Exercícios Físicos na Doença de Parkinson – Conheça os Benefícios

Exercícios Físicos na Doença de Parkinson – Conheça os Benefícios

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Os benefícios dos exercícios físicos na Doença de Parkinson são muitos e constituem parte de uma vida saudável, e um componente essencial do tratamento para a postura, o equilíbrio, mobilidade e atividades diárias. O exercício físico na Doença de Parkinson é uma etapa importante da reabilitação motora e, possivelmente, exerce um importante efeito protetor em todo o sistema nervoso desses pacientes.

Continue a leitura para saber mais sobre os benefícios da prática de atividades físicas para a pessoa com Doença de Parkinson.

Exercícios Físicos na Doença de Parkinson

Os exercícios físicos contribuem efetivamente para o tratamento da doença de Parkinson e podem desempenhar um papel preventivo além da manutenção da aptidão física e da saúde mental. Qualquer esporte e atividade física sempre devem ser associados a uma dieta adequada para pacientes com Parkinson (saiba mais sobre alimentação na Doença de Parkinson em: https://drdiegodecastro.com/alimentacao-no-tratamento-da-doenca-de-parkinson/)

Já abordamos em artigos anteriores que a perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra é descrita como um dos principais mecanismos que causam a doença de Parkinson. A perda de dopamina interfere diretamente no controle motor e em outros sintomas como humor, sono, funções autonômicas e cognitivas.

Embora muitos desses sintomas estejam sobre influência farmacológica, a prática regular de exercícios físicos pode apresentar benefícios potenciais. Diversas pesquisas demonstram um efeito dos exercícios sobre a síntese e liberação de neurotransmissores monoaminérgicos, que podem atuar positivamente nos distúrbios motores, bem como influenciar direta ou indiretamente a plasticidade neuronal do encéfalo, melhorando a atividade das vias neuronais mal funcionantes.

Quais são os benefícios dos Exercícios Físicos na Doença de Parkinson?

Os benefícios dos exercícios físicos na Doença de Parkinson são variados e podem trazer uma melhora da postura, da marcha, do equilíbrio, do tremor, da flexibilidade, da força e da coordenação motora. Exercícios como caminhada, treinamento em esteira e ciclismo têm se mostrado benéficos, juntamente com o Tai Chi e a Yoga.

Para pessoas com doença de Parkinson leve a moderada, os exercícios direcionados podem abordar sintomas específicos, por exemplo: o exercício aeróbico melhora a condição do sistema cardiovascular, os exercícios de caminhada auxiliam na marcha, o treinamento de resistência fortalece os músculos.

Exercício também pode melhorar a cognição, depressão e fadiga. Há um forte consenso entre os médicos e fisioterapeutas de que aumentar a mobilidade através do exercício pode melhorar o pensamento, a memória e reduzir o risco de quedas.

Ação da Atividade Física nos Circuitos Cerebrais dos pacientes Parkinsonianos

Segundo diversas pesquisas, a prática de exercício induz a produção dos fatores neurotróficos benéficos, particularmente o GDNF (fator neurotrófico derivado da glia), que reduz a vulnerabilidade dos neurônios da dopamina a danos diversos. No nível molecular, as pessoas que se exercitam também apresentam mais receptores de dopamina. Isso significa um sinal de dopamina mais eficiente.

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Como Escolher os Exercícios Físicos na Doença de Parkinson

Qualquer forma de exercício físico que você faça sem se machucar fornecerá benefícios. É muito importante estar em movimento e não se entregar às limitações da doença. Programas de exercícios equilibram vários aspectos diferentes da aptidão, incluindo força, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e resistência e cada uma dessas áreas fornece um benefício para pessoas com Parkinson. Exemplos de programas de exercícios físicos para pessoas com Parkinson incluem:

  • Treinamento esportivo;
  • Treinamento em esteira;
  • Treinamento de resistência;
  • Exercício aeróbico;
  • Formas alternativas de exercício (yoga ou Tai Chi);
  • Alongamento.

Clique no link e veja esse interessante vídeo publicado na revista JAMA Neurology: O exercício físico pode ser uma estratégia para melhorar a marcha e o caminhar dos pacientes: https://edhub.ama-assn.org/jn-learning/video-player/17400996

É importante considerar que os exercícios devem ser prescritos com base em uma avaliação clínica cuidadosa de capacidade funcional, saúde mental e função cardiorrespiratória. Com esses dados em mãos, o profissional de educação física ou fisioterapia poderá escolher o tipo de treinamento, duração, intensidade e outras variáveis ​​a serem trabalhadas, a fim de promover os benefícios do exercício para os pacientes.

O Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) publicou recomendações para a prescrição de exercícios para parkinsoniano. Essas recomendações são um bom guia sobre quais exercícios prescrever para essa população e como fazê-lo. Uma das principais informações neste guia é que as recomendações de exercícios para a aptidão para a saúde de adultos podem ser aplicadas aos parkinsonianos, com ressalvas à condição e às limitações físicas que a pessoa apresenta.

A maioria dessas recomendações se aplica aos pacientes que estão entre o estágio inicial a moderado. Nos estágios avançados, o paciente geralmente necessita de dispositivos auxiliares para equilíbrio e marcha, o que requer uma adaptação dos exercícios às limitações físicas apresentadas ou já está acamado e com muitas limitações, necessitando de uma abordagem paliativa com ênfase na prevenção de deformidades.

Antes de iniciar qualquer novo exercício, consulte seu neurologista e um educador físico ou fisioterapeuta com experiência na Doença de Parkinson.

Especialista em Doença de Parkinson Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista

Rua Itapeva, 518 – sala 901
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Especialidades Neurologicas – Eletroneuromiografia

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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