.

Tremor de Língua

O tremor de língua pode acompanhar o tremor de mandíbula, principalmente quando a boca está parada e entreaberta. O tremor não atrapalha na realização de atividades como comer ou falar.

A voz na doença de doença de Parkinson é baixa (hipofonia), mas não é envolvida por tremor.

Tremor da Cabeça

Em cerca de 1% dos casos da doença de Parkinson, a cabeça treme. Às vezes, os tremores da cabeça ocorrem porque os braços estão tremendo e o tremor é simplesmente transmitido.

O tremor da cabeça raramente está associado a Doença de Parkinson. Estudos do Hospital Salpétriere em Paris demonstram que a doença que mais causa o tremor na cabeça é o Tremor Essencial e não a Doença de Parkinson.

É importante diferenciar essas condições, pois o tratamento e prognóstico são diferentes.

Tratamento do Tremor na Doença de Parkinson

O tratamento do tremor do Parkinson pode ser feito por meio de:

Pode ser difícil tratar o tremor do Parkinson só com medicamentos. Este é o sintoma que responde menos aos remédios.

Quando o tremor é muito relevante, os pacientes podem pensar que um medicamento não está funcionando, o que é um equívoco. Os medicamentos melhoram mais facilmente a lentidão e rigidez, sendo a resposta do tremor variável.

Quando o tremor é grave ou incapacitante, outros medicamentos podem ser tentados:

  • Medicamentos anticolinérgicos;
  • Propranolol, um medicamento usado para hipertensão, doenças cardíacas e enxaqueca;
  • Clozapina, um medicamento usado no tratamento da esquizofrenia refratária.

Alguns desses medicamentos apresentam muitos efeitos colaterais e por isso devem ser sempre avaliados por um neurologista especialista em distúrbios do movimento.

Estimulação Cerebral Profunda para Tratamento do Tremor da Doença de Parkinson

Quando os medicamentos falham a cirurgia é uma excelente opção de tratamento do tremor do Parkinson.

As técnicas cirúrgicas incluem as cirurgias convencionais (Palidotomia e Talamotomia) e a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS).

O DBS é o tratamento mais eficaz para o tremor da doença de Parkinson. É bem-sucedido em cerca de 90% dos casos e geralmente faz com que o tremor melhore mais que 70%.

O tratamento do tremor no Parkinson com DBS é seguro e validado pelo FDA desde 1997. Para saber mais sobre a DBS no tratamento do Parkinson, leia nosso artigo: “Tratamento com Cirurgia para Doença de Parkinson – Estimulação Cerebral Profunda“.

As técnicas de estimulação magnética transcraniana e estimulação periférica ainda carecem de validação científica e seu uso ainda é experimental.

Dr Diego de Castro Neurologista – Tratamento Especializado em Doença de Parkinson

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP, especializado em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento. Tem especial interesse no atendimento de pessoas com Parkinson e em casos de tremor de difícil controle.

Sua trajetória conta com a experiência adquirida como neurologista da Universidade de São Paulo e como médico colaborador no ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas da USP. Nesse serviço e em seu consultório atua em reabilitação neurológica por meio de Estimulação Cerebral Profunda e tem grande experiência em DBS na Doença de Parkinson.

Conhece alguém ou tem algum familiar com Doença de Parkinson? Estamos à disposição para uma consulta clínica e avaliação.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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