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Sintomas da Esclerose Múltipla

Dr Diego de Castro
16/03/2022
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Segundo a Mayo Clinic, pessoas com esclerose múltipla sofrem com uma grande diversidade de sintomas. Eles podem ser experimentados em diferentes partes do corpo, dependendo de qual parte do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal é afetada. Os sintomas da Esclerose Múltipla também podem sofrer mudanças na gravidade de ano para ano, mês a mês, e até mesmo no dia-a-dia.

Neste artigo, Dr Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre os sintomas da Esclerose Múltipla.

Esclerose Múltipla Sintomas

O NHS explica que a esclerose múltipla pode causar uma ampla gama de sintomas e afetar qualquer parte do corpo. Os sintomas também podem manifestar-se de forma imprevisível e afetar os indivíduos de forma diferente.

Os sintomas de algumas pessoas se desenvolvem e pioram constantemente com o tempo, enquanto para outras eles vêm e vão. Em alguns casos, a doença começa com uma sensação sutil, e seus sintomas não progridem por meses ou anos. Às vezes, os sintomas pioram rapidamente, dentro de semanas ou meses.

Os sintomas mais comuns de esclerose múltipla são:

  • Fraqueza muscular: As pessoas podem desenvolver músculos fracos, devido à falta de uso ou estimulação, por causa dos danos nos nervos.
  • Dormência e formigamento, que pode afetar o rosto, corpo ou braços e pernas.
  • Fadiga: Falta de energia ou cansaço excessivo incomum. A fadiga da EM tende a piorar à medida que o dia passa, é frequentemente agravada pelo calor e umidade, e começa mais facilmente ou mesmo repentinamente.
  • Tontura e vertigem: São problemas comuns, juntamente com questões de equilíbrio e coordenação. Geralmente acontecem devido a lesão ao redor do tronco cerebral ou no cerebelo, região cerebral que ajuda a controlar seu equilíbrio. Qualquer lesão que interrompa os sinais nervosos que ajudam a manter o equilíbrio pode causar tontura.
  • Tremor: Os tremores da EM também resultam de danos ao cerebelo. Nestes pacientes, o tremor pode afetar a cabeça, braços ou pernas e ocorre quando a pessoa tenta segurar algo ou mover sua mão ou pé para um ponto preciso (o chamado tremor de intenção). Tremores posturais (quando se senta ou se levanta, mas não ao se deitar) também podem acontecer.
  • Sinal de Lhermitte: Sensação como um choque elétrico, que percorre a coluna cervical e dorsal, com irradiação para as pernas, ao mover o pescoço.
  • Problemas na bexiga: Dificuldade para esvaziar a bexiga ou necessidade de urinar com frequência ou de repente, conhecida como incontinência de impulso. A perda do controle da bexiga é um sinal precoce de EM.
  • Problemas intestinais: O deslocamento lento dos resíduos alimentares pelo cólon dificulta a reabsorção de água, tornando as fezes. A dificuldade de evacuar também pode acontecer devido a fraqueza ou falta de coordenação dos músculos anais; fraqueza dos músculos do assoalho pélvico e problemas no ânus.
  • Disfunção sexual: Tanto homens quanto mulheres podem perder o interesse pelo sexo.
  • Espasticidade e espasmos musculares: Este é um sinal precoce de EM. Fibras nervosas danificadas na medula espinhal e cérebro podem causar espasmos musculares dolorosos, inclusive nas pernas.
  • Problemas de visão: Algumas pessoas podem experimentar visão dupla ou turva ou uma perda parcial ou total da visão, geralmente em um olho de cada vez. A inflamação do nervo óptico pode resultar em dor quando o olho se move.
  • Alterações de marcha e mobilidade: A esclerose múltipla pode mudar a forma como as pessoas caminham, devido à fraqueza muscular e problemas com equilíbrio, tontura e fadiga.
  • Distúrbios emocionais e depressão: Desmielinização e danos nas fibras nervosas no cérebro podem desencadear alterações emocionais.
  • Problemas de aprendizagem e memória: Isso pode dificultar a concentração, o plano, o aprendizado, a priorização e o multitarefa.
  • Dor: Dor é um sintoma comum na EM. A dor neuropática é diretamente relacionada à lesão nervosa. Outros tipos de dor ocorrem por causa da fraqueza ou rigidez dos músculos.

Os sintomas menos comuns incluem:

  • Dor de cabeça
  • Perda auditiva
  • Coceira na pele
  • Problemas respiratórios
  • Convulsões
  • Distúrbios da fala
  • Dificuldade para engolir.

Nos estágios posteriores, as pessoas podem experimentar mudanças na percepção e no pensamento, bem como na sensibilidade ao calor.

Fases da Esclerose Múltipla

A International Advisory Committee on Clinical Trials of MS explica que embora não seja possível prever como a doença irá progredir em um paciente, podemos definir quatro cursos básicos de doença:

Síndrome Clinicamente Isolada (CIS, do inglês, Clinically Isolated Syndrome)

Definida como um primeiro episódio de sintomas neurológicos causados por inflamação e desmielinização no sistema nervoso central. O episódio é característico da esclerose múltipla, mas ainda não atende aos critérios para um diagnóstico de EM, pois também pode ser a primeira manifestação de outras condições como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a Doença de Behçet, dentre outras.

A CIS deve ser avaliada por um neurologista especialista em doenças desmielinizantes, para definir o risco de conversão para esclerose múltipla.

Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR)

O curso mais comum da doença é caracterizado por ataques claramente definidos de sintomas neurológicos. Também chamados de recaídas ou exacerbações, estes ataques são seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa (remissões).

Durante as remissões, todos os sintomas podem desaparecer, ou alguns podem continuar e se tornar permanentes. No entanto, não há progressão aparente da doença durante os períodos de remissão.

Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP)

Caracteriza-se pela piora gradual da função neurológica a partir do início dos sintomas, sem recaídas ou remissões. Mas os tratamentos existentes não são muito eficazes para este tipo de esclerose múltipla.

O diagnóstico da EMPP ocorre, geralmente, mas tarde na vida, afetando principalmente as mulheres e causando incapacidade mais precocemente do que nos outros tipos.

Esclerose Múltipla Progressiva Secundária (EMPS)

Geralmente entre 10 e 20 anos após diagnóstico de EMRR, algumas pessoas evoluem para este tipo. O curso da doença torna-se mais estável, praticamente sem recaídas ou remissões.

O processo de danos continua. Porém, há menos inflamação e mais um declínio lento no funcionamento dos nervos.

A EMPS é difícil de tratar e de controlar no dia-a-dia. Os tratamentos funcionam de forma moderada, mas a maioria das pessoas enfrentam dificuldades para realizar suas atividades diárias.

esclerose múltipla sintomas
Esclerose Múltipla: os tratamentos podem ajudar a acelerar a recuperação de ataques, modificar o curso da doença e gerenciar os sintomas.

Surtos (Recaídas) e Exacerbações da Esclerose Múltipla

Segundo a Multiple Sclerosis Society UK, se você tem esclerose múltipla recidiva, pode ter surtos seguidos por períodos livres de sintomas chamados remissões. Para ser considerada uma recaída, o sintoma deve começar pelo menos 30 dias após o seu último surto e manter-se por pelo menos 24 horas.

O mecanismo exato que leva a uma recaída é desconhecido, mas acredita-se estar relacionado a uma resposta imune global aumentada. Há algumas evidências de que os seguintes fatores possam desencadear uma recaída:

  • Infecção sistêmica (viral ou bacteriana)
  • Período pós-parto
  • Estresse
  • Reprodução assistida (tratamento de infertilidade).

Uma recaída pode levar a mais danos nas células cerebrais e desmielinização.

Uma exacerbação de EM geralmente dura menos de 24 horas e pode ser desencadeada por gatilhos como:

  • Alta temperatura corporal, (febre/infecção, muito exercício ou atividade)
  • Menstruação
  • Uso de novos medicamentos
  • Estresse.

Normalmente, remover o estressor pode ajudar a resolver a exacerbação. Muitas vezes é difícil distinguir uma exacerbação de uma recaída. Por este motivo, qualquer sintoma novo ou que se manifeste com mais intensidade deve ser discutido com o seu médico.

Não há cura para esclerose múltipla. No entanto, os tratamentos podem ajudar a acelerar a recuperação de ataques, modificar o curso da doença e gerenciar os sintomas.

Dr Diego de Castro Neurologista

Dr Diego de Castro cuida de pacientes com diversas doenças neurológicas e realiza o exame de eletroneuromiografia SP e eletroneuromiografia em Vitória ES em casos complexos e condições genéticas raras.

Com o propósito de oferecer um atendimento de excelência e confiança, o Dr Diego de Castro realiza uma avaliação neurológica minuciosa, capaz de auxiliar na definição diagnóstica de seus sintomas e atua juntamente à equipe multidisciplinar para fornecer um tratamento eficaz a seus pacientes.

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Dr Diego de Castro dos Santos
Neurologia - Dr Diego de Castro
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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