

Para quem convive com a fibromialgia, a frase "durma bem" pode soar como um desafio impossível. No entanto, na Neurologia, sabemos que o sono não é apenas um momento de descanso, mas um processo biológico de reparação.
Segundo a Sleep Foundation, sem um sono profundo, o cérebro não consegue regular de forma adequada os circuitos de dor, tornando o dia seguinte bem mais difícil. O sono interfere na forma como o sistema nervoso central processa e amplifica os estímulos dolorosos. E entender a relação entre o sono e fibromialgia é o primeiro passo para quebrar o ciclo da dor crônica e recuperar a sua vitalidade.
Neste artigo, Dr. Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica por que o sono não reparador é o maior vilão da fibromialgia e como você pode "ensinar" seu corpo a descansar de verdade.
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Na fibromialgia, o sono costuma ser superficial. O paciente até ‘apaga’, mas não atinge as fases profundas de sono de ondas lentas (sono delta), que são essenciais para o relaxamento muscular, a reparação dos tecidos e a regulação da sensibilidade à dor.
A Arthritis, Rheumatic & Bone Disease Associates explica que, quando não se alcança esse estágio, o sistema nervoso acorda em ‘alerta máximo’, baixando o limiar de dor e tornando estímulos que antes não incomodavam em fontes de desconforto.
Conforme informações da American Fibromyalgia Syndrome Association, são recomendadas as seguintes práticas:
Avançamos muito na compreensão do Ritmo Circadiano do paciente com fibromialgia. Hoje, não olhamos apenas para a noite, mas para o dia inteiro.
A exposição à luz natural logo pela manhã passou a ser uma recomendação importante dentro da abordagem multidimensional da fibromialgia, pois ajuda a regular o relógio biológico que influencia a qualidade do sono cerca de 16 horas depois.
Além disso, o uso de fones de ouvido com sons específicos, como sons binaurais ou ruídos suaves, tem sido explorado como recurso complementar para promover relaxamento e facilitar o início do sono. Embora não haja evidência definitiva de que esses estímulos aumentem diretamente as ondas de sono profundo, muitos pacientes relatam maior sensação de relaxamento e facilidade para dormir.

O sono é uma das bases fundamentais de qualquer tratamento eficaz para a fibromialgia. Não encare a dificuldade de dormir como um sintoma que você precisa ‘aguentar’, mas como uma prioridade médica que precisa de ajuste contínuo.
Ao cuidar do seu descanso, você está dando ao cérebro condições para modular melhor a dor e melhorar a sua qualidade de vida.
Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP especialista em eletroneuromiografia e doenças neuromusculares.
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