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Polimiosite - Saiba Mais sobre a Inflamação Muscular

Dr. Diego de Castro dos Santos29/07/2020
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Segundo o Genetic and Rare Diseases Information Center, polimiosite é um tipo de miopatia inflamatória (grupo de doenças musculares caracterizadas por inflamação e fraqueza muscular crônica).

Outra palavra para miopatia inflamatória é miosite. A raiz myo significa músculo e a raiz itis significa inflamação. Assim, miosite significa inflamação do músculo ou tecidos associados, como os vasos sanguíneos que suprem os músculos.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre a polimiosite, suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Características da Polimiosite

Conforme a Cleveland Clinic, a polimiosite causa irritação e inflamação nos músculos mais próximos do tronco do corpo. Estes músculos começam a se enfraquecer, dificultando movimentos simples.

Por este motivo, as pessoas com polimiosite têm problemas ao se levantar da posição sentada, subir escadas ou levantar objetos. Em alguns casos, os músculos que não estão perto do tronco do corpo são afetados à medida que a doença progride.

Causas

Conforme a Columbia University Medical Center, a polimiosite provavelmente está relacionada ou desencadeada por uma infecção viral ou uma reação auto-imune - uma resposta do sistema imunológico contra os próprios tecidos corporais.

Em alguns casos, certos medicamentos podem levar a uma resposta alérgica que causa irritação e dano muscular. Na maioria das vezes, no entanto, não é possível determinar a causa exata da polimiosite.

Alterações genéticas geralmente não causam polimiosite. Na maioria dos casos, doenças autoimunes são causadas ​​por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Entretanto, é possível que pessoas com polimiosite tenham outros membros da família afetados pela doença ou por outras doenças autoimunes.

Sintomas

Segundo The Muscular Dystrophy Association, os músculos dos ombros, braços, quadris, coxas e pescoço exibem a maior fraqueza na polimiosite, causando alguns dos sintomas a seguir:

  • Fraqueza muscular: o sintoma mais comum. O início da fraqueza é geralmente gradual, ocorrendo entre 3 a 6 meses. Raramente os sintomas surgem rapidamente.
  • Dificuldade para levantar-se de cadeiras, subir escadas ou levantar objetos: algumas pessoas também têm dificuldade em se levantar depois de se deitar.
  • Dificuldade para engolir.
  • Dor muscular: em alguns casos, os músculos ficam sensíveis ao toque.
  • Fadiga.
  • Falta de ar, devido ao envolvimento do coração e dos pulmões.
  • Erupção cutânea vermelha ou violeta irregular ao redor dos olhos: algumas pessoas também apresentam pele avermelhada nos dedos, cotovelos e joelhos ou uma erupção vermelha no pescoço e na parte superior do tórax.
  • Febre.
  • Perda de peso.

Também pode haver inflamação dos tecidos musculares do coração e do pulmão. Quando há dificuldade para engolir, existe um maior risco de aspiração de alimentos ou líquidos, incluindo saliva, para os pulmões, o que pode levar a pneumonia.

inflamação dos tecidos musculares

Condições Associadas

Informações da Mayo Clinic apontam que a polimiosite geralmente está associada a outras condições que podem causar complicações por si próprias ou em combinação com os sintomas da polimiosite. As condições associadas incluem:

  • Fenômeno de Raynaud. Essa é uma condição na qual os dedos das mãos, pés, bochechas, nariz e orelhas ficam pálidos inicialmente quando expostos a temperaturas frias.
  • Doenças do tecido conjuntivo. Outras condições, como lúpus, artrite reumatoide, esclerodermia e síndrome de Sjogren, podem ocorrer em combinação com polimiosite.
  • Doenças cardiovasculares. A polimiosite pode causar inflamação das paredes musculares do coração (miocardite). Em um pequeno número de pessoas com polimiosite, podem ocorrer insuficiência cardíaca congestiva e arritmias cardíacas.
  • Doença pulmonar. Uma condição chamada doença pulmonar intersticial pode ocorrer com polimiosite. Doença pulmonar intersticial refere-se a um grupo de distúrbios que causam cicatrizes (fibrose) do tecido pulmonar, tornando os pulmões rígidos.
  • Câncer. Pessoas que têm polimiosite têm um risco elevado de desenvolver câncer.

Diagnóstico

Segundo a Cleveland Clinic, o diagnóstico da doença geralmente começa com um exame físico e exames de sangue.

Pessoas que têm polimiosite geralmente apresentam níveis anormalmente altos de enzimas musculares, que são liberadas no sangue pelos músculos danificados pela inflamação. Achados reumatológicos, como níveis elevados de proteína C-reativa, autoanticorpos e fator reumatoide positivo também podem estar presentes na polimiosite.

Além disso, os seguintes exames também podem ajudar no diagnóstico:

  • Ressonância magnética. Pode mostrar áreas de inflamação muscular e ser usada para encontrar os locais para realizar a biópsia muscular
  • Biópsia muscular. Pode revelar anormalidades, como inflamação, danos, certas proteínas ou deficiências enzimáticas

Eletroneuromiografia no Diagnóstico da Polimiosite

Os estudos de eletromiografia (EMG) e velocidade de condução nervosa são testes elétricos dos músculos e nervos que podem mostrar características anormais típicas da polimiosite.

Esses testes também podem descartar outras doenças dos músculos nervosos. Os achados eletromiográficos são anormais em quase todos os pacientes com polimiosite. Várias anormalidades consistentes com a polimiosite podem ser encontradas, dependendo do estágio da doença.

eletroneuro

Tratamento

Segundo a Columbia University Medical Center, a polimiosite não pode ser curada, mas os tratamentos são eficazes em controlar os sintomas.

Corticosteroides

O uso de medicamentos corticosteroides é o principal tratamento para a polimiosite. Quando os sintomas começam a melhorar (geralmente dentro de quatro ou seis semanas), é possível começar a reduzir os esteroides, para minimizar possíveis efeitos colaterais.

Algumas pessoas podem precisar tomar esteroides permanentemente para controlar a doença e manter os sintomas afastados.

Imunossupressores

Uso de medicamentos especiais que atenuam o sistema imunológico e ajudam a reduzir a inflamação associada à polimiosite.

Os agentes imunossupressores são indicados em pacientes que não melhoram com esteroides dentro de um período razoável ou nos quais se desenvolvem efeitos adversos. Pacientes com indicadores prognósticos ruins, como disfagia ou disfonia, provavelmente necessitam de agentes imunossupressores.

Outros Agentes

A imunoglobulina intravenosa (IGIV) tem sido utilizada no tratamento a curto prazo de casos de polimiosite resistentes a esteroides.

Anticorpos monoclonais também podem ser uma abordagem terapêutica para casos refratários.

Dieta e Atividade Física

Pacientes com polimiosite podem se beneficiar de uma dieta rica em proteínas e monitoramento para evitar ganho de peso excessivo devido ao uso de corticosteroide.

Os pacientes com polimiosite devem ser incentivados a iniciar um programa de exercícios supervisionados no início do curso da doença. Durante o estágio agudo da polimiosite, os pacientes podem se beneficiar de termoterapia, exercícios passivos de amplitude de movimento e talas para evitar contraturas.

Uma vez controlada a inflamação aguda, o programa de reabilitação deve incluir exercícios ativos de amplitude de movimento e contrações dos grupos musculares. Com a melhora da força muscular, os pacientes devem realizar exercícios com leve resistência. Sessões de 15 a 30 minutos de exercícios aeróbicos podem ser realizadas quando a doença estiver inativa.

Acompanhamento Multidisciplinar

Um neurologista ou reumatologista é o principal médico que acompanha o paciente. Também é aconselhável o acompanhamento com os seguintes especialistas:

  • Especialistas em pulmões
  • Cardiologistas
  • Fisioterapeutas
  • Fonoaudiólogos (para avaliação da deglutição)

Como a polimiosite é uma doença rara, muitos médicos podem não estar familiarizados com os sinais e sintomas. Se você estiver com dificuldades para encontrar um diagnóstico preciso, visitar um especialista pode ajudar.

Dr Diego de Castro Neurologista

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP, especialista em doenças neurogenéticas e neuromusculares. Atualmente é colaborador do ambulatório de Neurogenética dessa instituição, onde cuida de doenças raras.

É comum que filhos de pacientes procurem na internet sobre a doença, principalmente sobre o risco de desenvolverem a condição. Há muitos fatores envolvidos, inclusive emocionais, que precisamos considerar. Busque adequado aconselhamento com um profissional responsável e que tenha experiência no assunto.

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Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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