Tratamento com Cirurgia para Doença de Parkinson – Estimulação Cerebral Profunda

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Tratamento com Cirurgia para Doença de Parkinson – Estimulação Cerebral Profunda

By | 2020-05-15T16:47:10+00:00 quarta-feira 12 de junho 2019|Doença de Parkinson, Estimulação Cerebral Profunda|
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O tratamento com cirurgia para Doença de Parkinson existe desde a década de 1970. No entanto, as técnicas de cirurgia para Parkinson sofreram uma incrível evolução. Atualmente,  os melhores resultados de Cirurgia para Doença de Parkinson são obtidos por meio da Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (em inglês, Deep Brain Stimulation – DBS).

Nos Estados Unidos, a técnica de cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda foi aprovada pela primeira vez em 1997 para tratar o tremor da doença de Parkinson. Em 2002, o DBS para Parkinson foi indicado para tratamento dos sintomas avançados.

Em 2016, a cirurgia de DBS foi aprovada também para estágios intermediários, o que inclui: Pessoas com Parkinson há mais de quatro anos e sintomas não controlados com medicação.

Continue esta leitura e compreenda melhor como é realizada a cirurgia para Doença de Parkinson, entenda como é o procedimento e qual sua indicação.

Cirurgia para Doença de Parkinson –  Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é um tratamento cirúrgico especial para Doença de Parkinson indicado para tratar principalmente o tremor, rigidez e lentidão.

Entenda mais sobre como é a cirurgia para Parkinson:

  • A cirurgia compreende no implante de um dispositivo (eletrodo) para estimular regiões específicas do cérebro.
  • O eletrodo funciona como um neuroestimulador que produz impulsos elétricos modulando a atividade cerebral.
  • A energia do eletrodo é proveniente de uma bateria colocada sob a pele abaixo da clavícula do paciente.
  • O eletrodo é inserido no cérebro em regiões como o tálamo, o globo pálido interno e o núcleo subtalâmico ( alvo mais utilizado no Brasil).

A cirurgia para Doença de Parkinson é planejada minuciosamente por meio de ressonância magnética combinada a uma técnica especial denominada neuronavegação.

Durante a cirurgia, um neurofisiologista registra a atividade das células cerebrais melhorando o grau de precisão e segurança da cirurgia. Essa etapa é realizada na maioria das vezes com o paciente acordado, o que permite verificar resultados imediatos.

Um segundo momento da cirurgia (com completa sedação) é realizado para implantar uma bateria geradora de impulsos (como um marca-passo).

Como é Feita a Cirurgia de DBS para Doença de Parkinson?

Conforme mencionamos anteriormente, a cirurgia é geralmente realizada em duas etapas.

  1. Etapa acordado:
    • Nesta primeira fase, um anestésico local é aplicado ao couro cabeludo.
    • Fios muito finos (com eletrodos nas pontas para fornecer sinais elétricos) são inseridos no cérebro na região-alvo.
    • É feita a avaliação do benefício do dispositivo clinicamente
    • Um neurofisiologista confirma a localização precisa dos eletrodos no alvo.
  2. Etapa sob sedação:
    • É realizada anestesia geral.
    • Um outro fio é implantado para conectar os eletrodos a um neuroestimulador.
    • O neuroestimulador é fixado abaixo da clavícula.
    •  O paciente vai para a sala de recuperação anestésica.

Uma vez que o dispositivo tenha sido implantado, os sintomas podem ser monitorados e a configuração do neuroestimulador pode ser ajustada para melhor atender às necessidades do paciente.

A longo prazo, a programação (ajuste da corrente elétrica) é realizada sem fio usando uma antena mantida perto do local do neurotransmissor.

Este vídeo da Universidade de Minesota nos Estados Unidos esclarece mais sobre o procedimento de DBS na Doença de Parkinson:

Indicações da Cirurgia para Parkinson

As prinicipais indicações da cirurgia de Parkinson – DBS são o tratamento de sintomas motores tais como:

  • Tremores
  • Rigidez
  • Lentidão de movimento
  • Casos com complicações como efeito curto da dose de prolopa
  • Presença de muitas discinesias (movimentos involuntários).

Geralmente o DBS para Parkinson é indicado apenas para pacientes que apresentam a doença de Parkinson por pelo menos quatro anos e que não conseguiram controlar os sintomas com medicamentos adequadamente.

Os pacientes que experimentam discinesia grave (movimentos involuntários) como resultado do uso prolongado de levodopa e o tremor são os pacientes que apresentam melhor resposta à cirurgia (melhora de cerca de 50-70%).

No entanto, a cirurgia não é efetiva para:

  • Melhorar a fala
  • Dificuldade de engolir
  • Salivação excessiva
  • Problemas de pensamento
  • Congelamento de marcha.

Eu Sou um Bom Candidato para Tratamento com Estimulação Cerebral Profunda (DBS)?

Para saber se uma pessoa vai se beneficiar da cirurgia para Parkinson, é importante conversar com o seu médico neurologista sobre as perguntas abaixo:

  • Você teve sintomas de DP por pelo menos cinco anos?
  • Você tem flutuações nos sintomas, apesar da dosagem regular e consistente da medicação?
  • Você tem discinesias (movimentos involuntários)?
  • Você é incapaz de tolerar os medicamentos anti-parkinsonianos devido a efeitos colaterais?
  • Você tem um tremor que não é bem controlado com medicação?
  • Você continua a ter uma resposta aos medicamentos para Parkinson, mas a duração da resposta é insuficiente?
  • Você já tratou com neurologista especializado em distúrbios do movimento?
  • Você tem sintomas de DP que interferem nas atividades diárias?

Cirurgia para Parkinson

 

Quais os Benefícios da Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda para quem tem Parkinson?

Segundo a Michael Fox Foundation, os benefícios da cirurgia de Parkinson são muito relevantes. Em linhas gerais, os sintomas do Parkinson melhoram em 50-70% e os pacientes apresentam uma melhora da qualidade de vida em 50%.

Os principais benefícios do DBS para Parkinson são:

  • Melhora do tremor
  • Melhora da rigidez
  • Melhora da lentidão
  • Melhora da discinesia
  • Redução da quantidade de medicamentos
  • Alguns pacientes apresentam ainda:
    • Melhora da depressão
    • Melhora do sono
    • Melhora da Constipação Intestinal

Ainda assim, um DBS não é cura para a doença de Parkinson, nem para a progressão da doença. Ele é um tratamento para melhorar a qualidade de vida do paciente.

A maioria dos pacientes ainda precisará tomar medicação após a cirurgia, mas o DBS pode levar a uma redução na quantidade necessária. Isso, por sua vez, pode reduzir os efeitos colaterais induzidos por medicamentos, como a discinesia.

Quais são os Riscos da Cirurgia para Parkinson?

Os riscos associados ao DBS podem variar dependendo da condição médica subjacente e devem ser totalmente discutidos com o neurologista antes da cirurgia.

Apesar de seguro, o implante do DBS é uma cirurgia. Por isso, apresenta riscos inerentes ao procedimento cirúrgico.

Os riscos da cirurgia para Parkinson ocorrem em 1 a 3% dos casos e incluem:

  • Complicações devido a anestesia
  • Infecção
  • AVC
  • Sangramento craniano
  • Psicose e confusão mental

Dr Diego de Castro Neurologista – Tratamento Especializado em Doença de Parkinson e Estimulação Cerebral Profunda (DBS) em Vitória ES

Dr Diego de Castro dos Santos cuida de pacientes com diferentes doenças neurológicas. Contudo, tem especial interesse no atendimento de pessoas com Parkinson e distúrbios do movimento, grupo de doenças especialmente desafiadora, tanto para o paciente quanto para a equipe que o atende.

Sua trajetória conta com a experiência adquirida como neurologista da Universidade de São Paulo e como médico colaborador no ambulatório de Neurogenética e no ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas da USP.

Nesse serviço e em seu consultório atua em reabilitação neurológica por meio de Estimulação Cerebral Profunda e tem grande experiência em DBS para pacientes com Doença de Parkinson.

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Leia também nossos outros artigos sobre Doença de Parkinson:

Outros sites para informações sobre Doença de Parkinson e cirurgia de DBS:
https://www.medtronic.com/us-en/patients/conditions/parkinsons-disease.html
https://parkinson.org/
https://www.parkinson.org.br/

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

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Dr Diego de Castro Neurologista – Tratamento para Parkinson em Vitória ES

No Espírito Santo, Dr Diego de Castro Neurologista também oferece um atendimento especializado às pessoas com doença de Parkinson, no Serviço de Especialidades Neurológicas, em Vitória, na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

One Comment

  1. […] O tratamento do tremor no Parkinson com DBS é seguro e validado pelo FDA desde 1997. Para saber mais sobre a DBS no tratamento do Parkinson, leia nosso artigo: “Tratamento com Cirurgia para Doença de Parkinson – Estimulação Cerebral Profunda“. […]

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