Estimulação Cerebral Profunda (DBS) em Neurologia – Saiba Mais

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Estimulação Cerebral Profunda (DBS) em Neurologia – Saiba Mais

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A Estimulação Cerebral Profunda ou do inglês Deep Brain Stimulation (DBS) é uma técnica muito utilizada em Neurologia para tratamento de diversas doenças que afetam o cérebro, principalmente para as doenças que causam anormalidades no movimento (Distúrbios do Movimento). A técnica de Estimulação Cerebral Profunda é um procedimento cirúrgico em que se implanta um pequeno eletrodo no cérebro para estimular, a partir de uma pequena corrente elétrica, regiões cerebrais específicas. A técnica de Estimulação Cerebral Profunda também é conhecida como cirurgia para implante de marcapasso cerebral, Neuromodulação e ficou famosa como a “Cirurgia para Doença de Parkinson“.

Este procedimento tem proporcionado melhora em muitas doenças neurológicas e algumas doenças psiquiátricas. Neste artigo, saiba mais sobre o procedimento e suas indicações.

A Estimulação Cerebral Profunda

A Estimulação Cerebral Profunda é uma modalidade terapêutica que foi desenvolvida a partir dos anos 80. A técnica consiste na aplicação de correntes elétricas de baixa intensidade e alta frequência (entre 0 a 10 volts e 65 a 250 Hz), de forma contínua ou por ciclos intermitentes, na estruturas nervosas situadas profundamente no cérebro. A corrente atua apenas localmente e de forma seletiva.

Esta estimulação permite interferir com o funcionamento das estruturas profundas (núcleos ou feixes nervosos, com papel chave em diversas funções cerebrais). Assim, é possível aliviar sintomas de várias doenças do Sistema Nervoso Central (SNC). Pela capacidade de modular a atividade dos neurônios também damos a este procedimento o nome de Neuromodulação.

Como é Realizada a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda

No procedimento de Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda são implantados eletrodos muito finos em diferentes áreas cerebrais, selecionadas de acordo com o problema a ser tratado. Estes eletrodos são conectados a geradores colocados abaixo da pele, na região torácica.

Os geradores são semelhantes a marca-passos, regulados conforme as necessidades de cada paciente. Eles fornecem sinais elétricos aos eletrodos, de forma a aliviar ou mesmo eliminar os sintomas. Os geradores contém uma bateria que consegue fornecer energia suficiente por 3-5 anos. Terminado esse período é necessário realizar a troca da bateria que alimenta o gerador.

A implantação dos eletrodos é realizada por meio de pequenos orifícios colocados em cada lado do crânio. Esses orifícios são calculados com modernos recursos de imagem por Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética (Neuronavegação). Os eletrodos vão alcançar uma região denominada núcleo subtalâmico, o globo pálido interno ou tálamo na maioria dos casos. A escolha dessas estruturas é uma decisão que depende da doença a ser tratada.

A cirurgia para implantação dos eletrodos é realizada em 2 etapas: Na primeira etapa, o paciente receberá medicações analgésicas visando suprimir qualquer possibilidade de dor, mas será mantido acordado. Nessa etapa, a equipe testará de imediato os benefícios da estimulação, a localização precisa dos eletrodos e a quantidade de energia necessária para gerar benefício para o paciente. Na segunda etapa o paciente receberá anestesia e será fixado o gerador na região torácica. O tempo total de cirurgia pode variar de 6-9h contando o período de indução e recuperação anestésica.

Assim, a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda exige uma equipe multidisciplinar. Esta equipe inclui profissionais da neurocirurgia, neurologia, neurofisiologia, neuroimagem e anestesia, além de pessoal técnico e de enfermagem especializado.

O acompanhamento pós-cirúrgico destes pacientes envolve, conforme o caso, o ajuste da corrente elétrica por um neurologista especialista em distúrbios do movimento e outros profissionais.

Veja neste vídeo os passos da Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda

Estimulação Cerebral Profunda – Indicações

As primeiras e mais conhecidas indicações da Estimulação Cerebral Profunda foram os Distúrbios do Movimento, como:

  • Doença de Parkinson. Para tratar os tremores que não sejam adequadamente controlados com as medicações e retornos frequentes de sintomas devido a flutuações “on-off”, como rigidez, lentidão dos movimentos e dificuldade para andar.
  • Movimentos involuntários causados pelas medicações (discinesias) e intolerância às medicações, com fortes efeitos colaterais também podem ser tratados;
  • Distonias graves. Quando falharam com outras abordagens terapêuticas, medicações orais, técnicas de fisioterapia, aplicação de toxina botulínica e outros procedimentos não cirúrgicos;
  • Tremores severos e persistentes. Quando não responderam de forma significativa ao tratamento com medicações orais. Ou nos casos em que os pacientes relataram efeitos colaterais que impossibilitam a continuidade do tratamento medicamentoso.
  • A técnica vem, ainda, sendo estudada e apresentando resultados promissores na terapêutica da Dor Crônica e em certas formas de Epilepsia. Alguns transtornos psiquiátricos farmacorresistentes, como: Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), tiques (Sindrome de Tourrete) e Depressão Maior também apresentam resultados satisfatórios.

A título experimental, também estão em curso estudos referentes à sua utilização em algumas demências, ataxias, transtornos alimentares e toxicodependência.

Esta terapia pode, ainda, oferecer benefícios na recuperação de pessoas que sofreram AVC, ajudando no alívio da dor crônica e a diminuir possíveis sequelas.

Estimulação Cerebral Profunda – Devo Realizar?

Muitos pacientes querem saber se são candidatos ou se devem realizar a cirurgia de estimulação cerebral profunda. Cada paciente que possui uma doença com possível tratamento por meio de neuromodulação deve ser submetido a uma criteriosa avaliação neurológica. Somente o médico neurologista pode verificar a indicação da Estimulação Cerebral Profunda para o caso.

Pacientes com Parkinson há mais de 05 anos, pacientes com distonia generalizada ou com tremor essencial grave são os indivíduos que mais se beneficiam do procedimento. É importante ressaltar que a cirurgia não cura essas doenças. No entanto, os pacientes têm uma taxa de melhora clínica de cerca de 60-80%. Essa melhora clínica oferece maior independência, funcionalidade e dignidade para a vida diária.

A cirurgia é um procedimento seguro com baixas taxas de complicações. Pode ser realizada em todas as faixas etárias, inclusive em idosos e adolescentes. Para indivíduos com idade menor que 18 anos é necessário o consentimento dos pais.

O neurologista também pode achar necessário a realização de avaliações de outros profissionais médicos, para uma decisão multidisciplinar sobre o caso.

Conhece algum paciente com alguma das doenças citadas? Tem dúvida se seu caso pode se beneficiar de Estimulação Cerebral Profunda? Estamos a disposição para uma consulta clínica e avaliação.

 

Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista Especialista em Distúrbios do Movimento e DBS

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Botox em Vitória – Dr Diego de Castro Neurologista

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