Reabilitação Neurológica após AVC – Importância do Trabalho Multidisciplinar entre Neurologistas, Fisioterapeutas e outros profissionais

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Reabilitação Neurológica após AVC – Importância do Trabalho Multidisciplinar entre Neurologistas, Fisioterapeutas e outros profissionais

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade motora e morte do mundo. O AVC pode causar uma série de consequências físicas, emocionais, sociais e financeiras, não apenas para o paciente, mas também para seus familiares. Após um AVC, um longo e persistente trabalho de reabilitação neurológica deve ser realizado para minimizar os prejuízos e impactos causados pela doença. Esse esforço contínuo de trabalho multidisciplinar bem como os resultados da reabilitação neurológica só são possíveis graças a um trabalho em conjunto entre os profissionais de saúde que utilizam seus conhecimentos coletivos e habilidades especializadas em benefício dos sobreviventes de AVC.

Com a leitura deste artigo, compreenda como e entenda a importância do trabalho em equipe multidisciplinar para a prestação de cuidados eficazes em toda a trajetória do paciente que sofreu AVC.

Reabilitação Neurológica após AVC

Nosso artigo “Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou “Derrame Cerebral” – Saiba Mais sobre este Evento Cerebrovascular” fornece informações detalhadas sobre o que é o AVC, seus tipos, sinais e sintomas, formas de tratamento e fatores que contribuem para sua ocorrência.

Indivíduos que apresentam sequelas de AVC necessitam de reabilitação. Entendemos como reabilitação “o conjunto de ações desenvolvidas para restabelecimento e manutenção da função física, educação do paciente e sua família, assim como reintegração dessa pessoa ao seu círculo familiar e social”. A capacidade para alcançar esses objetivos depende da motivação do paciente, do suporte social-familiar e do seu estado cognitivo.

A reabilitação ajuda os sobreviventes do AVC a reaprender as habilidades que são perdidas quando parte do cérebro é danificado. Por exemplo, essas habilidades podem incluir coordenar os movimentos das pernas para caminhar ou executar as etapas envolvidas em qualquer atividade complexa. A reabilitação também ensina aos sobreviventes novas maneiras de realizar tarefas para contornar ou compensar quaisquer deficiências residuais. Os indivíduos podem precisar aprender a se banhar e se vestir usando apenas uma mão, ou como se comunicar efetivamente enquanto sua capacidade de usar a linguagem estiver comprometida.

Há um forte consenso entre os especialistas em reabilitação de que o elemento mais importante nesse processo é a prática repetitiva cuidadosamente orientada e focada – o mesmo tipo de prática usado por todas as pessoas quando aprendem uma nova habilidade, como tocar piano ou dirigir um veículo.

Para alguns sobreviventes de AVC, a reabilitação será um processo contínuo para manter e aperfeiçoar habilidades e pode envolver o trabalho com especialistas por meses ou anos após o evento.

É muito comum que os pacientes abandonem a reabilitação ou desistam no meio do caminho, o que é um erro grave. O cérebro precisa reaprender novos processos e esse trabalho árduo e longo necessita de dedicação, persistência e apoio multiprofissional. O indivíduo precisa estar focado e determinado. As frustrações e pessimismo existem, mas interromper esse trabalho sempre significa retroceder. Em reabilitação neurológica cada dia é uma grande batalha que trará uma pequena, mas significativa vitória. Portanto, realizar uma ou duas sessões de fisioterapia não trarão milagrosamente os resultados desejados. O importante é realizar um trabalho com afinco, otimismo, periódico e contínuo.

Comprometimentos e Abordagens de Reabilitação Neurológica após AVC

Os tipos e graus de incapacidade que ocorrem após um acidente vascular cerebral dependem de qual área do cérebro foi danificada. Geralmente, o AVC pode causar cinco tipos de deficiência:

  • paralisia ou problemas no controle do movimento;
  • distúrbios sensoriais incluindo dor;
  • problemas para usar ou compreender a linguagem;
  • problemas com pensamento e memória;
  • distúrbios emocionais.

A reabilitação pós-AVC deve envolver profissionais médicos; enfermeiros de reabilitação; terapeutas físicos, ocupacionais, recreativos, fonoaudiólogos e vocacionais; e profissionais de saúde mental. Vários estudos indicam que o processo de reabilitação de AVC em um ambiente multidisciplinar organizado resulta em uma redução de óbitos, incapacidade e necessidade de cuidados institucionais de longo prazo.

No site da Stroke Assotiation, encontramos inúmeras informações sobre a reabilitação após AVC, assim como orientações para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

Papel do Neurologista na Reabilitação Neurológica após AVC

O médico neurologista atua no sentido de gerenciar e coordenar os cuidados de longo prazo de um sobrevivente do AVC, cuidar da saúde geral deste paciente e fornecer orientação para prevenir um segundo AVC, como controlar a pressão alta ou a diabetes e eliminar fatores de risco como tabagismo, excesso de peso, dieta rica em colesterol e alto consumo de álcool.

O neurologista também pode fornecer informações importantes para a equipe de tratamento do paciente, em relação às condições neurológicas e cognitivas, assim como a extensão da lesão e as práticas de reabilitação que podem surtir um melhor efeito.

A presença de distúrbios cognitivos pode influenciar os resultados do tratamento. Durante a reabilitação, o paciente precisa aprender novas habilidades para realizar os exercícios e compreender as instruções e comprometimentos na memória, por exemplo, podem afetar o sucesso da reabilitação. Diversos trabalhos mostram que a reabilitação após AVC pode apresentar melhor resultado quando melhoram os aspectos cognitivos e emocionais, fato que ocorre na reabilitação associada com a musicoterapia por exemplo. Nesse contexto, uma avaliação neurológica pode ser de grande importância para determinar o melhor conjunto de medidas a ser realizada nesses pacientes.

Segundo a National Stroke Association, cerca de ⅔ dos casos de AVC apresentam sequela motora. A perda de força em um lado do corpo pode ser acompanhada por um “enrijecimento” da musculatura ou do membro denominado espasticidade. A espasticidade está presente em até 40% dos indivíduos após 12 meses do evento. Quando espástico, o membro apresenta uma tendência a “ficar mais curto” ou em postura fechada ou ainda “endurecido”. Se a espasticidade não é tratada, pode ser uma fonte comum de dor, deslocamento das articulações e dificultar muito a fisioterapia. Nesse caso, a sequela do AVC é tratada pelo neurologista ou fisiatra com a aplicação de toxina botulínica (botox). Escrevemos um artigo anteriormente sobre a importância da aplicação de Botox após AVC.

Papel do Fisioterapeuta na Reabilitação Neurológica após AVC

Fisioterapeutas especializados no tratamento de distúrbios motores e sensoriais compreendem profundamente todos os aspectos da anatomia e fisiologia relacionados ao movimento. Eles avaliam a força do sobrevivente do AVC, resistência, amplitude de movimento, anormalidades da marcha e déficits sensoriais para projetar programas de reabilitação individualizados que visam recuperar o controle sobre as funções motoras.

Os fisioterapeutas ajudam os sobreviventes a recuperar o uso de membros, ensinam estratégias compensatórias para reduzir o efeito dos déficits remanescentes e estabelecem programas de exercícios contínuos para ajudar as pessoas a manter suas habilidades recém-aprendidas.

Em geral, a fisioterapia enfatiza a prática de movimentos isolados e ensaiando movimentos complexos que necessitam de coordenação e equilíbrio, como subir ou descer escadas ou mover-se com segurança entre obstáculos.

Pessoas muito fracas para suportar seu próprio peso ainda podem praticar movimentos durante a hidroterapia (em que a água fornece estímulo sensorial, bem como suporte de peso) ou enquanto sendo parcialmente apoiada. Uma tendência recente na fisioterapia enfatiza a eficácia de se engajar em atividades direcionadas a objetivos, como jogos, para promover a coordenação.

Além disso, a fisioterapia tem um papel muito importante para evitar o “encurtamento” e a atrofia da musculatura após AVC. Nos casos de sequela motora com espasticidade, a fisioterapia pode ser realizada mais facilmente após a aplicação de botox. O músculo que recebe a toxina botulínica pode ser alongado com mais facilidade, evitando deslocamentos articulares e permitindo melhor movimentação para a reabilitação.

Importância do Trabalho Multidisciplinar entre Neurologistas e Fisioterapeutas

O Acidente vascular cerebral continua sendo uma condição complexa e desafiadora, mas o apoio em todo o percurso do tratamento por profissionais dedicados e dispostos a trabalhar em conjunto pode ajudar os sobreviventes a se tornar tão independentes quanto possível e alcançar um melhor nível de qualidade de vida.

Mesmo que a reabilitação não “cure” os efeitos do acidente vascular cerebral, na medida em que não é possível reverter os danos cerebrais, a reabilitação pode ajudar as pessoas a alcançarem o melhor resultado possível.

Dr Diego de Castro se dedica integralmente ao universo do diagnóstico e assistência. À frente do Serviço de Especialidades Neurológicas, acredita que é possível oferecer um serviço de qualidade em diagnóstico e tratamento das doenças neurológicas.

Também se dedica à reabilitação de pacientes com AVC, por meio de uma avaliação neurológica elaborada dos sintomas motores e cognitivos do paciente e da aplicação de toxina botulínica (Botox) em Vitória, abordagem que favorece a realização de fisioterapia, para reduzir os sintomas da espasticidade. Dr Diego de Castro também realiza a aplicação de Botox em São Paulo para pacientes com AVC e outras condições.

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Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia

No Espírito Santo, também oferecemos um atendimento especializado às pessoas que sofreram AVC, no Serviço de Especialidades Neurológicas, em Vitória, na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

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