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Tratamento da Doença de Parkinson

Dr. Diego de Castro dos Santos05/08/2020
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Embora seja uma doença incurável, o tratamento da Doença de Parkinson melhora os sintomas e a qualidade de vida dos indivíduos.

Além disso, nenhum paciente com Parkinson é igual ao outro. Cada um deles está em um momento da doença e tem necessidades físicas e afetivas diferentes. Por esse motivo, o tratamento da Doença de Parkinson deve seguir um plano individualizado para cada paciente.

Em linhas gerais, segundo o NHS, o tratamento do Parkinson inclui:

  1. Medicamentos
  2. Cuidados com dieta, exercícios
  3. Terapias de reabilitação
  4. Terapias alternativas
  5. Cirurgia em casos selecionados

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista pela USP explica os princípios gerais para tratamento do Parkinson.

Tratamento da Doença de Parkinson

Após o diagnóstico, o tratamento da Doença de Parkinson é iniciado visando melhorar os sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a Mayo Clinic, o tratamento tem como principais objetivos:

  • Reduzir o tremor, a lentidão e a rigidez
  • Melhorar a autoestima e a funcionalidade
  • Melhorar sintomas não motores como sono, depressão e constipação

Muitas pesquisas tem estudado tratamentos para reduzir a progressão da doença. No entanto, nenhum tratamento com medicamentos obteve sucesso nessa questão.

Tratamento do Parkinson

Medicamentos para Tratar o Parkinson

Muitos remédios são utilizados para tratar o Parkinson, principalmente os sintomas de tremor, lentidão e rigidez.

Esses sintomas resultam da perda de dopamina no sistema nervoso. Portanto, a maioria dos medicamentos visa substituir ou aumentar a dopamina nas diferentes regiões do cérebro.

Para tanto, de acordo com pesquisa publicada no JAMA Neurology os principais medicamentos utilizados para tratar o Parkinson incluem:

  • Levodopa
  • Agonistas dopaminérgicos
  • Inibidores da MAO

À medida que a doença progride, outros medicamentos podem ser utilizados. Seguindo as recomendações da Parkinson's Foundation, o plano de tratamento é decidido pelo médico neurologista e varia de acordo com a necessidade de cada paciente.

Levodopa

  • A Levodopa é um medicamento que revolucionou o tratamento da Doença de Parkinson desde 1970. Em sua formulação são utilizados outros compostos para estabilizar a levodopa no sangue (como benserazida ou carbidopa).
  • A levodopa é uma medicação muito importante para todas as fases de tratamento da Doença de Parkinson, sendo muito efetiva no tratamento dos tremores, rigidez e lentidão.
  • A depender das medicações estabilizantes (benserazida ou carbidopa), a levodopa tem diferentes nomes comerciais como Prolopa ou Sinemet.
  • A medicação ainda tem formulações com diferentes concentrações e propriedades de diluição. Essa é a diferença, por exemplo, entre o Prolopa BD, Prolopa DR, Prolopa HBs e Prolopa dispersível.
  • Nunca se esqueça que, apesar de todas as formulações conterem levodopa, a quantidade de cada uma delas e o tempo para absorção no organismo é diferente. Siga rigorosamente as orientações do seu médico para otimizar o resultado e minimizar efeitos colaterais.

Agonistas Dopaminérgicos

  • Os agonistas dopaminérgicos são medicações que atuam no cérebro, semelhantes à dopamina. As medicações mais utilizadas são o pramipexol e a rotigotina.
  • O pramipexol é um medicamento oral com muitas marcas e concentrações diferentes. Esteja sempre atento a sua prescrição médica.
  • A rotigotina é um agonista dopaminérgico que, ao invés de oral, é um adesivo. Ele tem a vantagem de produzir menos efeitos de azia ou queimação gástrica.
  • Os agonistas dopaminérgicos são muito importantes para tratamento do Parkinson. No entanto, ocasionalmente, alguns indivíduos podem apresentar edema nas pernas, hipersexualidade e compulsões.
  • Comunique ao seu médico o surgimento de qualquer efeito colateral.

Inibidores da MAO

  • Esses medicamentos inibem uma enzima que degrada a dopamina denominada mono-amino-oxidase (MAO).
  • Ao inibir a MAO, aumentamos a quantidade de dopamina disponível para os neurônios.
  • A selegilina e a rasagilina são medicações que desempenham essa função e são utilizadas principalmente no tratamento inicial da doença de Parkinson.
  • Os inibidores da MAO também aumentam a quantidade de outros neurotransmissores, como a serotonina e noradrenalina, auxiliando no tratamento da depressão no Parkinson.

Outros medicamentos

Existem outros medicamentos utilizados para tratar o Parkinson:

  • A Amantadina é uma medicação utilizada para tratar sintomas leves de Parkinson. Também é utilizada na fase avançada da doença para tratar movimentos involuntários (discinesias).
  • Entacapone e o Tolcapone são medicações que inibem enzimas que degradam a dopamina. O entacapone é uma medicação utilizada junto com a levodopa e serve para aumentar seu tempo de ação.
  • Safinamida é uma medicação recém lançada que, semelhante a Amantadina, trata as discinesias na fase moderada a avançada da doença.
  • Biperideno (akineton) já foi utilizado para tratar o tremor na doença de Parkinson. No entanto, a medicação pode gerar perda de memória a longo prazo e seu uso tem sido abandonado.
  • Muitas outras medicações são utilizadas no tratamento do Parkinson como:
Tratamento da Doença de Parkinson

Cuidados no Tratamento da Doença de Parkinson

Tão importante quanto o medicamento para tratamento do Parkinson é conhecer os cuidados que cada medicamento exige. Segundo a American Parkinson Disease Association, precisamos estar atentos aos seguintes cuidados:

  • O Prolopa sempre deve ser tomado de estômago vazio
  • Nunca tome o prolopa com leite! Isso atrapalha sua absorção
  • Se não conseguir tomar o prolopa com estômago vazio, tome 30 min antes das refeições ou 1h e meia depois
  • Anote precisamente os horários que você deve tomar os remédios
  • Leve seus remédios consigo aonde for
  • Se você pulou algum horário da medicação, não tome a dose dobrada. Tome a medicação na dose prescrita
  • As doses das medicações são ajustadas continuamente, então não desista ou não pare de tomar o remédio se ele "parece que não faz efeito".
  • À medida que a doença progride é preciso tomar o remédio várias vezes ao dia
  • Pramipexol, prolopa e amantadina podem dar sensação de azia. Comunique seu médico para ele ajudar nesse sintoma
  • Ocasionalmente em indivíduos muito idosos, doses altas de pramipexol e amantadina podem causar alucinações. Informe seu médico para que ele possa ajustar ou suspender essas medicações
  • Seu estado emocional afeta diretamente o tempo do efeito e a eficácia dos remédios

Tratamento da Doença de Parkinson além dos Medicamentos

Além dos medicamentos, outras terapias são igualmente importantes. Essas terapias objetivam melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir ao máximo a quantidade de remédios, e incluem:

  • Cuidados com dieta (nutrição)
  • Prática de exercícios físicos
  • Fisioterapia para postura e equilíbrio
  • Fonoterapia para salivação e problemas da fala
  • Terapia ocupacional para escrita e outras habilidades manuais
  • Tai chi, acupuntura, yoga
  • Cirurgia para casos selecionados

Abordamos em tópicos separados cada uma dessas abordagens. Leia nossos artigos para aprender mais.

Dr Diego de Castro Neurologista Tratamento da Doença de Parkinson

Dr Diego de Castro é neurologista pela USP, especializado em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento. Dedica-se ao tratamento do Parkinson e disponibiliza conteúdo para pacientes e familiares sobre esta condição.

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Artigo publicado em 03/05/2020 e atualizado em 05/08/2020

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Dr Diego de Castro Neurologista
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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