Doença de Parkinson – Causa, Diagnóstico e Tratamento

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Doença de Parkinson – Causa, Diagnóstico e Tratamento

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A Doença de Parkinson é uma das doenças neurológicas mais comuns na população mundial. Estima-se que cerca de 7 a 10 milhões de pessoas do mundo são afetadas pela doença. No Brasil, dados de 2014 mostravam um total de 200 mil indivíduos com diagnóstico de Doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson constitui um dos distúrbios do movimento, grupo de doenças que afetam o controle do sistema motor. Entre suas principais características, estão os tremores, a rigidez muscular, a lentidão e a dificuldade para manter o equilíbrio.

Ao longo deste artigo, vamos abordar mais informações sobre Parkinson, seus sintomas e formas de tratamento.

Doença de Parkinson –  Sabemos a Causa?

causa da Doença de Parkinson está na morte ou degeneração de um grupo de neurônios situados em uma pequena região do cérebro denominada substância negra. Nessa região cerebral os neurônios produzem um neurotransmissor chamado dopamina, substância responsável por intensificar os impulsos nervosos para os músculos, no sentido de melhorar a precisão, coordenação e facilitar os movimentos voluntários.

Uma vez que se inicia a degeneração dos neurônios da substância negra ocorre uma menor produção de dopamina. Assim, torna-se mais difícil realizar os movimentos o que pode ser percebido como lentidão, rigidez, perda de postura, dificuldade para caminhar e tremor.

Mas o que de fato causa a morte dos neurônios da substância negra? A causa fundamental ainda é desconhecida. Mas história de traumatismo de crânio, exposição a agrotóxicos e fatores genéticos parecem estar implicados na perda desses neurônios.

Quais são os Sintomas da Doença de Parkinson?

Os sintomas da Doença de Parkinson são muito diversos. Eles são divididos em sintomas motores (diretamente relacionados com a movimentação) e os não motores (sono, humor e outros sintomas).

A diversidade de sintomas clínicos no Parkinson é resultado da perda de dopamina em muitas estruturas cerebrais. A dopamina é um neurotransmissor  que não possui apenas funções motoras no organismo. Ela também atua no humor, na motivação e até nas percepções da dor e dos sentidos. Por esse motivo, a perda da dopamina acarreta além de sintomas motores, sintomas não motores.

Sintomas Motores

Conforme comentado, os principais sintomas motores são o tremor, a rigidez muscular, a lentidão dos movimentos (bradicinesia) e a instabilidade postural. Geralmente, esses sintomas são mais leves nos estágios iniciais e vão se tornando mais graves com o avanço da doença.

Sintomas Não Motores

É comum que pacientes com Doença de Parkinson apresentem alterações do humor como sensação de tristeza, perda da motivação  e outros sintomas depressivos ou de ansiedade. Eles também podem apresentar alucinações, mania e em fases avançadas da doença declínio cognitivo.

Outros sintomas não motores podem impactar bastante a vida dos indivíduos. Cerca de 80% dos pacientes podem apresentar constipação intestinal (“intestino preso”) o que pode gerar desconforto, perda de apetite, sensação de “empazinamento”. Também é bastante comum a presença de distúrbios do sono. Alguns indivíduos têm uma espécie de “sono agitado” em que os pacientes costumam falar durante a noite, gritar ou se remexer na cama o que acarreta um sono noturno de má qualidade e não reparador.

Além disso, a perda da dopamina pode acarretar outros fenômenos como a hipotensão postural (“queda da pressão arterial”), dificuldade para engolir, transpiração anormal, incontinência urinária e disfunção sexual.

Acesse este artigo para uma informação mais completa sobre os sintomas não motores da Doença de Parkinson: https://drdiegodecastro.com/conheca-os-sintomas-nao-motores-da-doenca-de-parkinson/

Diagnóstico da Doença de Parkinson

O diagnóstico da Doença de Parkinson deve ser realizado o mais precoce possível. Isso possibilita um tratamento efetivo já nas fases iniciais da doença.

Para o diagnóstico a avaliação clínica por um neurologista é fundamental, já que ainda não há exames de sangue confirmatórios e os exames de imagem são complementares a avaliação clínica.

Durante a avaliação clínica, são investigados todo o histórico do paciente, como o início dos sintomas, se um ou ambos os lados do corpo estão comprometidos, se houve alguma alteração recente no humor, nos hábitos de sono, na função intestinal ou da bexiga ou mesmo em sua capacidade de se lembrar ou pensar com clareza.

Outras condições médicas, como os medicamentos que o paciente toma atualmente, se sofreu quedas ou lesões recentemente e se possui dificuldade para caminhar ou movimentar-se também são informações importantes para chegar ao diagnóstico.

Um exame físico e neurológico ajuda o médico a observar os reflexos, a atividade dos músculos, bem como o equilíbrio, a marcha e a capacidade do paciente para realizar algumas tarefas com as mãos.

Os exames de imagem, como a ressonância magnética, podem ser usados ​​para descartar outras doenças que se assemelham a Doença de Parkinson. Classicamente, a ressonância magnética (RM) é normal na Doença de Parkinson. Isso porque a principal região afetada pela doença é tão pequena que pode passar despercebida pela RM convencional.

No entanto técnicas especiais de ressonância como a avaliação do nigrossomo e neuromelanina estão sendo utilizadas para avaliação da anatomia da substância negra. O déficit de dopamina também pode ser documentado pelo SPECT TRODAT.  Muitas pesquisas já conseguiram validar o uso clínico de ambas as técnicas.  A dificuldade no momento está no fato de que essa técnica encontra-se indisponível na maioria dos lugares do Brasil.

Outros exames como o doppler transcraniano também podem ajudar a identificar as alterações da substância negra e, em conjunto com o quadro neurológico, determinar com maior precisão o diagnóstico do Parkinson.

Tratamento da Doença de Parkinson em Vitória ES

Na realidade, quando falamos em tratar a doença de Parkinson, nos referimos a abordagens terapêuticas para melhorar a vida das pessoas e lhes proporcionar independência e dignidade. É importante que os pacientes entendam que ao presente momento nenhum tratamento realmente cura a Doença de Parkinson.

Para proporcionar melhora do quadro motor utilizamos medicamentos que simulam a função da dopamina para facilitar os movimentos. O tratamento medicamentoso é associado a conscientização, enfrentamento da doença, convívio social e outras terapias, como exercícios, nutrição, atividades manuais e intelectuais.

Fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais podem elaborar programas para ajudar o paciente a incorporar em sua rotina algumas medidas benéficas ao seu tratamento, ou mesmo recomendar exercícios para melhorar o tônus muscular e seu nível de movimentação.

parkinson

E a Cirurgia para a Doença de Parkinson?

Abordamos um artigo inteiro sobre a cirurgia para Doença de Parkinson: https://drdiegodecastro.com/cirurgia-para-doenca-de-parkinson-estimulacao-cerebral-profunda/

Em linhas gerais, a cirurgia denominada estimulação cerebral profunda ou deep brain stimulation (DBS) é um procedimento em que eletrodos são colocados em regiões profundas do cérebro e por meio de um estímulo elétrico ativam uma grande quantidade de circuitos cerebrais facilitando os movimentos. A cirurgia pode melhorar muito a vida dos indivíduos com mais de 5 anos de doença, principalmente nas formas mais graves da doença de Parkinson.

Em suma, a Doença de Parkinson, seu diagnóstico e tratamento são um assunto extremamente amplo que envolve diversos medicamentos, profissionais, dedicação dos pacientes e familiares e até a possibilidade de cirurgia.

Atualmente, dedicamos nossos esforços a pesquisas em Doença de Parkinson e a cuidar de pessoas vítimas dessa enfermidade. Estamos a disposição para contribuir com qualquer esclarecimento ou responder a dúvidas que envolvam este ou outros assuntos em neurologia.

Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista Especialista em Parkinson

Rua Itapeva, 518 – sala 901
Bela Vista
São Paulo – SP, 01332-904

Tel: (11) 3262-4745

Dr Diego de Castro – Neurologista Tratamento da Doença de Parkinson em Vitória ES

Avenida Américo Buaiz, 501 – Ed. Victória Office Tower Leste, Sala 109 – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911

Tel: (27) 99707-3433


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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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