Conheça os Benefícios da Musicoterapia para as Doenças Neurológicas

Conheça os Benefícios da Musicoterapia para as Doenças Neurológicas

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São inúmeros os benefícios da musicoterapia para as doenças neurológicas. A música possui uma capacidade única de acessar sistemas afetivos, motivacionais e de memória no cérebro. Devido sua estrutura em ritmo, compasso e melodia, que funde um sistema organizado a um componente emocional e intuitivo, ela é capaz de aprimorar os processos de percepção, de cognição, linguagem, aprendizagem motora e melhoria da motivação para atividades de reabilitação.

Continue a leitura e saiba mais sobre como a música vem sendo utilizada no tratamento de diversas condições neurológicas.

Benefícios da Musicoterapia para a Neurologia

A música é uma linguagem universal, artística, que está presente em toda a história da humanidade. Também tem sido utilizada desde tempos antigos para meditação, relaxamento, prazer, expressão de alegria, tristeza e até mesmo para encorajar os passos de soldados rumo à guerra. A música desempenha ainda um importante papel na socialização e coletividade da espécie humana e ainda se desdobra em outras atividades artísticas criativas como a dança.

Na medicina, a música pode ser usada como uma modalidade complementar para acessar funções cerebrais indisponíveis por meio de estímulos não musicais. A musicoterapia é a ciência que se dedica a reabilitação de doenças neurológicas e psiquiátricas por meio de estímulos musicais. Processos cerebrais ativados pela influência da música podem ser generalizados e transferidos para funções não musicais.

Portanto, na prática clínica, exercícios terapêuticos musicais podem ser realizados para dar início, sinalizar e coordenar movimentos, regular as funções fisiológicas e comportamentais, melhorar a linguagem, o humor e a motivação.

A musicoterapia é uma forma de estimulação utilizada no tratamento de acidentes vasculares cerebrais, lesões cerebrais, demência, Doença de Parkinson e outros déficits motores e cognitivos. Estudos de resultados clínicos fornecem evidências da superioridade significativa da reabilitação com música sobre sua realização sem música.

Benefícios da Musicoterapia para a Neurologia – Estimulação Cerebral

A música pode estimular muitas áreas cerebrais simultaneamente. Do ponto de vista de localização cerebral, a música estimula inicialmente duas grandes regiões básicas: A primeira se relaciona as áreas auditivas primárias e da linguagem (mesmas áreas ativadas quando escutamos uma conversa e compreendemos seu conteúdo). Uma segunda região relacionada denominada insula, amigdala, hipotálamo, hipocampo e cortex prefrontal dão o aspecto das sensações e emoções que a música desencadeia. Essas regiões também são fortemente associadas às nossas memórias afetivas e a nossa motivação e são capazes de ativar outras regiões cerebrais afetando diretamente nossos sentidos. Como resultado, a música pode ter um impacto direto no funcionamento físico, emocional e cognitivo do indivíduo.

A musicoterapia neurológica mostrou ser um tratamento efetivo para indivíduos com distúrbios neurológicos, pois aumenta a neuroplasticidade no cérebro: a capacidade natural do cérebro para mudar e criar novos caminhos neurais, a fim de se adaptar às mudanças. Melhorar a neuroplasticidade através da música pode ajudar os pacientes que sofrem de déficits de linguagem, cognitivos e motores.

Benefícios da Musicoterapia para a Neurologia – Estímulo da Linguagem

A musicoterapia pode ser usada para o tratamento de distúrbios da voz, fala e linguagem. O canto e a fala estão interligados, compartilhando papéis e fundamentos semelhantes em nossos cérebros. Quando falamos, usamos naturalmente elementos musicais como ritmo, tempo e tom. No entanto, algumas condições neurológicas podem afetar diretamente a região relacionada ao ‘ato de falar’, mas podem poupar o ato de cantar. Uma observação muito frequente disso são os pacientes vítimas de disfemia (“gagueira”) em que o canto pode permanecer inalterado, mesmo com a grande dificuldade em falar em público.

Em um outro exemplo, um indivíduo pode ser diagnosticado com Afasia (dano às estruturas cerebrais que controlam a linguagem). A afasia é uma complicação comum de casos graves de AVC e também pode ocorrer sob a forma de uma doença degenerativa como na Afasia Progressiva Primária. As técnicas de musicoterapia neurológica auxiliam o reaprendizado de “como falar” através do efeito da música.

Além do AVC, o tratamento com Musicoterapia pode ser uma ferramenta eficaz para incentivar a comunicação em indivíduos com vários diagnósticos, incluindo Doença de Parkinson, Traumatismos Cerebrais e outras doenças degenerativas.

Benefícios da Musicoterapia para a Neurologia – Aumento na Produção de Dopamina

A dopamina, conhecida como uma “molécula de motivação”, é um neurotransmissor relacionado ao prazer que é liberado no cérebro quando nossos sentidos são estimulados.

Ouvir música, dançar e comer boa comida são exemplos de experiências positivas que estimulam nossos sentidos e desencadeiam a liberação de dopamina como recompensa e reforço para respostas apropriadas a certos estímulos.

Pesquisas mostraram que níveis baixos de dopamina estão associados a falta de habilidades como atenção, memória e autocontrole. Na verdade, os níveis de dopamina são deficientes em indivíduos que sofrem de doença de Parkinson e TDAH. No caso específico dos pacientes com Doença de Parkinson há diversos trabalhos que avaliaram o impacto da música e dança sobre esses pacientes. Além de mais motivados, os pacientes que realizaram prática de dançar tango (pesquisa conduzida na Argentina) apresentaram melhora significativa do andar e do equilíbrio.

A musicoterapia tem efeito benéfico para esses indivíduos, aumentando a produção de dopamina e ajudando a melhorar o humor, o aprendizado e o foco, promovendo o bem-estar geral.

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A Musicoterapia para a Neurologia – Aplicação

A música explora nossas emoções e cria uma atmosfera não-invasiva e não ameaçadora, na qual os indivíduos têm a oportunidade de serem criativos, terem controle sobre o ambiente, socializar e expressar suas emoções. Exemplos de intervenções de musicoterapia podem ser:

  • composição de músicas com um paciente que sofre de ansiedade, para ajudá-lo a se tornar mais consciente de seus sentimentos e ter uma melhor compreensão de seus medos e emoções.
  • intervenção de relaxamento assistido pela música, para reduzir a tensão e a ansiedade e melhorar a auto-regulação.
  • improvisação de fazer música com vários instrumentos para estimular a criatividade, a exploração, a expressão não-verbal e as oportunidades de controlar seu ambiente.

Musicoterapia é uma abordagem terapêutica, motivadora e divertida, cada vez mais reconhecida por sua capacidade de auxiliar no tratamento de indivíduos com distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Converse com o seu neurologista de confiança sobre como aproveitar os benefícios dessa prática no seu tratamento.


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