

O Neurologista Especialista em Distonia é um neurologista especializado na investigação diagnóstica e no tratamento de Distúrbios do Movimento.
Segundo a Mayo Clinic, a distonia é o termo médico utilizado para definir um grupo de doenças complexas caracterizadas por contrações musculares involuntárias, que originam movimentos e posturas anormais. As alterações dos movimentos podem acarretar dificuldades na execução das atividades diárias do paciente, tais como locomoção e dependência para hábitos relacionados à higiene, vestuário e alimentação.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP, especialista em Distonia e Distúrbios do Movimento, colaborador do ambulatório de Distúrbios do Movimento do HC-FMUSP, membro da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica. Neste artigo, saiba mais sobre a distonia, suas causas e sintomas e a importância de buscar ajuda deste especialista para seu tratamento.
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O neurologista especialista em distonia é o profissional capacitado para investigar, diagnosticar e tratar os distúrbios do movimento, incluindo tremores e contrações musculares involuntárias. Esse médico possui formação específica em neurologia e treinamento adicional em neurofisiologia clínica e distúrbios do movimento, o que lhe permite compreender em profundidade as alterações do sistema extrapiramidal, responsável pela precisão dos movimentos.
A diferença prática entre um neurologista geral e um especialista em distúrbios do movimento está na profundidade do olhar e no treinamento exaustivo focado em detalhes que, para outros, podem passar despercebidos. Veja a seguir:
A Distonia compõe uma das doenças neurológicas do sistema extrapiramidal (sistema que dá precisão aos movimentos) e é campo de muitas pesquisas por esse grupo de neurologistas especialistas.
Potencialmente, a contração muscular involuntária da distonia pode acometer um único membro ou até mesmo o corpo todo. Nesse sentido, a condição é classificada de acordo com o local e número de segmentos comprometidos.
Segundo a Dystonia Foundation do Canadá, a classificação da doença é feita clinicamente por um neurologista especialista em distonia e distúrbios do movimento em:
A classificação impacta diretamente qual o melhor tratamento que deverá ser utilizado para cada paciente distônico.
Segundo a American Association of Neurological Surgeons - AANS, as causas da distonia ainda não são completamente conhecidas. Contudo, acredita-se que os movimentos anormais sejam decorrentes do mau funcionamento e da integração anormal e errônea de informações provenientes de uma região cerebral denominada núcleos da base e áreas corticais secundárias cerebrais.
Esta condição pode resultar em uma contração excessiva e involuntária dos músculos, produzindo as posturas distônicas e movimentos anormais como tremores.
Em relação às causas da distonia temos 02 grandes grupos: As formas primárias e as formas secundárias.
Segundo a Brain Foundation, as distonias são denominadas primárias (idiopáticas) quando:
A American Academy of Neurological Surgeons também explica que as distonias secundárias ocorrem secundariamente a outras doenças ou lesões cerebrais. As formas secundárias podem ser causadas por:
Nas crianças, a condição pode ser uma complicação tardia de sofrimento intrautero ou periparto e faz parte de uma condição denominada paralisia cerebral infantil.
Neste vídeo, Dr Diego de Castro e Dra Sara Casagrande, ambos especialistas em distúrbios do movimento pela USP, conversam sobre a distonia:
Segundo a Dystonia Society, os sintomas da distonia variam amplamente, de acordo com o caso e tipo de distonia.
Alguns casos de distonia podem ser leves, manifestando-se como cãibras desencadeadas apenas com atos específicos como:
Também existem pacientes com distonia em pequenos músculos como o orbicular dos olhos (blefaroespasmo) ou em toda a face (Síndrome de Meige) ou na musculatura da fala (Disfonia Espasmódica). Mesmo em pequenos músculos, a distonia pode gerar sintomas graves e impossibilitar o paciente a dirigir, mastigar e falar por exemplo.
Com o tempo, a frequência e a intensidade dos sintomas pode aumentar e os pacientes tendem a apresentar espasmos musculares. Alguns dos principais sintomas relatados, além de câimbra e dor, são:
A sobrecarga e o desgaste articular resultantes dos movimentos e posturas anormais também provocam dor, impactando negativamente na qualidade de vida do paciente.
Além dos sintomas físicos, a presença dos movimentos anormais da distonia pode provocar problemas comportamentais e emocionais, devido ao estigma da doença.
Um Neurologista Especialista em Distonia está apto para avaliar e oferecer o tratamento mais adequado para cada tipo de distonia. No entanto, é de fundamental importância que os pacientes entendam que a distonia é uma doença que não tem cura.
Ainda assim, o tratamento é fundamental e serve para ajudar no controle das contrações musculares involuntárias, nos tremores e na dor.
A equipe de reabilitação voltada às pessoas que sofrem de distonia deve ser multidisciplinar. Esses profissionais buscam minimizar os efeitos desta condição na vida dos pacientes:

O grande papel do neurologista especialista em distúrbios do movimento é oferecer um tratamento diferenciado e que realmente faça diferença na vida dos pacientes distônicos. Os tratamentos incluem:
Quanto aos medicamentos:
Quanto a Aplicação de Toxina botulínica:
Quanto à cirurgia:
O objetivo do tratamento é melhorar a vida das pessoas. Assim, é sempre recomendado que se busque ajuda especializada para que se obtenha sucesso em cada abordagem terapêutica.
A distonia é um distúrbio neurológico caracterizado por contrações musculares involuntárias que resultam em movimentos e posturas anormais. Ela pode se manifestar de forma focal, segmentar, hemidistônica ou generalizada, e sua classificação é essencial para definir o tratamento adequado. As causas podem ser primárias, geralmente genéticas, ou secundárias, relacionadas a lesões cerebrais, uso de medicamentos ou outras doenças neurológicas.
Os sintomas variam em intensidade: desde cãibras específicas durante atividades até espasmos graves que comprometem fala, mastigação, escrita e locomoção. Além das limitações físicas, a distonia pode gerar dor crônica, tremores e impacto emocional significativo, devido ao estigma social e à dificuldade de realizar tarefas cotidianas.
Embora não exista cura definitiva, há opções eficazes para controle dos sintomas. Entre elas estão medicamentos relaxantes musculares, aplicação de toxina botulínica (considerada o tratamento mais eficiente), e a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS) para casos graves. O neurologista especialista em distonia conduz o tratamento multidisciplinar, que envolve fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e especializado em Distúrbios do Movimento com experiência no tratamento de distonias. É colaborador do Ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas da USP onde presta assistência a esses pacientes por meio de Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Também realiza atendimento em seus consultórios com aplicação de botox em Vitória e São Paulo.
Compreenda melhor os quadros distônicos lendo nossos outros artigos:
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e atua na reabilitação de pacientes com diversas condições relacionadas à dor crônica, por meio de uma avaliação neurológica elaborada e da realização da terapia por ondas de choque, entre outras abordagens terapêuticas.
No Serviço de Especialidades Neurológicas, com unidades em Vitória - ES e São Paulo, oferece um serviço de qualidade de assistência para melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem com um sintoma tão debilitante como a dor crônica.
Para saber mais sobre a nossa abordagem no tratamento com ondas de choque, veja abaixo nossas informações de contato:
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ESTOU PROCURANDO UM TRATAMENTO PRA MINHA ESPOSA , ELA TEM 41 ANOS TEVE UM PROBLEMA NO FINAL DE 2021 , FICOU COM A SEQUELA DE DISTONIA “ ESPASMOS “ ISSO ATRAPALHA ELA FALAR E ANDAR , SOMOS DE BETIM MG E NESSE TEMPO O ACOMPANHAMENTO DELA FOI BEM SIMPLES , ESTOU VENDO Q VCS TEM RECURSOS Q PODEM SER ÓTIMOS PARA O CASO DELA . QUERIA SABER MAIS SOBRE O TRATAMENTO BUTOLINICO E A CIRURGIA DA DISTONIA , ISSO VAI SER A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DELA .
Sou professor e Doutor em Dores Orofaciais. Tenho uma paciente que diagnostiquei com distonia orofacial. Entretanto, ela não tem muita condição financeira. Gostaria de saber se podem indicar na USP um tratamento que fosse mais barato. Ja a encaminhei para consulta com voces. Obrigado desde ja