Eletroneuromiografia de Face no Diagnóstico e Tratamento da Paralisia Facial

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Eletroneuromiografia de Face no Diagnóstico e Tratamento da Paralisia Facial

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O diagnóstico da paralisia facial é realizado por meio da história e exame clínico neurológico. Sua confirmação se dá pelo exame de eletroneuromiografia de face e por exames de imagem. A Paralisia Facial é uma condição caracterizada pela perda da movimentação e fraqueza dos músculos da face, decorrente do comprometimento do nervo facial ou de lesões diretas às regiões cerebrais que controlam a face. A eletroneuromiografia de face é um exame muito importante no diagnóstico, prognóstico e na determinação da gravidade da paralisia facial. O tratamento da Paralisia Facial depende diretamente do seu diagnóstico e pode envolver medicamentos e medidas de reabilitação.

Neste artigo saiba mais sobre os tipos e causas de paralisia facial e aprenda sobre a importância da eletroneuromiografia de face.

Como ocorre a Paralisia Facial?

A Paralisia facial é uma condição neurológica em que há perda parcial ou completa do movimento de músculos da face. Movimentos faciais juntamente com a habilidade vocal diferenciam o homem de outros animais em sua forma de comunicação, facilitando a expressão de sentimentos e pensamentos. Os movimentos dos músculos faciais, que constituem o que é chamado de expressão ou movimento facial, permitem a comunicação não verbal, visando a externalização das emoções humanas. A limitação desses movimentos é denominada paralisia facial.

No geral a paralisia facial ocasiona dificuldade em sorrir (“boca torta”), comer (líquido pode escorrer pela boca por dificuldade de vedamento labial), assobiar e encher uma bexiga por exemplo.

A paralisia facial é uma condição resultante do acometimento do sétimo nervo – o nervo facial ou do comprometimento direto de regiões cerebrais que controlam a face.

A lesão do nervo facial é a causa mais comum de paralisia facial e acarreta a denominada Paralisia Facial Periférica.

Quando a Paralisia Facial é causada por lesão diretamente nos neurônios que controlam a face ela é denominada Paralisia Facial Central.

Cada lado do rosto tem o seu próprio nervo facial. Assim, o lado do rosto afetado será o mesmo do nervo danificado. Cada nervo facial começa no cérebro e segue pela frente da orelha, mandíbula onde se divide em cinco ramos separados. Esses ramos se espalham de forma semelhante a uma grande raiz de árvore inervando cada músculo de uma das metades da face.

Na Paralisia facial periférica além do acometimento dos músculos em torno da boca, há comprometimento do músculos em torno dos olhos e testa. Há dificuldade em fechar os olhos fortemente. A pálpebra tende a permanecer aberta inclusive na hora de dormir. O achado de fraqueza dessa musculatura é um forte indício usado pelo neurologista na determinação da paralisia facial do tipo periférica.

Lágrimas, produção de saliva e sabor também são controlados pelo nervo facial de diferentes maneiras. Por esse motivo, alguns pacientes com paralisia facial podem referir sensações estranhas como alterações no paladar (disgeusias) e até mesmo percepção alterada nos sons (hiperacusia). A presença de disgeusia e hiperacusia também é um fator comumente associado a paralisia facial do tipo periférica.

O diagnóstico do tipo de paralisia facial é muitas vezes um desafio. Nesses casos, exames de imagem são essenciais, além de exames eletrofisiológicos para pesquisar o grau e a evolução da lesão do nervo. A eletroneuromiografia (EMG) da face é um exame fundamental neste processo, pois pode ser realizada em todos os músculos esqueléticos, evidenciando pequenas assimetrias faciais em todos os segmentos desejados.

O vídeo abaixo, da Facial Palsy UK Community, demonstra em detalhes a fisiologia dos músculos faciais e como acontece a paralisia facial:

Quais são as Causas da Paralisia Facial?

As causas de Paralisia Facial são diversas. No entanto, é importante se atentar a causa mais comum que é a Paralisia Facial Periférica de origem Idiopática. O termo “idiopático” é um termo médico para designar “causa indeterminada”. A maioria das paralisias faciais ocorrem em um contexto de infecções virais em que não conseguimos determinar o vírus em si. Esses casos já são conhecidos há muito tempo na história da medicina e por isso recebem o nome em homenagem a um grande médico como Paralisia Facial de Bell ou simplesmente Paralisia de Bell.

Embora a causa mais comum de paralisia facial seja a paralisia de Bell, existem outras causas, que possuem tratamento e prognóstico diferenciados. Algumas das principais causas da paralisia facial estão listadas abaixo:

  • Infecções virais como a paralisia de Bell e síndrome de Ramsay Hunt;
  • Causas cirúrgicas: por exemplo, durante a remoção do neuroma acústico, tumor do nervo facial ou a glândula parótida;
  • Causas bacterianas, como a doença de Lyme ou após uma infecção do ouvido médio;
  • Condições neurológicas, como neurofibromatose ou síndrome de Guillain-Barré;
  • Lesões traumáticas, como fraturas no cérebro, crânio ou face;
  • Trauma de nascimento: por exemplo, fórceps;
  • Condições congênitas, como um desenvolvimento anormal do nervo facial ou muscular no útero;
  • Síndromes genéticas raras.

Na Paralisia Facial Central, o médico neurologista utiliza o exame físico para diferenciá-la da Paralisia Facial Periférica. Nas causas centrais, geralmente não ocorre paralisia facial total e os músculos da testa e do olho, encontram-se preservados. As causas centrais se manifestam com uma paralisia que atinge preferencialmente os músculos faciais da boca (“boca torta”). A causa mais comum de Paralisia Facial Central é o AVC. Por esse motivo, todos os pacientes que apresentem paralisia facial devem procurar ajuda médica imediata para uma avaliação.

Como é feito o Diagnóstico da Paralisia Facial?

Casos muito leves de Paralisia Facial podem ser difíceis de avaliar pelo exame clínico e o diagnóstico da paralisia facial e classificação em periférica e central pode ser desafiador. A avaliação clínica do comprometimento no nervo facial pode ficar subjetiva, variando conforme a perícia de cada examinador e os diferentes momentos da evolução da doença. Determinar a evolução e quantificar a perda funcional exigem métodos de avaliação que tragam evidências da lesão nervo, o que pode ser conseguido pela eletroneuromiografia e exames de imagem.

Eletroneuromiografia de Face no Diagnóstico da Paralisia Facial

A eletroneuromiografia de Face pode confirmar a existência de uma lesão do nervo facial, caracterizá-la quanto ao tipo (se o comprometimento consiste em axonal, desmielinizante ou bloqueio de condução), quantificar a denervação motora e fornecer informações prognósticas (qual a chance de recuperação: parcial ou completa). O exame de eletroneuromiografia de Face é composto por duas partes:

  • Condução Nervosa ou Neurografia (estimulação), durante a qual um pequeno estímulo elétrico no nervo facial, na frente da orelha, gera uma contração muscular registrada por eletrodos de superfície em diferentes músculos faciais (músculo orbicular do olho, músculo nasal, músculo orbicular da boca). A comparação entre o lado comprometido e o lado saudável ajuda a quantificar a extensão do comprometimento e a acompanhar a evolução.
  • Eletromiografia (ou detecção por agulha), durante a qual uma agulha é inserida no músculos faciais para estudar a atividade muscular no repouso e em contração. Com a avaliação por agulha podemos avaliar o padrão de ativação de cada músculo e a possibilidade de reinervação.

Os achados da eletroneuromiografia de face podem variar de acordo com a fase da paralisia facial em que ela é realizada. É a partir do oitavo dia de quadro clínico que a eletroneuromiografia de face realmente fornecerá informações a respeito da gravidade da lesão do nervo facial, quantificado-a. Em uma base de longo prazo, a ENMG ajuda a prever se a reinervação continuará ou não.

Pela presença de estímulo elétrico e por uso de uma agulha, alguns pacientes ficam receosos do exame e questionam se o exame de eletroneuromiografia dói. O exame é incômodo, mas suportável. Saiba mais em: https://especialidades-neurologicas.webnode.com/

Além do quadro de paralisia facial, a eletroneuromiografia de face pode ser solicitada na suspeita de miastenia gravis. No entanto, pela complexidade dessa condição, a eletroneuromiografia de face é apenas uma parte do diagnóstico, que inclui a realização da eletroneuromiografia de quatro membros e da eletroneuromiografia de fibra única. Acesse nossos artigos para saber mais da importância da eletroneuromiografia nessas condições.

Tratamento da Paralisia Facial

O tratamento da Paralisia Facial envolve múltiplos aspectos. Não se pode ignorar que a sociedade valoriza a estética relacionada à aparência facial. A face é proeminentemente exposta ao ambiente e seus traços marcam a individualidade do ser humano. Neste sentido, o tratamento da paralisia facial deve abranger os diversos aspectos afetados pela condição, incluindo melhorar a deformidade estética e funcional, distúrbios emocionais, sociais e profissionais.

Tendo em vista os efeitos de uma intervenção multidisciplinar na recuperação funcional do paciente com paralisia facial periférica, a participação de profissionais como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, acupunturista e médico neurologista, de forma simultânea e complementar, contribui para o processo de tratamento, especialmente na recuperação de movimentos expressivos, melhora da fala, mastigação e deglutição.

Especificamente na paralisia facial periférica (Paralisia de Bell) o tratamento envolve medicamentos como agentes antivirais e corticoides. A proteção ocular e colírios para prevenir lesões da córnea e conjuntiva, que são muito frequentes nesses casos, também deve receber grande atenção.

Nas paralisias faciais centrais o tratamento depende da causa. Lembre-se que qualquer caso de paralisia facial deve ser avaliado por um médico com urgência.

Por vezes, devido a assimetria faciais, a aplicação de toxina botulínica pode ser utilizada no lado sadio melhorando a estética facial.

Os resultados bem sucedidos da reabilitação podem ser observados na satisfação do paciente com a melhora da autoestima e da qualidade de vida.

Dr Diego de Castro é médico Neurologista pela USP, especialista em Eletroneuromiografia e Doenças Neuromusculares com experiência no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com paralisia facial.

Com o propósito de oferecer um exame de excelência e confiança, o Serviço de Eletroneuromiografia SP – Dr Diego de Castro realiza a eletroneuromiografia de face em São Paulo com qualidade reconhecida pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica. Temos a missão de contribuir para a melhora da qualidade de vida de pessoas. Oferecemos uma avaliação neurológica com uma eletroneuromiografia de qualidade, capaz de auxiliar na definição diagnóstica de seus sintomas.

Veja abaixo nossas informações de contato para agendamento de consultas ou realização do exame de eletroneuromiografia:

Eletroneuromiografia de face – Dr Diego de Castro Neurologista & Neurofisiologista

Rua Itapeva, 518 – sala 901
Bela Vista
São Paulo – SP, 01332-904
Telefone: (11) 3262-4745

No Espírito Santo, também está disponível a eletroneuromiografia em Vitória. Além da eletroneuromiografia de face, todos os tipos de eletroneuromiografia podem ser realizadas no Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia, situado na Enseada do Suá, próximo ao Shopping Vitória.

Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia

Avenida Américo Buaiz, 501 – Victória Office Tower – Torre Leste – Enseada do Suá, Vitória – ES, CEP 29050-911
Telefone: (27) 99707-3433


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