Cirurgia para Doença de Parkinson – Saiba Mais sobre a Estimulação Cerebral Profunda

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Cirurgia para Doença de Parkinson – Saiba Mais sobre a Estimulação Cerebral Profunda

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Na Doença de Parkinson (DP) os sintomas motores de tremor, rigidez e lentidão podem progredir e limitar muito alguns pacientes, mesmo em vigência de uso adequado de medicações. Para esses pacientes o tratamento com cirurgia é uma opção que deve ser considerada. Entre os tipos de cirurgia para doença de Parkinson a técnica com melhores resultados é a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (em inglês, Deep Brain Stimulation – DBS).

Nos Estados Unidos, a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda foi aprovada pela primeira vez em 1997 para tratar o tremor da doença de Parkinson e em 2002, para o tratamento dos sintomas avançados. Em 2016, a cirurgia de DBS foi aprovada também para estágios intermediários: Pessoas com DP há pelo menos quatro anos e sintomas motores não controlados com medicação.

Continue esta leitura e compreenda melhor como é realizado este procedimento e qual sua indicação.

Cirurgia para Doença de Parkinson

A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é um tratamento cirúrgico especial para Doença de Parkinson. A cirurgia compreende no implante de um dispositivo (eletrodo) para estimular regiões específicas do cérebro. O eletrodo funciona como um neuroestimulador que produz impulsos elétricos modulando a atividade cerebral. A energia do eletrodo é proveniente de uma bateria colocada sob a pele abaixo da clavícula do paciente.

Geralmente, a escolha dos locais do cérebro onde o eletrodo será inserido é baseada no julgamento clínico do médico neurologista que acompanha o paciente. As estruturas mais comumente utilizadas são o tálamo, o globo pálido interno e o núcleo subtalâmico, sendo este último o alvo mais utilizado nos principais centros do Brasil e do mundo.

A cirurgia para Doença de Parkinson é planejada minuciosamente por meio de ressonância magnética combinada a uma técnica especial denominada neuronavegação. Durante a cirurgia, um neurofisiologista registra a atividade das células cerebrais durante todo o procedimento melhorando o grau de precisão e segurança da cirurgia. Essa etapa é realizada na maioria das vezes com o paciente acordado, o que permite verificar resultados imediatos. Um segundo momento da cirurgia (com completa sedação) é realizado para implantar uma bateria geradora de impulsos (como um marca-passo). Aqueles que passam pela cirurgia de DBS recebem um controlador que tem algumas funções básicas como ligar ou desligar o dispositivo.

Como é Feita a Cirurgia para Parkinson

Conforme mencionamos anteriormente, a cirurgia é geralmente realizada em duas etapas. Primeiro, um anestésico local é aplicado ao couro cabeludo antes da cirurgia e fios muito finos (com eletrodos nas pontas para fornecer sinais elétricos) são inseridos no cérebro na região-alvo. A etapa acordada permite avaliar o benefício do dispositivo imediatamente e ajuda muito na localização precisa e exata dos eletrodos.

O segundo estágio pode ser realizado sob anestesia geral. Um fio é implantado para conectar os eletrodos a um neuroestimulador, que gera o pulso elétrico fornecido pelos eletrodos. O neuroestimulador é geralmente implantado abaixo da clavícula, mas também pode ser colocado na parte inferior do tórax.

Uma vez que o dispositivo tenha sido implantado, os sintomas podem ser monitorados e a configuração do neuroestimulador pode ser ajustada para melhor atender às necessidades do paciente. A reprogramação não é invasiva porque pode ser realizada sem fio usando uma antena mantida perto do local do neurotransmissor.

Indicações da Cirurgia para Parkinson

DBS é usado para o tratamento de sintomas motores na doença de Parkinson, tais como tremores, rigidez, lentidão de movimento, em casos com complicações como efeito curto da dose de prolopa ou presença de muitas discinesias (movimentos involuntários). Geralmente é indicado apenas para pacientes que apresentam a doença de Parkinson por pelo menos quatro anos e depois que outras vias de medicação foram tentadas e não conseguiram controlar os sintomas adequadamente.

Os pacientes que experimentam discinesia grave (movimentos involuntários) como resultado do uso prolongado de levodopa e o tremor são os pacientes que apresentam melhor resposta à cirurgia (melhora de cerca de 50-70%). Não foi idealizado, entretanto, para melhorar a fala ou dificuldade para engolir, problemas de pensamento ou congelamento de marcha.

Eu Sou um Bom Candidato para DBS?

Para saber se uma pessoa vai se beneficiar da cirurgia para Parkinson, é importante conversar com o seu médico neurologista sobre as perguntas abaixo:

  • Você teve sintomas de DP por pelo menos cinco anos?
  • Você tem flutuações nos sintomas, apesar da dosagem regular e consistente da medicação?
  • Você tem discinesias (movimentos involuntários)?
  • Você é incapaz de tolerar os medicamentos anti-parkinsonianos devido a efeitos colaterais?
  • Você tem um tremor que não é bem controlado com medicação (mesmo com o tratamento médico por um especialista em distúrbios do movimento)?
  • Você continua a ter uma boa resposta aos medicamentos para DP, especialmente carbidopa / levodopa, mas a duração da resposta é insuficiente?
  • Você já tentou várias combinações de medicamentos antiparkinsonianos sob a supervisão de um neurologista especializado em distúrbios do movimento?
  • Você tem sintomas de DP que interferem nas atividades diárias?

Benefícios da Cirurgia para Parkinson

O procedimento não danifica o tecido cerebral saudável nem destrói as células nervosas. Os sinais elétricos gerados pelo DBS interrompem os padrões anormais de sinalização no cérebro que causam os problemas com o controle motor melhorando os sintomas.

DBS não é uma cura para a doença de Parkinson, nem para a progressão da doença, mas muitos pacientes experimentam uma redução significativa em seus sintomas após a cirurgia. A maioria dos pacientes ainda precisará tomar medicação após a cirurgia, mas o DBS pode levar a uma redução na quantidade necessária. Isso, por sua vez, pode reduzir os efeitos colaterais induzidos por medicamentos, como a discinesia.

Em linhas gerais, os sintomas do Parkinson melhoram em 50-70% e os pacientes apresentam uma melhora da qualidade de vida em 50%.

Riscos da Cirurgia para Parkinson

Os riscos associados ao DBS podem variar dependendo da condição médica subjacente e devem ser totalmente discutidos com o neurologista antes da cirurgia para garantir que o procedimento seja benéfico.

O DBS é geralmente seguro, mas existem alguns riscos associados a ele. Por exemplo, há um baixo risco (1 a 3%) de complicações devido a anestesia, infecção, AVC ou sangramento craniano.

Dr Diego de Castro – Especialista em Doença de Parkinson e Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

Dr Diego de Castro dos Santos cuida de pacientes com diferentes doenças neurológicas. Contudo, tem especial interesse no atendimento de pessoas com Parkinson, uma doença especialmente desafiadora, tanto para o paciente quanto para a equipe que o atende.

Sua trajetória conta com a experiência adquirida como neurologista da Universidade de São Paulo e como médico colaborador no ambulatório de Neurogenética e no ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas da USP. Nesse serviço e em seu consultório atua em reabilitação neurológica por meio de Estimulação Cerebral Profunda e tem grande experiência em DBS para pacientes com Doença de Parkinson.

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Outros sites para informações sobre Doença de Parkinson e cirurgia de DBS:
https://www.medtronic.com/us-en/patients/conditions/parkinsons-disease.html
https://parkinson.org/
https://www.parkinson.org.br/

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

R. Sampaio Viana, 253 – cj123 – Paraíso, São Paulo – SP, 04004-000

Telefone: (11) 2368-3067

Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia

No Espírito Santo, também oferecemos um atendimento especializado às pessoas com doença de Parkinson, no Serviço de Especialidades Neurológicas, em Vitória, na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

Avenida Americo Buaiz, 501 – Victória Office Tower – Torre Leste – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911

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