

Atualmente, entende‑se que a Doença de Parkinson resulta de uma interação complexa entre predisposição genética, exposições ambientais e envelhecimento, mais do que de uma causa única identificável. Sociedades internacionais e revisões recentes em revistas de neurologia reforçam esse modelo multifatorial de Causas da Doença de Parkinson.
Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista pela USP, especialista em Doença de Parkinson e em Distúrbios do Movimento, traz algumas atualizações sobre o entendimento do mecanismo e causa do Parkinson.
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Segundo o NHS, em pessoas com Doença de Parkinson, há uma degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, com redução importante dos níveis de dopamina no corpo estriado.
A dopamina participa do controle da precisão e velocidade dos movimentos voluntários, da motivação, do aprendizado de hábitos, da regulação do humor e do ciclo sono–vigília, o que explica os sintomas motores clássicos, como bradicinesia, rigidez e tremor de repouso.
Embora já esteja esclarecido que os sintomas do Parkinson são causados pela perda da substância negra, ainda não se sabe a razão exata ou evento que desencadeie a perda desses neurônios.
Sabe-se que com a idade todos os indivíduos apresentam algum grau de perda de neurônios da substância negra. No entanto, dizer que a idade é a causa do Parkinson é uma explicação incompleta, uma vez que existem casos da doença em jovens.
Por muito tempo, acreditava-se que a causa do Parkinson era a idade. Embora a maioria dos casos da doença acometa indivíduos com mais de 55 anos, cerca de 20% dos casos de Parkinson se iniciam antes dos 40-45 anos. Logo, só a idade não é suficiente para explicar essa condição.
Os casos de Parkinson que se iniciam antes dos 40 anos são denominados Doença de Parkinson Juvenil. Essa forma da doença é causada frequentemente por mutações genéticas.
Segundo a National Organization of Rare Disease, mais de 20 genes já foram identificados como causa do Parkinson em jovens.
A maioria dos pacientes é filho de pais saudáveis. O desenvolvimento da doença ocorre porque o indivíduo herdou um gene defeituoso da mãe e um gene defeituoso do pai ou sofreu alguma mutação ainda na vida intrauterina.
Em outros casos, a Doença de Parkinson pode ter uma história familiar muito clara e está presente em todas as gerações. No Brasil, essa forma é causada por um gene especial denominado PARK8.

Embora os indivíduos com mais de 55 anos não tenham uma causa do Parkinson claramente estabelecida, existem alguns fatores ambientais e genéticos que aumentam o risco da doença. Segundo pesquisa do Lancet Neurology, são eles:
Do mesmo modo que há fatores ambientais que aumentam o risco para a doença, há fatores do ambiente que protegem contra o surgimento da doença. Entre eles estão consumo de café (cafeína) e consumo de alimentos ricos em antioxidantes e vitamina E.
Chamamos "Parkinsonismo" a todas as doenças que também se apresentam com lentidão, rigidez e tremor. Como explicamos no vídeo abaixo, essas doenças se parecem, mas não são a doença de Parkinson:
Segundo o NHS, a doença de Parkinson é o tipo mais comum de parkinsonismo, mas também existem alguns tipos mais raros onde uma causa específica pode ser identificada. Estes incluem parkinsonismo causado por:
A Doença de Parkinson decorre principalmente da perda de neurônios na substância negra, região cerebral responsável pela produção de dopamina. Essa deficiência provoca sintomas motores como tremor, rigidez e lentidão, além de alterações comportamentais e do sono.
As causas envolvem uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Por outro lado, alguns hábitos parecem exercer efeito protetor, como o consumo moderado de café e alimentos ricos em antioxidantes e vitamina E.
Além do Parkinson clássico, existem condições chamadas de parkinsonismos, que apresentam sintomas semelhantes, mas têm origens distintas. Entre elas estão o uso de certos medicamentos, doenças neurodegenerativas como a paralisia supranuclear progressiva e a atrofia de múltiplos sistemas, além de lesões cerebrais decorrentes de AVCs ou traumas. Assim, compreender a diversidade de causas é essencial para diferenciar o Parkinson de outras condições e orientar o diagnóstico e tratamento adequados.
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pessoas com Doença de Parkinson (DP).
Além da sua formação em Distúrbios do Movimento também se dedica ao estudo de doenças neurogenéticas. Por isso, investiga a causa da Doença de Parkinson em jovens e adultos para oferecer um tratamento mais adequado para cada paciente.
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Olá bom dia, tudo bem?
Sou Lunielle caldeira, formei na Ufes em 2016, na turma MEDUFES88, o Gustavo Franklin foi meu veterano e monitor de neuroanatomia e anatomia patológica
Eu fiz pediatria no hospital infantil de Vitória . Em março/2019 iniciei neuropediatria no hospital Santa Casa de Misericordia de São Paulo. Atualmente, estou no R4 de neuropediatria.
Gosto muito da área, tenho acompanhado as lives de vocês. Fico orgulhosa de saber que Ufes está tão bem representada.
Gostaria de saber se existe algum fellow, alguma maneira de conseguir acompanhar o senhor nos atendimentos. Em fevereiro eu termino a Neuropediatria, pretendo emendar um fellow. Gosto da área da neurogenetica ,comportamental e neuromuscular.
Em 17 de Agosto de 2020, irei apresentar caso no interservicos da SBNI, devido ao temo do caso comecei gostar bastante da área de distúrbio de movimentos também.
Sou capixaba, pretendo fazer um fellow antes de voltar pra Vitória Tem alguma dica ou sugestão?
Atenciosamente,
Lunielle Caldeira