Tratamento da Sialorréia (Salivação Excessiva) com Aplicação de Toxina Botulínica em Glândulas Salivares e Fonoaudiologia

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Tratamento da Sialorréia (Salivação Excessiva) com Aplicação de Toxina Botulínica em Glândulas Salivares e Fonoaudiologia

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A Sialorréia ou salivação excessiva é um sintoma presente em diversas condições neurológicas e tem como tratamento a aplicação de toxina botulínica (Botox) nas glândulas salivares, juntamente com a reabilitação fonoaudiológica. Entre as doenças neurológicas que comumente apresentam sialorréia estão a paralisia cerebral infantil, o acidente vascular cerebral (AVC), doenças neuromusculares e Doença de Parkinson.

O tratamento da sialorréia é melhor realizado com uma abordagem de equipe multidisciplinar. As opções terapêuticas também incluem terapias comportamentais e reabilitação fonoaudiológica, terapia farmacológica, injeções de toxina botulínica (botox) nas glândulas salivares ou cirurgia em casos mais graves.

Neste artigo, saiba mais sobre o que é sialorréia e a importância de um trabalho multidisciplinar entre o médico neurologista e o profissional de fonoaudiologia para um eficaz plano de tratamento.

O que é Sialorréia?

Popularmente, a sialorréia é conhecida como “babar muito, babação” ou “salivação excessiva” e é uma condição que tem um impacto social na vida dos pacientes com doenças neurológicas. A maioria se sente constrangido ou envergonhado pela salivação. Esses pacientes costumam usar lenços constantemente na tentativa de secar a boca e toda vez que tentam iniciar uma conversa não conseguem “segurar” a saliva. Tentanto fugir do embaraço social, esses pacientes podem se isolar e não frequentar lugares coletivos em que precisem comer ou falar. A sialorréia pode ainda atrapalhar a fala e dicção, dificultando a compreensão das palavras durante uma conversa.

A sialorréia ou salivação excessiva pode causar constante “microaspiração”, situação em que a saliva, ao invés de ser engolida, acaba descendo pela laringe e traqueia, alcançando o sistema respiratório. Além de engasgos com tosse constante, esses pacientes têm um risco muito aumentado de pneumonia. Essa é a causa mais comum de pneumonias repetidas em crianças com paralisia cerebral e adultos com doenças neurológicas.

O que Causa a Sialorréia (Salivação Excessiva)?

Existem dois mecanismos básicos que causam a sialorréia nos pacientes com doenças neurológicas:

  1. Aumento da produção de saliva: Em algumas condições a saliva é produzida e liberada pelas glândulas salivares em quantidade aumentada (o que pode ocorrer em crianças com paralisia cerebral, síndrome de down, Doença de Parkinson e devido a uso de medicamentos).
  2. Diminuição da depuração da saliva: Em algumas situações existe diminuição da depuração da saliva, geralmente relacionada a dificuldade de engolir, por fraqueza da musculatura do palato e da faringe ou por incoordenação dessas estruturas. A dificuldade de engolir compõe o grande responsável pela sialorréia nas doenças neurológicas.

Tratamento da Sialorréia

A sialorreia é conhecida por ser difícil de tratar. Tratamentos conservadores incluem mudanças na dieta ou hábitos, exercícios motor-orais, dispositivos intra-orais, como dispositivos de treinamento palatino, e tratamentos médicos, como medicação ou injeções de toxina botulínica.

Os medicamentos para a sialorréia atuam diminuindo a ação do neurotransmissor acetilcolina (medicamentos anticolinérgicos), diminuindo a produção e secreção de saliva. Muitos pacientes têm pouca tolerância a esses medicamentos, devido a seus efeitos colaterais, incluindo retenção de urina e dor de cabeça.

Tratamentos mais invasivos incluem cirurgia ou radiação, que parecem oferecer resultados mais permanentes, mas são invasivos e com efeitos colaterais. Atualmente, a radiação é raramente aplicada e é reservada para pacientes idosos ou com doenças em fase muito avançada que não são candidatos a cirurgia e não podem tolerar terapias médicas.

Segundo algumas pesquisas, o tratamento que vem apresentando melhores resultados é a aplicação de toxina botulínica nas glândulas salivares associada a reabilitação com fonoaudiologia.

Aplicação da Toxina Botulínica para Tratamento da Sialorréia

A administração de Botox ® (toxina botulínica) nas glândulas salivares de pacientes com doenças neurológicas é uma excelente forma de tratamento da sialorréia e tem o objetivo de diminuir a produção de saliva. A aplicação de botox é igualmente eficaz para a sialorréia causada por falhas no controle muscular quanto para as doenças em que há aumento da produção de saliva.

Abordamos em artigos anteriores as propriedades farmacológicas, o mecanismo de ação e a indicação do botox no tratamento das doenças neurológicas (acesse: https://drdiegodecastro.com/toxina-botulinica/).

No caso específico da sialorréia, o botox é aplicado nas glândula parótidas e submandibulares. Essas duas glândulas estão presentes no lado direito e esquerdo. A glândula parótida está situada sobre a mandíbula próximo à orelha e a glândula submandibular situa-se na mandíbula próxima ao queixo. Esses 2 pares de glândulas juntas são responsáveis por cerca de 80% da produção de saliva humana.

O botox é aplicado sobre cada uma das glândulas através de palpação e referências anatômicas ou guiado por ultrassom. Neste vídeo, veja o posicionamento das glândulas e os locais onde a toxina botulínica é aplicada:

A toxina botulínica gera uma melhora de cerca de 80% da salivação excessiva. Um pouco de saliva ainda é produzida pela glândula salivar sublingual, uma vez que essa pelo seu pequeno tamanho, não recebe aplicação.

É importante que você saiba que o efeito do botox sobre as glândulas salivares não é definitivo. Ele é temporário e geralmente dura até três ou quatro meses. Após esse período é necessário reaplicar a medicação.

Reabilitação Fonoaudiológica para Tratamento da Sialorréia

O fluxo de saliva da cavidade oral para o esôfago depende de vários fatores, como habilidades cognitivas e mentais, deglutição intacta, sensibilidade oral, fechamento labial e capacidade de manter a cabeça ereta. No tratamento da sialorréia, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais oferecem educação aos pacientes no sentido de melhorar estas capacidades.

Modalidades utilizadas pela Fonoaudiologia incluem técnicas de posicionamento, terapias orais-motoras, melhorar as habilidades de comer e beber, fonoterapia, biofeedback e reforço positivo e negativo. Estas opções terapêuticas melhoram a consciência bucal e o controle motor.

Os métodos de reforço, que são comportamentos sugeridos, como estimular os pacientes a engolir e enxugar o rosto e desestimular a boca aberta, podem ser usados ​​como adjuvantes da terapia fonoaudiológica.

Um exame neurológico minucioso é importante no planejamento da terapia, investigando o nível de alerta, capacidade de deglutição, habilidades motoras, e disfunção sensorial do paciente. O estado nutricional e de hidratação, a postura da cabeça e o estado emocional do paciente também são avaliados, fornecendo informações para o fonoaudiólogo sobre as condições do paciente, seu prognóstico e técnicas que necessitam de foco durante o tratamento.

Importância do Trabalho Multidisciplinar entre Fonoaudiólogo e Neurologista

Geralmente, nenhuma abordagem única é adequadamente eficaz e nenhum profissional que se dedica a doenças neurológicas consegue produzir algum resultado sozinho. O trabalho multidisciplinar e o cuidado conjunto são fundamentais para as doenças neurológicas. No caso específico da sialorréia e nos casos de distúrbios de fala e deglutição o acompanhamento conjunto de neurologistas e fisioterapeutas é indispensável na reabilitação.

No caso específico da sialorréia, abordagens comportamentais e terapia fonoaudiológica sozinhas raramente são curativas, enquanto medicações sistêmicas e abordagens cirúrgicas isoladamente podem ter efeitos adversos graves e de longo prazo.

Neste sentido, a toxina botulínica amplia os horizontes e traz a possibilidade de maiores benefícios com menores riscos ao paciente, facilitando a realização da terapia fonoaudiológica.

Abordamos em artigo anterior a importância de outra parceria fundamental na reabilitação de doenças neurológicas: Fisioterapeutas e Neurologistas e em outro artigo a importância de outra forma de reabilitação pouco conhecida, mas muito interessante e eficaz denominada musicoterapia.

Dr Diego de Castro é Neurologista e se dedica a reabilitação de pacientes com doenças neurológicas. Durante a especialização em Neurologia na Universidade de São Paulo, decidiu prosseguir em aprimoramento no diagnóstico de doenças raras de origem neurogenética e na reabilitação neurológica por meio de neuromodulação (Estimulação Cerebral Profunda) e aplicação de Toxina Botulínica.

No Serviço de Especialidades Neurológicas, com unidades em Vitória – ES e São Paulo, oferece um serviço de qualidade de assistência para melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem com um sintoma tão debilitante como a sialorréia.

Para saber mais sobre a nossa abordagem ao tratamento da sialorréia, veja abaixo nossas informações de contato para agendamento de consultas:

Aplicação de botox para salivação excessiva Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista

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Botox em Vitória – Dr Diego de Castro Neurologista

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