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Neuropatia Ulnar - Sintomas e Causas

Dr Diego de Castro
30/03/2022
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Conforme o Johns Hopkins Health System, Neuropatia Ulnar é uma condição que está associada a dor, dormência e formigamento no antebraço e no quarto e quinto dedos. Em casos graves, pode causar fraqueza na mão e perda de massa muscular.

Este tipo de neuropatia ocorre quando o nervo ulnar sofre compressão à medida que passa pelo pulso ou cotovelo. Também é conhecida como:

  • Neuropatia do ciclista
  • Paralisia do guidão
  • Síndrome do canal de Guyon
  • Síndrome do túnel cubital.

Neste artigo, Dr Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre a Neuropatia Ulnar, suas causas e sintomas.

Conhecendo o Nervo Ulnar

Segundo artigo publicado na StatPearls, o nervo ulnar se origina das raízes nervosas que se ramificam das vértebras C8 e T1, corre ao longo do braço e antebraço, e então passa para o pulso, mão e dedos. Ele fornece sinais nervosos motores e sensoriais aos músculos no antebraço e na mão.

De uma forma mais ampla, o nervo ulnar pode ser descrito como o nervo da mão, devido a todo o seu trajeto e papel na função manual.

Mais especificamente, o nervo ulnar dá sensação ao dedo mindinho e metade do dedo anelar. Ele também controla a maioria dos pequenos músculos na mão que ajudam com movimentos finos, e alguns dos músculos maiores no antebraço que proporcionam uma forte aderência quando seguramos algo.

Nervo Ulnar
Nervo Ulnar

Neuropatia Ulnar

Informações da National Library of Medicine apontam que o lugar mais comum para compressão do nervo ulnar é atrás da parte interna do cotovelo, região chamada túnel cubital. No entanto, também pode ocorrer nas seguintes regiões:

  • Próximo ao pulso, especialmente na região chamada canal de Guyon
  • No antebraço
  • Abaixo do pulso, dentro da mão
  • Acima do cotovelo.

Danos a apenas um grupo nervoso, como o nervo ulnar, é chamado de mononeuropatia. Situações que podem causar uma mononeuropatia incluem:

  • Lesão direta no nervo
  • Pressão a longo prazo sobre o nervo
  • Pressão sobre o nervo causada por inchaço ou lesão de estruturas corporais próximas.

Causas e Fatores de Risco

Conforme informações da American Academy of Orthopaedic Surgeons, o nervo ulnar é vulnerável à compressão porque passa por um espaço estreito com muito pouco tecido mole para protegê-lo. Por este motivo, em muitos casos, é difícil identificar a causa exata para este tipo de lesão.

Entre as situações que podem causar pressão no nervo ulnar, estão:

  • Quando você dobrar o cotovelo, o nervo ulnar deve esticar ao redor de uma estrutura chamada cume ósseo do epicôndilo medial. Como este alongamento pode irritar o nervo, manter o cotovelo dobrado por longos períodos ou dobrar repetidamente o cotovelo pode causar sintomas de dor ou perda de sensibilidade.
  • Em algumas pessoas, o nervo desliza por trás do epicôndilo medial quando o cotovelo está dobrado. Com o tempo, esse deslizamento para frente e para trás pode irritar o nervo.
  • Apoiar-se no cotovelo por longos períodos de tempo pode pressionar o nervo.
  • Situações que geram acúmulo de fluido no cotovelo podem levar a inchaço e comprimir o nervo.
  • Um golpe direto no interior do cotovelo pode causar dor, sensação de choque elétrico e dormência no quarto e no quinto dedo. Em inglês, isso é comumente chamado de "hitting the funny bone". Como não existe qualquer expressão em língua portuguesa correspondente, chamamos de "bater no osso engraçado".

Os fatores que aumentam o risco para uma pessoa desenvolver neuropatia ulnar incluem:

  • Fratura prévia ou luxação do cotovelo
  • Esporas ósseas/artrite do cotovelo
  • Inchaço da articulação do cotovelo
  • Cistos perto da articulação do cotovelo
  • Atividades repetitivas ou prolongadas que requerem que o cotovelo seja dobrado ou flexionado.

A neuropatia ulnar também é comum em pessoas com diabetes.

Sintomas

Segundo artigo publicado na Current Reviews in Musculoskeletal Medicine, a pressão sobre o nervo ulnar, ou mesmo uma lesão, pode causar interrupção nos sinais nervosos e paralisia dos músculos inervados por ele. Os pacientes afetados podem experimentar sintomas como:

  • Dormência e formigamento no dedo anelar e dedo mindinho. Muitas vezes, esses sintomas vêm e vão. Eles acontecem com mais frequência quando o cotovelo é dobrado, como ao dirigir ou segurar o telefone. Algumas pessoas acordam à noite porque seus dedos estão dormentes. Em alguns casos, pode ser mais difícil mover os dedos para dentro e para fora, ou manipular objetos.
  • Pode ocorrer enfraquecimento da aderência ao segurar objetos e dificuldade com a coordenação do dedo (como digitar ou tocar um instrumento). Esses sintomas geralmente são vistos em casos mais graves de compressão nervosa.
  • Se o nervo estiver muito comprimido ou a compressão ocorrer por um longo tempo, pode ocorrer perda muscular na mão. Uma vez que isso aconteça, dificilmente pode ser revertido. Por essa razão, é importante procurar ajuda médica quando os sintomas são graves ou se estão presentes há mais de 6 semanas.

Algumas pessoas relatam uma maior sensibilidade ao frio em toda a extensão do braço ou mesmo tensão na articulação do cotovelo.

Para atletas que realizam arremessos, trabalhadores e outros indivíduos com altas demandas físicas nos cotovelos, os sintomas podem ser precipitados por períodos intensos ou prolongados de atividade. Esses indivíduos também podem apresentar doenças ósseas e de tecido mole simultâneas no cotovelo.

À medida que a doença progride, estes sintomas podem ocorrer com mais frequência durante o dia. Uma das consequências mais graves é a perda da função muscular na mão. Por este motivo, o tratamento da neuropatia do nervo ulnar acaba tendo um caráter imediato e desafiador.

Várias abordagens podem ser utilizadas, sendo que os resultados para todas elas podem ser satisfatórios, quando bem avaliadas e realizadas no momento indicado. Assim, em nosso próximo artigo, vamos explicar sobre o diagnóstico e o tratamento da neuropatia ulnar. Continue acompanhando nosso blog para saber mais.

Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista

Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP e se dedica integralmente ao universo do diagnóstico e assistência. À frente do Serviço de Especialidades Neurológicas, oferece um serviço de qualidade em diagnóstico de neuropatias e outras condições neurológicas.

Médico especialista em Eletroneuromiografia e Doenças Neuromusculares e à frente do Serviço de Eletroneuromiografia SP - Dr Diego de Castro, realiza o exame de eletroneuromiografia em São Paulo e Vitória - ES com qualidade reconhecida pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica.

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Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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