Miastenia Gravis – Doença Autoimune da Fadiga

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Miastenia Gravis – Doença Autoimune da Fadiga

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A Miastenia Gravis é uma doença neuromuscular, que pode provocar diversos graus de cansaço. A fraqueza muscular, quando associada à miastenia gravis, agrava-se após práticas de atividades físicas, após longas atividades de trabalho ou escolares, por exemplo, ao final de um dia.

O que é Miastenia Gravis?

A doença é de origem autoimune, ou seja, as próprias células de defesa reconhecem determinadas estruturas do corpo como agentes agressores, atacando-as. Na miastenia, o sistema imunológico ataca a região terminal do nervo que se liga diretamente a musculatura, região denominada placa neuromuscular. Esse ataque ocorre por produção de anticorpos que podem destruir ou bloquear alguns receptores musculares, impedindo o recebimento de sinais produzidos pelos nervos. O resultado final é uma inflamação na placa neuromuscular, defeito na transmissão dos impulsos nervosos para os músculos e fraqueza.

Tipos de Miastenia Gravis

Há dois tipos básicos possíveis de Miastenia, sendo elas adquirida ou congênita.

Miastenia Adquirida

É uma doença autoimune onde os anticorpos atacam as células e tecidos saudáveis do organismo por engano, causando confusão de agentes invasores como vírus e bactérias.       

Miastenia Congênita

Ocorre quando os anticorpos produzidos pelo organismo da mãe passam para o feto por meio da placenta. Ou ainda, quando existem alterações genéticas que se manifestam nos recém-nascidos e lactentes e que determinam o mau funcionamento da junção neuromuscular.

Grupos de Risco

Apesar de ser pouco comum, a doença de Miastenia pode acometer ambos os sexos, porém é mais frequente em mulheres, geralmente quando se chega perto dos 30 anos de idade. Nos homens a idade média do início dos sintomas é perto dos 42 anos.

Fatores genéticos, infecções e outras condições de saúde podem influenciar no surgimento da doença.

Sintomas de Miastenia Gravis

Uma das principais características da Miastenia Gravis é o quadro de fadiga muscular, que limita determinados grupamentos musculares, sendo eles:

  • Músculos dos olhos: pálpebras caídas e visão dupla.
  • Músculos do rosto e pescoço: fala alterada, dificuldade para engolir, facilidade para engasgar, perda de controle dos músculos faciais ligados às expressões, como por exemplo sorrir e cabeça caída.
  • Músculo dos membros: fraqueza dos músculos dos braços e pernas.

Os sintomas tendem a melhorar com repouso, porém rescindem quando o músculo volta a ser utilizado.

miastenia

Diagnóstico de Miastenia Gravis

O diagnóstico de miastenia gravis se baseia no conjunto de achados clínicos de fadiga, fraqueza ou visão dupla associados aos exames laboratoriais (sangue) e, principalmente, a eletroneuromiografia.

Até mesmo na consulta clínica o neurologista pode diagnosticar miastenia utilizando além da história clínica o teste do gelo ou o teste do edrofônio.

Os exames laboratoriais visam identificar a presença de evento inflamatório por meio dos anticorpos contra os receptores musculares (por exemplo anticorpo antireceptor de acetilcolina). Os exames laboratoriais também permitem identificar outras doenças que podem se assemelhar ou estar associadas a miastenia.

E se o exame de sangue vier normal? É possível confirmar o diagnóstico de miastenia?

Essa é uma dúvida frequente. Cerca de 3 em cada 10 pacientes podem ter os resultados dos exames de sangue normais (incluindo a dosagem dos anticorpos) e ainda assim apresentarem miastenia. Nesses casos o médico utiliza a eletroneuromiografia como exame chave na confirmação diagnóstica. Para a realização da técnica de eletroneuromiografia adequada a suspeita de miastenia deve estar expressa no pedido médico. A realização da eletroneuromiografia com profissional de confiança e com a técnica adequada é capaz de diagnosticar 95% dos casos de miastenia, o que a torna o exame de eleição na miastenia gravis.

Miastenia tem Cura?

Não existe cura para a Miastenia Gravis, porém alguns tratamentos são capazes de conter a inflamação e aliviar os sintomas de visão dupla, fraqueza e fadiga muscular.

Tipos de Tratamento

Em linhas gerais, casos de Miastenia Gravis podem ser tratados de duas maneiras diferentes, por meio de medicamentos ou cirurgias.

Tratamento Medicamentoso

O uso de alguns medicamentos como imunossupressores, corticoides e inibidores de colinesterase melhoram os sintomas da miastenia. Alguns casos mais graves podem precisar de uma terapia que retira o plasma com anticorpos e o substitui por plasma livre de células de defesa, outros de infusão intravenosa de imunoglobinas ou ainda de medicações hospitalares como anticorpos monoclonais.

Sempre fundamental lembrar de uma alimentação saudável livre de corantes, de alimentos excessivamente processados e industrializados e dos benefícios de dietas ricas em substâncias anti inflamatórias, como folhas verdes, iogurtes naturais, peixes e amêndoas.

Mesmo alguns pacientes que recebem o tratamento adequado podem apresentar piora transitória dos sintomas quando passam por alguma infecção, estresse ou uso de determinados medicamentos.

Tratamento Cirúrgico

Em aproximadamente 15% dos casos diagnosticados como Miastenia, a doença vem acompanhada de um tumor no timo. Essa glândula é diretamente envolvida com o sistema imunológico.

Em alguns casos a retirada cirúrgica do timo (timectomia) é uma boa saída para aliviar os sintomas causados pela doença, auxiliando muito no tratamento e alguns pacientes podem ficar livres do uso de medicamentos.

Para saber mais sobre a Miastenia Gravis, consulte seu neurologista de confiança, obtenha um diagnóstico preciso e o tratamento adequado para o seu caso.


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2018-08-14T14:10:46+00:00 quarta-feira 15 de agosto 2018|Neurologia, Perda de Força Muscular|0 Comentários

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