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Diagnóstico e Tratamento dos Espasmos Musculares

Dr Diego de Castro
01/06/2022
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Espasmos musculares geralmente são inofensivos e não precisam de cuidados médicos. No entanto, você deve procurar ajuda médica se passar a experimentar espasmos graves, que não melhorem com práticas de autocuidado, ou persistam por um longo tempo. Esses fatores podem indicar a presença de uma condição médica que necessite de tratamento.

Neste artigo, Dr Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre Diagnóstico e Tratamento dos Espasmos Musculares, algumas práticas de autocuidado para tratamento e prevenção.

Quando Procurar um Médico devido a Espasmos Musculares

Segundo a Cleveland Clinic, normalmente, um espasmo muscular não deve durar muito tempo e, mesmo que possa ser doloroso, não é considerado uma emergência. No entanto, se a dor se tornar insuportável, ou se os espasmos começarem depois de tocar em algo venenoso ou com risco de infecção (como cortar-se com um objeto enferrujado), procure atendimento médico de emergência.

Além disso, é importante marcar uma consulta com seu médico se você tiver os seguintes sintomas, além dos espasmos:

  • Dor significativa
  • Inchaço ou dormência na perna
  • Mudanças na cor da pele
  • Acordar mais de uma vez na mesma noite com cãibras nas pernas
  • Se os espasmos estão impedindo você de dormir bem
  • Se você tem alguma condição de saúde que causa desequilíbrios nos eletrólitos.

Diagnóstico

Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, o diagnóstico dos espasmos musculares consiste, basicamente, em identificar as causas para que um acontecimento geralmente benigno tenha se tornado frequente ou com maior intensidade e presença de outros sintomas.

Este processo normalmente começa com uma análise do histórico médico do paciente e um exame físico. É útil saber as circunstâncias relacionadas aos espasmos musculares. Entre as perguntas que o médico realiza, podemos citar:

  • Quando os espasmos começaram?
  • Quanto tempo duram?
  • Com que frequência ocorrem?
  • São rítmicos ou mais aleatórios?
  • É sempre o mesmo grupo muscular do corpo envolvido?
  • Você toma algum medicamento?
  • Você bebe álcool?
  • Quais são seus hábitos de exercício?
  • Quanto líquido você ingere diariamente?

Outras informações que são úteis incluem a compreensão da saúde geral do paciente e se houve alguma doença recente ou quaisquer medicamentos utilizados, incluindo aqueles prescritos, sem prescrição médica, suplementos alimentares e à base de plantas.

Uma análise do ambiente em que o paciente está inserido também é importante, para coletar informações sobre exposição ao calor e sinais e sintomas associados de desidratação. Por este motivo, é muito relevante informar ao médico suas condições de trabalho e prática de exercícios.

Além disso, informe ao médico se você está experimentando fraqueza, dor ou perda de sensibilidade. Esses sintomas podem ser sinais de um distúrbio nervoso.

Exame Físico

Às vezes, o exame físico pode não demonstrar nenhum problema aparente, já que os espasmos musculares podem não acontecer durante a consulta. Mesmo assim, sua realização é útil na detecção de problemas de saúde que estejam causando os espasmos.

Por exemplo, se o paciente está reclamando de cãibras musculares na perna, o exame pode incluir palpação de pulsos nos pés. A aterosclerose, ou endurecimento das artérias, pode estar reduzindo o fluxo sanguíneo para as pernas, sendo a causa para os espasmos. E um dos seus principais sintomas é a perda de pulso arterial na extremidade envolvida.

Para aqueles que têm dores devido aos espasmos musculares, os procedimentos diagnósticos serão direcionados para encontrar a fonte da dor, ao mesmo tempo em que buscamos controlar os sintomas.

Exames Complementares

Para pacientes com espasmos musculares recorrentes onde a causa não é facilmente diagnosticada pela análise do histórico e exame físico, o NHS recomenda a realização de exames complementares, para identificar as causas potenciais.

  • Os exames de sangue podem incluir uma contagem sanguínea completa (hemograma) à procura de anemia, contagem de eletrólitos (especialmente sódio, potássio, cálcio e magnésio), glicose e creatinina (para verificar a função renal). Testes de função tireoide também podem ser considerados.
  • O exame creatinofosfoquinase (CPK) pode ser usado para detectar possíveis danos musculares, especialmente quando os espasmos são prolongados e contínuos, pois pode haver algum tipo de prejuízo ao tecido muscular.
  • Se houver preocupação de que os espasmos sejam devido a um distúrbio nervoso ou com a junção neuromuscular, a eletromiografia (EMG) pode ser feita para determinar se há alguma anormalidade do músculo, dos nervos ou ambos.
  • Se houver preocupação com o potencial de alguma doença de origem vascular, podem ser considerados testes de fluxo sanguíneo, por exemplo ultrassom ou angiografia.
  • Se acredita-se que os espasmos musculares nas pernas estejam associadas a um distúrbio do sono, estudos do sono, como a polissonografia, podem ser indicados.
eletroneuromiografia
Se houver suspeita de um distúrbio com a junção neuromuscular, a eletromiografia (EMG) pode identificar se esta é a causa para os espasmos musculares.

Tratamento

Podemos classificar o tratamento dos espasmos musculares em dois grupos:

  • As práticas de autocuidado no momento em que eles acontecem
  • O tratamento das condições que possam estar causando os espasmos.

Quanto às práticas de autocuidado, você e seu médico devem conversar sobre um plano de tratamento que envolva estratégias de prevenção e para aliviar um espasmo muscular logo que ele inicia.

Em paralelo, ele pode iniciar o diagnóstico para identificar as causas e, quando encontradas, seguir com seu tratamento.

Como Aliviar um Espasmo Muscular

De acordo com a Mayo Clinic, ao primeiro sinal de um espasmo muscular, tentar algum destes métodos pode ajudar a aliviar o sintoma:

  • Parar a atividade que causou o espasmo
  • Massagear o músculo suavemente
  • Alongar o músculo suavemente
  • Cremes tópicos anti-inflamatórios com lidocaína, cânfora ou mentol podem ajudar a aliviar a dor
  • Usar uma almofada de aquecimento para relaxar os músculos tensos
  • Algumas horas depois que o espasmos passar, se os músculos ainda estiverem doloridos, uma bolsa de gelo pode ajudar a acalmar a inflamação e aliviar a dor.

Prevenindo Espasmos Musculares

Conforme a National Library of Medicine, existem alguns fatores de risco para desenvolver espasmos musculares que não podemos evitar. No entanto, algumas práticas de estilo de vida podem ser úteis para superar esses fatores de risco e prevenir os espasmos musculares:

  • Realize exercícios de flexibilidade regularmente
  • Sempre faça aquecimento antes de iniciar a prática de exercícios
  • Procure manter uma boa forma física geral
  • Mantenha-se bem hidratado. Escolha água e evite álcool e cafeína
  • Evite se exercitar nos horários mais quentes do dia
  • Use sapatos adequados ao seu tamanho
  • Mantenha seu peso em uma faixa saudável
  • Evite medicamentos que possam causar espasmos musculares como efeito colateral
  • Alongue os os músculos antes de dormir.

Seu médico pode encaminhá-lo para fisioterapia, prática eficaz para fortalecer o conjunto de músculos afetado, ou mesmo proporcionar flexibilidade e alongamento.

prevenir espasmos musculares
Fazer aquecimento e manter-se bem hidratado ajuda a prevenir espasmos musculares durante a prática de exercícios.

Tratando as Condições que Causam Espasmos Musculares

Segundo artigo publicado na StatPearls, quando outro problema médico estiver causando os espasmos musculares, tratar esse problema pode ajudar a reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas. Existem medicamentos que podem ser prescritos, de acordo com a condição que os está causando.

Quando os espasmos ocorrem devido a uma lesão ou inflamação nos músculos ou mesmo tensão, medicamentos podem ser necessários para alívio da dor a curto prazo, incluindo anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares. Outros medicamentos, incluindo vitaminas do complexo B, gabapentina e diltiazem, podem ser úteis.

Existem diferentes tratamentos que podem ser realizados quando a causa é uma distonia. A decisão sobre qual escolher depende da situação individual. Muitas vezes, é necessário tentativa e erro para encontrar a medicação certa na dose certa para controlar os sintomas. Entre os medicamentos que podem ser utilizados, estão:

  • Drogas que diminuem os níveis de acetilcolina
  • Relaxantes musculares
  • Levodopa e reserpina, que afetam os níveis de dopamina
  • Carbamazepina, uma droga de controle de convulsões, pode ser útil em alguns pacientes
  • Toxina botulínica tipo A (Botox) pode ser injetada em um músculo específico para reduzir seu nível de ativação e aliviar o espasmo muscular da distonia.

Diferentes especialidades podem atuar no tratamento de um paciente com espasmos musculares. Por exemplo:

  • Pacientes que têm espasmos nas pernas devido a um distúrbio do sono precisam de cuidados de um especialista em sono
  • Neurologistas cuidam de pacientes com espasmos devido a um distúrbios de movimento
  • Endocrinologistas ajudam a controlar diabetes ou outras condições metabólicas que possam estar causando os espasmos
  • Cirurgiões vasculares realizam o tratamento de pacientes com doença vascular periférica ou aterosclerose, que reduzem o fluxo sanguíneo para as extremidades.

Dr Diego de Castro Neurologista Especialista em Transtornos do Movimento

Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP especialista em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento. Dr Diego de Castro também é membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC).

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Dr Diego de Castro dos Santos
Neurologia - Dr Diego de Castro
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
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