Distonia – Saiba Mais sobre este Distúrbio Neurológico do Movimento

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Distonia – Saiba Mais sobre este Distúrbio Neurológico do Movimento

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Distonia é o termo médico utilizado para definir um grupo de doenças caracterizadas por contrações musculares involuntárias, que originam movimentos e posturas anormais.

As contrações musculares da distonia podem atingir apenas uma pequena parte do corpo, como pálpebras, mão ou pescoço (distonias focais); regiões próximas, como pescoço e braço (distonias segmentares); um lado todo do corpo (hemidistonia) e o corpo inteiro (distonia generalizada).

Ao longo deste artigo, saiba mais sobre a distonia, suas causas, sintomas e formas de tratamento.

Distonia

As alterações na capacidade de realizar movimentos causadas pela distonia acarretam dificuldades na execução das atividades diárias do paciente, tais como locomoção e dependência para hábitos relacionados à higiene, vestuário e alimentação.

Distonia – Causas

As causas da distonia ainda não são completamente conhecidas. Contudo, acredita-se que os movimentos anormais sejam decorrentes do mau funcionamento de uma região cerebral denominada núcleo de base.

Esta condição pode resultar em uma contração excessiva e involuntária dos músculos, produzindo as posturas distônicas e movimentos anormais como tremores.

Entre as principais causas para este mau funcionamento, podem estar diversas doenças genéticas (distonias primárias), ou problemas como AVC, encefalite, falta de oxigênio, traumatismo craniano e até mesmo efeito colateral de medicamentos. Nas crianças, a condição pode ser uma complicação tardia de sofrimento intrautero ou periparto. Tanto adultos como crianças precisam de uma ampla investigação por meio de história clínica, exames laboratoriais, ressonância magnética e em alguns casos teste genético para determinar a causa relacionada à distonia.

Distonia – Sintomas

Alguns casos de distonia podem ser leves, manifestando-se como cãibras desencadeadas apenas com atos específicos como escrever, tocar um instrumento, datilografar entre outras atividades. Outros casos podem ser graves e impossibilitar o paciente de andar e até mesmo realizar atividades mais básicas.

Com o tempo, a frequência e a intensidade dos sintomas pode aumentar e os pacientes tendem a apresentar espasmos musculares. Alguns dos principais sintomas relatados além de câimbra e dor são a dificuldade de segurar objetos, problemas na escrita, tremores e posturas anormais.

A sobrecarga e o desgaste articular resultantes dos movimentos e posturas anormais também podem provocar dor, impactando negativamente na qualidade de vida do paciente.

Além dos sintomas físicos, a presença dos movimentos anormais da distonia pode provocar problemas comportamentais, emocionais devido ao estigma da doença.

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Distonia – Tratamento

Infelizmente a condição não tem cura, mas existem diversos tratamentos que ajudam no controle das contrações musculares.

A equipe de reabilitação voltada às pessoas que sofrem de distonia deve ser multidisciplinar. Ou seja, médicos neurologistas, neurofisiologistas e fisiatras, em conjunto com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicólogos buscam minimizar os efeitos destas condições na vida dos pacientes.

Os relaxantes musculares podem auxiliar, diminuindo a intensidade da condição e gerando mais conforto e melhora da dor nos pacientes com distonia generalizada.

A toxina botulínica é outro importante aliado. Existem no mercado diversas “marcas” de toxina (Botox, Dysport, Xeomin entre outras). Pequenas doses são injetadas diretamente nos músculos afetados, e o efeito dura, em média, três a quatro meses com necessidade de reaplicação após esse período.

O procedimento cirúrgico é de grande valia para pacientes com a forma grave e generalizada da doença e a técnica mais bem sucedida é a Estimulação Cerebral Profunda. Um eletrodo é inserido e dispara uma corrente elétrica estimulando uma área específica do cérebro. O procedimento melhora em 60% a qualidade de vida dos pacientes.

Como o tratamento servirá, em sua essência, apenas para o alívio dos sintomas, é sempre recomendado que se busque ajuda médica especializada, para que as abordagens terapêuticas adequadas sejam estabelecidas para cada situação, interferindo positivamente no bem-estar do paciente.


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