Dieta e Alimentação na Doença de Alzheimer

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Dieta e Alimentação na Doença de Alzheimer

By | 2019-10-19T12:50:49+00:00 segunda-feira 14 de janeiro 2019|Declínio Cognitivo, Demência, Doença de Alzheimer, Doenças Neurodegenerativas|
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Muitos estudos demonstram o benefício de uma adequada dieta e alimentação na Doença de Alzheimer. É muito conhecido o papel protetor da “dieta do mediterrâneo” para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer o que inclui cuidados básicos como consumo diário de vegetais, de alimentos ricos em ômega 3, antioxidantes e redução da ingestão de sal e frituras.

No entanto, apesar de ter um efeito protetor, a dieta não é capaz de interromper a progressão da Doença de Alzheimer. Quando a Doença de Alzheimer já está estabelecida a dieta e a alimentação têm os seguintes objetivos:

  • Manter a nutrição adequada (principalmente calorias, proteínas e vitaminas);
  • Manter o controle de condições que pioram a perda cerebral como diabetes, hipertensão ou colesterol alto.

Para todos os pacientes ter uma dieta bem balanceada e nutritiva é extremamente benéfico. Com a dieta adequada, a pessoa com Alzheimer terá mais energia e seus medicamentos funcionam de forma mais efetiva.

Neste artigo, saiba mais sobre os fundamentos da boa nutrição para a pessoa com Doença de Alzheimer. Acompanhe.

Alimentação na Doença de Alzheimer

A mudança da alimentação pode ocorrer espontaneamente nos pacientes com Doença de Alzheimer e outras demências. Fique atento, já no estágio inicial da doença de Alzheimer, alguns pacientes podem apresentar alguma tendência a consumir doces exageradamente. Principalmente nos pacientes em que a Doença de Alzheimer se apresenta com alteração de comportamento, os pacientes podem preferir se alimentar de chocolates, balas e outros alimentos adocicados. O consumo de doces pode oferecer uma grande quantidade de calorias, porém sem os outros nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo. O consumo de alimentos com grande quantidade de açúcar pode ainda piorar o apetite geral.

Alguns pacientes, no entanto, podem tornar-se mais apáticos e perder a motivação para comer. Nesse grupo de pacientes, a perda da vontade de alimentar-se está associada a outros sintomas de desmotivação. Fique atento para tentar estimular o paciente a alimentar-se.

Muitas vezes o paciente refere perda da vontade de se alimentar com “comida do tipo arroz com feijão”. Esses pacientes, às vezes, têm preferência para tomar “chá ou leite com biscoitos” a tarde. Eles tendem a não se alimentar adequadamente no almoço e também não querem jantar. Cuidado! Esse tipo de dieta baseado em leite ou chá com biscoitos é pouco nutritiva e é uma causa de piora da saúde geral dos pacientes com Doença de Alzheimer. Evite ceder a esse apelo. Uma sugestão: Para os dias frios você pode oferecer uma sopa com combinação de batata, lentilha e frango desfiado ou caldo de carne e em dias quentes ofereça uma porção de iogurte com aveia, frutas e mel. Mais importante do que a quantidade é a qualidade do que o paciente está comendo.

À medida que a doença progride, rotinas familiares e escolhas alimentares podem precisar ser adaptadas para atender às necessidades da pessoa. Veja a seguir algumas orientações gerais de alimentação para Doença de Alzheimer:

  • Ofereça alimentos de todas as categorias.
  • Se o paciente não gostar de consumir saladas, ofereça as folhas combinadas com outros alimentos: por exemplo suco de laranja com couve pela manhã ou caldo verde a noite.
  • Modifique alimentos simples caso o paciente reclame: Substitua o arroz branco puro para arroz com lentilha e frango. Ofereça caldo de feijão aos pacientes que não gostam do feijão inteiro.
  • Evitar frituras que possuam alto teor de gordura saturada e colesterol.
  • Limitar a ingestão de açúcar.
  • Moderar o uso de sal.
  • Manter-se sempre hidratado! Beber oito 8 copos de água por dia (caso não tenha problemas renais ou cardíacos).
  • Comer diariamente alimentos ricos em antioxidantes como amêndoas e azeite.

Você está lendo: Alimentação na doença de Alzheimer e em outras condições de perda cognitiva.

A doença de Alzheimer também causa alguns problemas que podem ser melhor gerenciados por meio de uma alimentação direcionada. Veja abaixo algumas dicas que podem ajudar nessas condições:

Prevenção da Constipação (“Intestino preso”) na Doença de Alzheimer

A constipação (intestino preso) é comum na Doença de Alzheimer e é causa da piora do apetite, agitação e irritabilidade. Esses pacientes frequentemente estão desidratados, o que piora a confusão mental.

  • Comer alimentos ricos em fibras. A maior parte da fibra vinda de frutas é encontrada na casca. No caso da laranja o “bagaço” contém fibras que ajudam muito o intestino.
  • A manga é uma fruta rica em açúcares e fibras e pode ajudar a substituir o consumo de doces industrializados de maneira saudável.
  • Frutas com sementes que você pode comer, como morangos, têm mais fibras.
  • Adicione farelo de cereais e aveia – uma excelente fonte de fibras – a outros alimentos, como sopa e iogurte natural.
  • Beber oito 8 copos de água e outros fluidos por dia.
  • Comer ameixas.

Além da dieta, movimentar-se também é uma medida importante para o bom funcionamento intestinal. Evite usar quaisquer laxantes por mais de duas semanas sem falar com o médico.

Gerenciando a Sede e a Boca Seca

Sede e boca seca podem ser comuns na Doença de Alzheimer. Alguns medicamentos usados no tratamento do Alzheimer podem acarretar a sensação de “boca seca”. Por vezes esses pacientes também estão desidratados, indicando a necessidade de aumentar a ingesta de água.

  • Beber 8 ou mais copos de líquido por dia, 10 ou mais, se estiver com febre.
  • Umedecer pães, torradas ou biscoitos no leite, chocolate quente ou café para amaciá-los.
  • Tomar um gole de líquido após cada bocada de comida para umedecer sua boca e ajudá-lo a engolir.
  • Adicionar molhos aos alimentos para torná-los mais macios e úmidos.
  • Fazer gelo de frutas pode ajudar a aumentar a saliva e umedecer sua boca.
  • Não usar enxaguante bucal que contenha álcool, pois pode secar a boca. Pergunte ao seu dentista sobre produtos alternativos para bochechos.

Alimentação na Doença de Alzheimer – Manutenção do Peso

A desnutrição e a manutenção do peso são muitas vezes um problema para as pessoas com doença de Alzheimer. Tente estas etapas para se certificar de que seu ente querido está recebendo uma nutrição adequada:

  • Ofereça pequenas refeições com mais frequência. Comer de cinco a seis vezes por dia pode ser mais facilmente tolerado do que comer a mesma quantidade de comida em três refeições.
  • Converse com o médico sobre a possibilidade de incluir um suplemento vitamínico / mineral diário.
  • Suplementos de dieta podem ser úteis, em casos mais extremos, em que o paciente apresenta engasgos e dificuldade de engolir.

Os cuidadores devem monitorar o peso e os hábitos alimentares da pessoa para garantir que ela não esteja comendo muito pouco ou em excesso. Outros fatores para se prestar atenção incluem alterações no apetite, o nível de atividade física da pessoa e problemas com a mastigação ou deglutição.

Alimentação na Doença de Alzheimer

Contornando outras Dificuldades da Alimentação na Doença de Alzheimer

Quando a pessoa com doença de Alzheimer vive com você, é interessante comprar alimentos saudáveis, como legumes, frutas e grãos integrais. Compre alimentos que sejam fáceis de preparar, como saladas e porções de comida simples.

Se uma pessoa com doença de Alzheimer em estágio inicial não vive com você, você pode comprar alimentos que não precisam ser cozidos. Isso evita que o paciente queira ir ao fogão prevenindo acidentes. Lembre-se que a pessoa pode esquecer de comer ou esquecer de ligar ou desligar o fogão.

Outras dificuldades, como não sentar o tempo suficiente para as refeições e se recusar a comer, podem surgir nos estágios intermediários e tardios da doença. Essas mudanças podem levar à má nutrição, desidratação, pressão arterial anormalmente baixa e outros problemas. Converse com o médico sobre mudanças nos hábitos alimentares.

Em outros artigos, abordamos também os benefícios da prática de atividades físicas em outras condições neurológicas. Para saber mais, acesse:

Dr Diego de Castro tem como objetivo ajudar seus pacientes que apresentam uma condição neurodegenerativa a melhorar sua função, minimizar sua necessidade de medicamentos e alcançar uma melhor qualidade de vida.

Entendemos que a sintomatologia de cada paciente é única. Por isso, abordamos planos de tratamento individualizados, porém abrangentes de gerenciamento dos sintomas que afetam todos os aspectos da vida de uma pessoa com a doença de Alzheimer.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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