Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson – Depressão, Sono e outros sintomas

///Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson – Depressão, Sono e outros sintomas

Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson – Depressão, Sono e outros sintomas

By | 2020-05-15T17:01:58+00:00 quarta-feira 5 de junho 2019|Doença de Parkinson|
Compartilhe

Depressão e Distúrbios do Sono são Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson extremamente comuns. Tanto a depressão quanto problemas com o sono podem atingir 50 até 80% dos pacientes com Parkinson. Esses sintomas por muito tempo foram negligenciados, mas limitam muito a qualidade de vida dos pacientes.

Embora a doença de Parkinson (DP) cause uma importante limitação motora, ela também está associada a um número expressivo de outros sintomas.

Além da depressão e distúrbios do sono, segundo pesquisa do European Journal of Neurology, os “Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson” compreendem a um conjunto de outras manifestações diversas e complexas que inclui:

  • Apatia
  • Ansiedade
  • Dificuldade de planejamento
  • Problemas gastrointestinais
  • Problemas urinários e sexuais entre outros.

Nste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista pela USP fornece uma visão geral dos sintomas não motores na DP, assim como sua abordagem clínica e terapêutica.

O que são os Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson?

Segundo a Mayo Clinic, os Sintomas Não Motores da Doença de Parkinson são um grupo de sintomas que não estão relacionados com a dificuldade de movimentação, mas atingem outras esferas do funcionamento normal do organismo.

Os sintomas não motores se tornam cada vez mais frequentes com o avanço da doença de Parkinson. Cerca de 50% dos pacientes com Parkinson há mais de 10 anos referem que depressão, dificuldade de dormir e constipação podem atrapalhar a qualidade de vida tanto quanto o tremor.

Além disso,  a depressão, o mau funcionamento intestinal e problemas para dormir podem começar até 10-20 anos antes da dificuldade de motricidade.

Causa dos Sintomas não motores no Parkinson

A causa dos sintomas não motores da doença de Parkinson é o depósito anormal de uma proteína denominada alfasinucleína em diversos órgãos e estruturas

Essa proteína anormal pode ser encontrada no intestino, nervo olfatório, pele, nervos cardíacos e outras estruturas neurológicas relacionadas ao humor, sono e comportamento.

Assim, os sintomas não motores são o resultado da lesão causada pelo depósito de alfa sinucleína em diversas regiões do organismo.

Tipos

A seguir vamos falar um pouco sobre as principais categorias de sintomas não motores relatados pelos pacientes com a doença de Parkinson:

Ansiedade e Depressão na Doença de Parkinon

Depressão e ansiedade podem estar presentes em mais de 50% dos pacientes com Doença de Parkinson. Por muito tempo acreditava-se que a depressão na Doença de Parkinson era resultado de uma “reação normal” à doença.

Hoje entendemos que pacientes com DP apresentam depressão por uma alteração das vias cerebrais relacionadas a motivação, as quais são vias dependentes de dopamina.

Tanto a depressão quanto a ansiedade podem flutuar ao longo do dia. Principalmente, pioram muito quando o paciente não toma os remédios para Parkinson de maneira adequada.

A falta da dopamina (resultado da falta do medicamento) é um fator importante para as alterações e mudanças de humor.

Esteja atento que um subgrupo de pacientes podem apresentar outras alterações do comportamento e do humor do tipo compulsões (compulsão sexual, compulsão por jogos de azar, compulsão por compras).

Comunique imediatamente seu médico caso você note depressão ou qualquer alteração comportamental no seu familiar.

Depressão no Parkinson

Alterações Cognitivas e Dificuldade de Raciocínio

A maioria dos pacientes com Doença de Parkinson pode apresentar algum grau de dificuldade de planejamento das atividades e de entendimento do espaço onde está inserido (disfunção visuoespacial).

Essas alterações podem ser leves e imperceptíveis. Um subgrupo de pacientes podem evoluir para um importante prejuízo de raciocínio e memória.

Após cerca de 15 a 20 anos de doença, os pacientes podem apresentar uma situação denominada “Demência pela Doença de Parkinson“. Esses indivíduos apresentam depósito de alfasinucleina no cortex cerebral frontal.

Tal quadro pode ser piorado também por determinados medicamentos. Esteja atento as dificuldades de raciocínio do seu familiar e comunique seu médico para uma avaliação e orientação adequada

Alucinações na Doença de Parkinson

As alucinações visuais podem ocorrer em pacientes com DP, principalmente no final do dia e início da noite.

As alucinações geralmente tem conteúdo de animais (cobras, aranhas, ratos ou morcegos). Elas são resultado do depósito de alfasinuleina no cortex occipital.

As alucinações também podem ocorrer isoladamente ou de maneira persistente, e pode ser induzida por excesso ou por determinadas medicações.

Entre os cuidados básicos para prevenir alucinações estão:

  • Mantenha o ambiente doméstico bastante iluminado durante o dia
  • Estabeleça os horários certos para os medicamentos
  • Estabeleça uma rotina com hora para acordar e hora para dormir
  • Evite cochilos após o almoço
  • Evite assistir TV ou qualquer conteúdo violento

Lembre-se de comunicar ao seu médico a ocorrência das alucinações. As alucinações persistentes podem indicar maior risco de desenvolvimento da Demência da Doença de Parkinson.

“Queda de Pressão” – Hipotensão ortostática

A hipotensão ortostática é uma queda repentina da pressão arterial (“queda de pressão”) que ocorre quando uma pessoa se levanta de uma posição sentada ou deitada.

A hipotensão provoca tonturas e, em casos extremos, perda de equilíbrio e desmaios (“apagão). Os pacientes podem relatar a hipotensão como:

  1. Sensação de mal estar ou fraqueza
  2. Vista embaçada ou escura
  3. Sensação de “vertigem ou labirintite”

A queda de pressão na Doença de Parkinson é resultado da degeneração de estruturas cerebrais situadas na região do bulbo cerebral.  A hipotensão aumenta muito o risco de quedas.

Para evitar a hipotensão lembre-se de levantar sempre com calma e manter-se bem hidratado.

A hipotensão pode ser mais comum em homens com Parkinson, principalmente os que estão fazendo tratamento com medicações para hiperplasia prostática benigna.

problemas-de-sono-parkinson

“Intestino preso” (Constipação) e problemas urinários

A constipação intestinal (“intestino preso”) também está presente em quase 80% dos pacientes com DP.

Além disso, a lentidão do funcionamento intestinal pode preceder a Doença de Parkinson em 20 anos.

vez que o intestino é lento há dificulta a absorção dos medicamentos, azia, perda de apetite e sensação de mal estar gástrico.

Deixamos um artigo que aborda melhor a dieta e a constipação (https://drdiegodecastro.com/alimentacao-no-tratamento-da-doenca-de-parkinson/).

Os problemas urinários também são frequentes e incluem idas constantes no banheiro durante a noite e outras dificuldades de micção.

Dificuldade de dormir – Distúrbios do sono no Parkinson

A dificuldade de dormir e os problemas de sono ocorrem em 80% dos pacientes com Parkinson e estão entre o grupo de sintomas mais limitantes da vida de quem tem DP.

A dificuldade de dormir inclui:

  • Insônia
  • Pesadelos
  • “Sonhos vivos”
  • Sono agitado
  • Sonolência excessiva diurna
  • Apneia obstrutiva do sono

Atenção especial deve ser dada aos “sonhos vivos”. Os pacientes com Parkinson podem apresentar sonhos de luta, brigas muito vívidos em que o paciente grita, chuta e dá socos durante a noite.

Frequentemente, os cônjuges dormem em outra cama para não se ferirem. Esse tipo de distúrbio do sono é denominado Distúrbio Comportamental do Sono REM (DCSR).

Os pacientes que apresentam distúrbios comportamental do sono tem maior risco de depressão e outros sintomas não motores. Além de apresentar mais rigidez, quedas e um risco aumentado para desenvolvimento de Demência.

Informe ao seu médico as alterações de sono para uma avaliação e tratamento adequado.

Distúrbios do Sono no Parkinson

 

Outros sintomas não Motores da Doença de Parkinson

  • Problemas de pele, como pele oleosa. Em outros casos, a pele fica muito seca.
  • Dor associada à rigidez muscular e articular;
  • Fadiga e perda de energia;
  • Problemas sexuais.
  • Cãibras musculares e distonia.
  • Problemas de visão;
  • Transpiração excessiva, especialmente nas mãos e pés, mesmo com pouco ou nenhum exercício;
  • Perda de olfato;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Comportamentos impulsivos devido aos efeitos colaterais da medicação.

Tratamento dos Sintomas não Motores da Doença de Parkinson

Como os sintomas não motores afetam diversas funções cotidianas, os pacientes precisam do acompanhamento não só de médicos e cuidadores.

Outros profissionais de saúde ajudam o paciente a lidar com a doença, controlar sintomas, aliviar a dor, reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida como:

  • Psicólogo
  • Fonoaudiólogo
  • Fisioterapeuta
  • Terapeuta ocupacional

O primeiro passo para lidar com as mudanças que acompanham o diagnóstico de Parkinson é aumentar a conscientização. Procure identificar os novos sintomas que possam surgir.

Uma maneira útil de fazer isso é registrando em um diário as mudanças que você percebe em sua saúde física e emocional a cada dia. Dessa forma, você pode discutir essas questões com seu médico e receber tratamento com medicamentos e terapias.

Mesmo com tantos sintomas não motores e motores que podem ser causados pelo Parkinson, lembre-se sempre que você não estará sozinho.

Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista Especialista em Doença de Parkinson

Dr Diego de Castro dos Santos cuida de pessoas com Doença de Parkinson, uma doença especialmente desafiadora, tanto para o paciente quanto para a equipe que o atende.

Sua trajetória conta com a experiência adquirida como neurologista da Universidade de São Paulo e como médico colaborador no ambulatório de Neurogenética e no ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas da USP. Esta oportunidade foi de fundamental importância para reabilitação neurológica na Doença de Parkinson por meio de neuromodulação (Estimulação Cerebral Profunda) e Toxina Botulínica.

Acesse mais nossos artigos sobre a doença de Parkinson:

Endereço: Rua Itapeva, 518 – sala 901
Bela Vista
São Paulo – SP, 01332-904

Telefone: (11) 3262-4745

Dr Diego de Castro – Tratamento da Doença de Parkinson em Vitória ES

Com o propósito de oferecer um atendimento de excelência e confiança, o Dr Diego de Castro realiza uma avaliação neurológica minuciosa, capaz de auxiliar na definição diagnóstica de seus sintomas e atua juntamente à equipe multidisciplinar para fornecer um tratamento eficaz a seus pacientes.

No Espírito Santo em Vitória ES, Dr Diego de Castro também realiza tratamento e atendimento especializado às pessoas com doença de Parkinson, no Serviço de Especialidades Neurológicas, em Vitória, na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

Avenida Américo Buaiz, 501 – Ed. Victória Office Tower Leste, Sala 109 – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911

Telefone: (27) 99707-3433


Compartilhe

Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

Dúvidas e ou Sugestões?

Informações de Contato

Avenida Americo Buaiz, 501 – Victória Office Tower – Torre Leste – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911, próximo ao Shopping Vitória.

Phone: (27) 99707-3433

Web: Dr Diego de Castro

error: Nosso conteúdo está protegido