Parkinson em Jovens | Doença de Parkinson Juvenil – Parkinson Precoce

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Parkinson em Jovens | Doença de Parkinson Juvenil – Parkinson Precoce

By | 2020-05-15T15:52:27+00:00 terça-feira 5 de maio 2020|Doença de Parkinson|
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Embora menos frequente, há casos de Parkinson em jovens. Essa forma de Doença de Parkinson se inicia antes dos 40 anos de idade e também é conhecida como Doença de Parkinson Juvenil ou Parkinson Precoce.

Segundo a Michael J Fox Foundation, cerca de 10-20% dos casos de Parkinson do mundo são casos da forma Juvenil.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista pela USP explica as causas, sintomas e repercussões do parkinson em jovens.

Parkinson em Jovens

Os primeiros casos de Parkinson em jovens foram relatados pela Movement Disorders Society em 1987. Na ocasião, foi descrito o termo médico “Doença de Parkinson Juvenil”. Neste grupo de pacientes, os indivíduos apresentavam um quadro de lentidão, rigidez e tremor de início entre 21 e 40 anos de idade.

Os demais sintomas dos primeiros casos dessa forma precoce também eram similares aos dos pacientes mais velhos. No entanto, o Parkinson em jovens apresentava uma resposta ao tratamento ainda melhor que os casos convencionais da doença.

Sintomas do Parkinson em Jovens

De acordo com pesquisa da Parkinsonism & Related Disorders, à semelhança dos indivíduos mais velhos, os sintomas do Parkinson em jovens incluem:

  • Rigidez
  • Lentidão
  • Tremor
  • Sintomas não motores
    • Problemas do sono
    • Constipação Intestinal
    • Perda do Olfato
    • Hipotensão postural (queda de pressão ao ficar em pé)

Segundo a American Parkinson Disease Association, com o maior entendimento da Doença de Parkinson Juvenil ou Parkinson Precoce, observou-se:

  1. Presença de mais movimentos involuntários induzidos pelas medicações (discinesias)
  2. Presença de contrações musculares dolorosas (distonias)
  3. Menor incidência de problemas de memória
  4. Menor incidência de problemas de equilíbrio

Os casos de Parkinson em jovens são muitas vezes um desafio para médicos, pacientes e familiares. A associação de que a doença é exclusiva dos idosos pode dificultar a procura por um neurologista e o correto diagnóstico.

Parkinson em jovens

Causas do Parkinson em Jovens

Pacientes e familiares se perguntam sobre a causa do Parkinson juvenil. Segundo a Johns Hopkins Medicine, a doença é associada a morte de uma região cerebral chamada de substância negra, que produz dopamina. Abordamos esse tópico no artigo “Causas do Parkinson”.

Resumidamente, a maioria dos casos não tem causa estabelecida. No entanto, muitos casos de Parkinson em jovens são geneticamente determinados. À medida que pesquisamos o Parkinson precoce, uma série de mutações genéticas está sendo descrita.

As primeira mutações foram relatadas em um gene chamado parkina. Posteriormente, outros genes foram descobertos e receberam o nome de PARK seguidos por um número (PARK1, PARK2, PARK3 etc).

Atualmente, há mais de 20 mutações descritas da família PARK e em muitos outros genes. Isso mostra que o Parkinson Juvenil é causado por diferentes mutações e, apesar dos sintomas semelhantes, a causa do Parkinson em jovens pode ser diferente entre os pacientes.

Além disso, mesmo após a investigação genética, a causa da doença pode permanecer inconclusiva.

Diagnóstico da Doença de Parkinson Juvenil

Segundo pesquisa do JAMA Neurology, o diagnóstico do Parkinson juvenil pode ser um desafio. Os pacientes que apresentam apenas lentidão e rigidez podem receber diagnóstico equivocados de “problemas emocionais”.

Por esse motivo, a expertise do médico na observação da história clínica e o exame neurológico são fundamentais para o diagnóstico do Parkinson em jovens.

Além disso, podemos utilizar os seguintes exames no diagnóstico da Doença de Parkinson Juvenil:

  • SPECT TRODAT
  • RM 3T com avaliação do nigrossomo
  • Doppler transcraniano da substância negra
  • Teste genético

Note que esses exames são complementares ao exame neurológico e, isoladamente, não são suficientes para o diagnóstico do Parkinson precoce.

Tratamento do Parkinson em Jovens

Ao presente momento, não há cura para o Parkinson juvenil. Mas a doença tem um longo e contínuo tratamento.

Segundo pesquisas recentes, o tratamento do Parkinson em jovens inclui:

  • Cuidados com a saúde geral e mental
    • Dieta
    • Atividade física
    • Atividades artísticas e de lazer
  •  Medicamentos
    • Levodopa
    • Agonistas dopaminérgicos
    • Amantadina
    • Outras medicações
  • Terapias de reabilitação
    • Fisioterapia
    • Terapia Ocupacional
    • Fonoaudiologia
    • Psicoterapia
  • Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS) para casos selecionados

De acordo com trabalhos da University of Miami, a cirurgia de estimulação cerebral profunda é uma terapia muito útil para pacientes com mais de 05 anos de doença que apresentem muitos movimentos involuntários (discinesias) ou em que a duração das medicações seja insuficiente.

Parkinson em jovens Parkinson juvenil

Dr Diego de Castro Neurologista Tratamento Especializado do Parkinson

O tratamento do Parkinson em jovens começa sempre com o profundo entendimento da condição. Após a demora no diagnóstico, alguns pacientes e familiares podem ter uma reação natural de “negação da doença”.  Outros podem se esquivar de tomar as medicações da maneira adequada.

A má adesão ao tratamento piora a qualidade de vida dos pacientes com Parkinson precoce. Portanto, caso o diagnóstico ou tratamento seja de difícil aceitação, é preciso falar a respeito.

Busque ajuda especializada para compartilhar suas dúvidas e necessidades, incluindo grupos de apoio de pacientes, psicólogos e outros profissionais.

Dr Diego de Castro Neurologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP especializado em Parkinson, DBS e Neurogenética. Cuida de pacientes com diferentes tipos de distúrbios do movimento.

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Dr. Diego de Castro dos Santos

Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.

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